{"id":280,"date":"2021-09-11T20:30:26","date_gmt":"2021-09-11T23:30:26","guid":{"rendered":"http:\/\/x-enapol.org\/ix\/?p=280"},"modified":"2021-09-11T20:30:26","modified_gmt":"2021-09-11T23:30:26","slug":"o-que-a-psicose-nos-ensina-sobre-a-indignacao-suzana-faleiro-barroso-ebp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/enapol.com\/ix\/o-que-a-psicose-nos-ensina-sobre-a-indignacao-suzana-faleiro-barroso-ebp\/","title":{"rendered":"O que a psicose nos ensina sobre a indigna\u00e7\u00e3o &#8211; Suzana Faleiro Barroso (EBP)"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1352px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p id=\"\" class=\"bold\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Suzana Faleiro Barroso<\/strong><br \/>\nEBP<\/p>\n<p class=\"r\" style=\"text-align: justify;\">A indigna\u00e7\u00e3o \u00e9 o afeto que acomete os seres falantes quando s\u00e3o destitu\u00eddos de sua dignidade por diversos motivos, sejam esses de car\u00e1ter social, pol\u00edtico, \u00e9tico ou cl\u00ednico. Assistimos em 2011, a manifesta\u00e7\u00e3o dos \u201cindignados\u201d em diversas cidades da Europa, isto \u00e9, uma rea\u00e7\u00e3o em escala global contra a pol\u00edtica econ\u00f4mica daquele momento. No Brasil, no ano de 1993, a banda Skank lan\u00e7ava a m\u00fasica intitulada \u201cIndigna\u00e7\u00e3o\u201d \u2013 \u201cindigna\u00e7\u00e3o indigna, indigna na\u00e7\u00e3o\u2026\u201d. Em 2019 n\u00e3o temos mais a \u201cmassa indignada\u201d da qual falava a m\u00fasica. Na hist\u00f3ria do fundador da psican\u00e1lise, a indigna\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m marcou presen\u00e7a. Um dos epis\u00f3dios memor\u00e1veis da biografia de Freud no tempo do nazifascismo foi sua indigna\u00e7\u00e3o diante da cena de humilha\u00e7\u00e3o do pai judeu nas ruas de Viena.<\/p>\n<p class=\"r\" style=\"text-align: justify;\">Tomada na s\u00e9rie do \u00f3dio e da c\u00f3lera \u00e9 nova a inser\u00e7\u00e3o da indigna\u00e7\u00e3o no campo dos afetos lacanianos. Embora Lacan n\u00e3o a tenha mencionado junto aos demais afetos que discute em Televis\u00e3o (1973), \u2013 ang\u00fastia, t\u00e9dio, morosidade, etc. \u2013 ela implica, como esses outros, uma articula\u00e7\u00e3o entre significante e corpo, significante e objeto. Trabalhamos, portanto, com a teoria lacaniana dos afetos, que n\u00e3o \u00e9 uma teoria das emo\u00e7\u00f5es, mas sim da corporifica\u00e7\u00e3o do significante. A corporifica\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201ca introdu\u00e7\u00e3o de um significante na dimens\u00e3o do corpo \u2014 sua incorpora\u00e7\u00e3o, o que implica a perda da capacidade de significar em proveito de um efeito de gozo\u201d (LECOEUR, 2010, p.28). Segundo Lacan \u201co afeto vem a um corpo cuja propriedade seria habitar a linguagem, [\u2026] por n\u00e3o encontrar alojamento, pelo menos n\u00e3o a seu gosto\u201d (LACAN, 1973\/2003, p.526). Isso quer dizer que o afeto se desloca, que est\u00e1 desalojado no corpo, sem lugar pr\u00f3prio, que est\u00e1 \u00e0 deriva, embora n\u00e3o esteja desconectado do significante. O afeto demonstra a impossibilidade de harmonia junto ao ser falante, testemunha sua inadequa\u00e7\u00e3o ao mundo da linguagem, visto que do encontro sempre traum\u00e1tico das palavras com os corpos decorrem os desarranjos, as afec\u00e7\u00f5es e as perturba\u00e7\u00f5es das fun\u00e7\u00f5es do corpo vivo marcado, portanto, por um modo de gozo.<\/p>\n<p class=\"r\" style=\"text-align: justify;\">Abordarei a seguir as incid\u00eancias cl\u00ednicas da indigna\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da cl\u00ednica da psicose e o que ela nos ensina sobre a especificidade do afeto da indigna\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 c\u00f3lera e ao \u00f3dio. Primeiramente, recorto da leitura lacaniana do caso de Schreber o destaque dado \u00e0 indigna\u00e7\u00e3o, no Semin\u00e1rio, livro 3: as psicoses. Schreber acolheu com indigna\u00e7\u00e3o, disse Lacan, a primeira manifesta\u00e7\u00e3o da fantasia feminizante, \u00edndice inicial da intui\u00e7\u00e3o delirante. Em suas \u201cMem\u00f3rias\u201d Schreber narrou seus sonhos, datados da \u00e9poca em que foi nomeado para presidente da Corte de Apela\u00e7\u00e3o de Dresden, buscando explica-los \u00e0 luz do que aconteceu depois, no segundo per\u00edodo de sua doen\u00e7a, isto \u00e9, buscando interpret\u00e1-los. Um intenso mal-estar provocado por uma sensa\u00e7\u00e3o quando estava ainda meio adormecido ganhava mais estranheza para Schreber na medida em que pensava sobre o assunto na vig\u00edlia.<\/p>\n<p class=\"r i\" style=\"text-align: justify;\">Era a ideia de que deveria ser realmente bom ser uma mulher se submetendo ao coito \u2013 essa ideia era t\u00e3o alheia a todo o meu modo de sentir que, permito-me afirmar, em plena consci\u00eancia eu a teria rejeitado com tal indigna\u00e7\u00e3o que de fato, depois de tudo o que vivi nesse \u00ednterim, n\u00e3o posso afastar a possibilidade de que ela me tenha sido inspirada por influ\u00eancias exteriores que estavam em jogo. (SCHREBER, 2006, p. 54).<\/p>\n<p class=\"r\" style=\"text-align: justify;\">\u201cH\u00e1 a\u00ed uma esp\u00e9cie de conflito moral\u201d, afirmou Lacan, discutindo o estatuto pr\u00e9-consciente desse fen\u00f4meno. Destacou seu car\u00e1ter \u00e9tico e verificou o destino dessa fantasia na fase terminal do del\u00edrio schreberiano, segundo o qual o homem deve ser a mulher permanente de Deus, em permanentes rela\u00e7\u00f5es er\u00f3ticas com ele. Entre o conflito moral da segunda etapa da psicose de Schreber e a etapa final do seu del\u00edrio, verifica-se uma evolu\u00e7\u00e3o do trabalho delirante que modificou a posi\u00e7\u00e3o do sujeito quanto ao gozo. No tempo, da indigna\u00e7\u00e3o, o gozo feminizado o afetava anulando toda sua dignidade ao reduzi-lo \u00e0 posi\u00e7\u00e3o de objeto do gozo do Outro em discord\u00e2ncia com seus ideais masculinos. Mais tarde, o trabalho do significante promoveu n\u00e3o somente o consentimento ao gozo, mas, al\u00e9m disso, lhe conferiu algo de sublime. Schreber vai encontrar no plano de Deus a justificativa para seu sofrimento e at\u00e9 a emascula\u00e7\u00e3o passa a ser aceit\u00e1vel como des\u00edgnio divino. O gozo do Outro \u00e9 identificado por meio do culto \u00e0 feminilidade. A trajet\u00f3ria de Schreber nos mostra como o del\u00edrio permitiu elevar um objeto \u00e0 dignidade de coisa.<\/p>\n<p class=\"r\" style=\"text-align: justify;\">Diferente da paranoia schreberiana, outra psicose, a melancolia, coloca em jogo uma modalidade de afeto que podemos aproximar da indigna\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, a indignidade melanc\u00f3lica. Enquanto no paranoico, o sujeito pode ser degradado \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de objeto mais de gozar do Outro, na melancolia \u00e9 a vertente de objeto rebotalho do simb\u00f3lico que vai compor o del\u00edrio de indignidade. Quando a sombra do objeto cai sobre o eu \u00e9 o status de dejeto do eu que vigora. \u00c9 pela via da indignidade que o melanc\u00f3lico tenta reconstituir delirantemente o Outro de onde espera a puni\u00e7\u00e3o merecida. Ambos, o paranoico e o melanc\u00f3lico, se encontram como objetos do Outro. Contudo, \u00e9 preciso diferenciar a indignidade do gozo da indigna\u00e7\u00e3o. A indignidade do melanc\u00f3lico desvela a verdade do gozo, a saber, ele \u00e9 sempre indigno. Neste sentido, a indigna\u00e7\u00e3o vela e eleva de algum modo essa indignidade real do gozo. \u201cO gozo como tal, no entanto, n\u00e3o puxa para o alto. E ele \u00e9 nu, cru no sentido oposto ao cozido. Ele \u00e9 cru, n\u00e3o tem dignidade com que se recobrir\u201d (MILLER, 2010, p. 21). Podemos supor que h\u00e1 nas psicoses uma indigna\u00e7\u00e3o estrutural, correlata \u00e0 posi\u00e7\u00e3o de objeto reservada ao sujeito pela pr\u00f3pria estrutura.<\/p>\n<p class=\"r\" style=\"text-align: justify;\">Para al\u00e9m do que a psicose ensina sobre a indigna\u00e7\u00e3o, destaco uma defini\u00e7\u00e3o do afeto proposta por Lacan no \u201cSemin\u00e1rio, livro 17: o avesso da psican\u00e1lise\u201d, no qual ele afirma que \u201cafeto, s\u00f3 h\u00e1 um\u201d, o que implica, certamente, a dimens\u00e3o do gozo.<\/p>\n<p class=\"r i\" style=\"text-align: justify;\">Julgo poss\u00edvel determinar isto, especialmente a partir do discurso psicanal\u00edtico. Com efeito, a partir desse discurso n\u00e3o h\u00e1 sen\u00e3o um afeto, ou seja, o produto da tomada do ser falante num discurso, na medida em que esse discurso o determina como objeto. (LACAN, 1969-70, 1992, p. 143).<\/p>\n<p class=\"r\" style=\"text-align: justify;\">Psic\u00f3tico ou n\u00e3o, ao falasser resta sempre uma quota de afeto intimamente associada a sua condi\u00e7\u00e3o de objeto, relativa ao seu nascimento no campo do Outro.<\/p>\n<p class=\"r\" style=\"text-align: justify;\">A indigna\u00e7\u00e3o faz la\u00e7o social na psicose.<\/p>\n<p class=\"r\" style=\"text-align: justify;\">No caso de Rodrigo veremos como a indigna\u00e7\u00e3o \u00e9 uma tentativa de operar simbolicamente sobre o gozo, uma maneira de fazer la\u00e7o e de endere\u00e7amento ao campo do Outro, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 solu\u00e7\u00e3o psic\u00f3tica da passagem ao ato da qual este sujeito se servia antes da an\u00e1lise. Rodrigo chegou ao tratamento aos 11 anos de idade devido \u00e0s frequentes passagens ao ato, principalmente no col\u00e9gio, onde j\u00e1 tinha agredido v\u00e1rios colegas. Na primeira entrevista disse que ficava muito nervoso com os meninos porque era zoado por eles. Combinavam de fazer alguma bagun\u00e7a juntos, mas depois, sa\u00edam fora e jogavam a culpa nele. \u201cN\u00e3o \u00e9 justo\u201d, dizia. Em meio aos v\u00e1rios relatos da \u201czoa\u00e7\u00e3o\u201d da qual sofria, chamava a aten\u00e7\u00e3o a posi\u00e7\u00e3o especular na qual o sujeito se colocava com rela\u00e7\u00e3o aos meninos. Isso se tornou evidente na transfer\u00eancia, na rela\u00e7\u00e3o de Rodrigo com outro analisante que era seu colega no col\u00e9gio, sobre quem queria saber tudo, saber o que ele me falava, o que fazia nas sess\u00f5es, etc. Esse ponto, logo de in\u00edcio, indicava o manejo sutil requerido pela transfer\u00eancia de Rodrigo, que chegou ao tratamento atrav\u00e9s de indica\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia do colega. Essa posi\u00e7\u00e3o transferencial elucidava tamb\u00e9m o quanto a proximidade excessiva do pequeno outro sem media\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica estava no cerne de seus atos agressivos e do \u00f3dio a\u00ed colocado em jogo. Somava-se a esse quadro um diagn\u00f3stico de autismo recebido desde os quatro anos de um psiquiatra biologicista, muita medica\u00e7\u00e3o, o que contribu\u00eda para uma escassez do recurso \u00e0 palavra para tratar o real do gozo at\u00e9 ent\u00e3o. Sendo assim, o in\u00edcio das sess\u00f5es psicanal\u00edticas, por si s\u00f3, j\u00e1 introduzia novo horizonte para o sujeito, inaugurando o trabalho de subjetiva\u00e7\u00e3o dos seus atos.<\/p>\n<p class=\"r\" style=\"text-align: justify;\">Destaco a seguir o relato de um epis\u00f3dio no qual Rodrigo demonstrou como a indigna\u00e7\u00e3o foi operadora de um endere\u00e7amento ao Outro, marcando nova resposta desse sujeito ao encontro com o gozo traum\u00e1tico de maneira distinta da passagem ao ato. Segundo o que disse Rodrigo, ele quase teria batido em uma menina que tinha lhe zoado. Descreveu o epis\u00f3dio: ele estava com a m\u00e3o sobre seu \u00f3rg\u00e3o genital, quando uma menina teria lhe olhado rindo, zoando. Teve certeza de que ela ria dele e do problema que sofria naquele momento (uma inflama\u00e7\u00e3o no p\u00eanis). Decidiu n\u00e3o bater muito nela (situa\u00e7\u00f5es constantes na vida social desse menino antes da an\u00e1lise) porque ela tinha s\u00f3 tr\u00eas anos. Acrescenta que \u201cficou indignado\u201d. Aqui podemos destacar o gozo esc\u00f3pico associado \u00e0 indigna\u00e7\u00e3o de Rodrigo. As circunst\u00e2ncias do acontecimento relatado por Rodrigo n\u00e3o deixam de evocar a indigna\u00e7\u00e3o de Schreber, visto que o sujeito se sentiu atingido em sua virilidade pelo olhar do Outro mal.<\/p>\n<p class=\"r\" style=\"text-align: justify;\">O interessante foi que a indigna\u00e7\u00e3o, diferente das respostas anteriores das passagens ao ato agressivas, mobilizou este sujeito para uma s\u00e9rie de provid\u00eancias endere\u00e7adas ao Outro (queixas, reinvindica\u00e7\u00f5es, apelos \u00e0s leis, \u00e0 justi\u00e7a) das quais ele foi se ocupando, inclusive colocando o direito e a lei no foco de seu interesse. O \u201cficar indignado\u201d significou outro modo de tratar o gozo, de operar simbolicamente sobre o gozo, n\u00e3o mais sem o recurso ao Outro. Quando o gozo \u00e9 elevado \u00e0 dignidade da Coisa, diz Miller no artigo \u201cA salva\u00e7\u00e3o pelos dejetos\u201d (2010), quando ele n\u00e3o \u00e9 rebaixado \u00e0 indignidade de dejeto, ele \u00e9 sublimado, ou seja, socializado. Isso quer dizer que o gozo \u00e9 integrado ao la\u00e7o social, ao circuito das trocas.<\/p>\n<p class=\"r\" style=\"text-align: justify;\">Para concluir, o que a psicose nos ensina \u00e9 que a indigna\u00e7\u00e3o implica duas faces, a saber, uma face de degrada\u00e7\u00e3o do sujeito ao estatuto de objeto e uma face sublime ou de enla\u00e7amento do sujeito ao campo do Outro. Do lado do psicanalista, tal como nos disse Miller, ele pode produzir uma eleva\u00e7\u00e3o do dejeto \u00e0 dignidade da Coisa ao fazer da sua posi\u00e7\u00e3o de dejeto o princ\u00edpio espec\u00edfico do discurso psicanal\u00edtico. Dessa maneira, ao sustentar a pr\u00e1tica com os psic\u00f3ticos, o psicanalista confere \u00e0 loucura um tratamento digno, diferentemente das pol\u00edticas degradantes para a sa\u00fade mental na inf\u00e2ncia que, lamentavelmente, se esbo\u00e7am com toda virul\u00eancia no Brasil de hoje.<\/p>\n<hr \/>\n<p class=\"r notes\" style=\"text-align: justify;\">Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas:<\/p>\n<p class=\"r notes\" style=\"text-align: justify;\">LACAN, J. (1969-70\/1992) O semin\u00e1rio, livro 17, o avesso da psican\u00e1lise (1969-70). Vers\u00e3o Ari Roitman. Texto estabelecido por Jacques Alain Miller. Rio de Janeiro, Jorge Zahar.<\/p>\n<p class=\"r notes\" style=\"text-align: justify;\">LECOEUR, B. (2010) \u201cLe corps et ses restes: masque et incorporation\u201d, in Quarto-r\u00e9vue de psychanalyse, Bruxelas, ECF-ACF en Belgique, n\u00ba 97, abr., p.50-54.<\/p>\n<p class=\"r notes\" style=\"text-align: justify;\">MILLER, J. A. (2010) \u201cA salva\u00e7\u00e3o pelos dejetos\u201d, in Correio. Revista da EBP, S\u00e3o Paulo, n\u00ba 67, dez. p.19-26.<\/p>\n<p class=\"r notes\" style=\"text-align: justify;\">SCHREBER, D. P. (2006) Memorias de um doente dos nervos. S\u00e3o Paulo, Editora Paz e Terra.<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/ix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/280"}],"collection":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/ix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/ix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/ix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/ix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=280"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/enapol.com\/ix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/280\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":281,"href":"https:\/\/enapol.com\/ix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/280\/revisions\/281"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/ix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=280"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/ix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=280"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/ix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=280"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}