{"id":1123,"date":"2021-08-18T20:42:47","date_gmt":"2021-08-18T23:42:47","guid":{"rendered":"http:\/\/x-enapol.org\/vi\/?p=1123"},"modified":"2021-08-18T20:42:47","modified_gmt":"2021-08-18T23:42:47","slug":"hugo-freda-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/enapol.com\/vi\/pt\/hugo-freda-2\/","title":{"rendered":"Hugo Freda"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1352px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><div class=\"Parrafo\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Considerar o corpo no final da an\u00e1lise nos imp\u00f5e certas considera\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias, mesmo que se suponha que tenha dois corpos ou, ao menos, duas realidades do corpo: uma no princ\u00edpio da an\u00e1lise e outra no final da an\u00e1lise.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A experi\u00eancia anal\u00edtica come\u00e7a com um encontro, um encontro de dois corpos: o corpo do analista e o corpo do paciente. Pelo menos at\u00e9 hoje, n\u00e3o se pode pensar a pr\u00e1tica psicanal\u00edtica fora deste encontro. Este encontro de corpos resultou no nascimento do que constitui, segundo os termos de Freud, no piv\u00f4 em torno do qual se ordena toda uma an\u00e1lise, ou seja, a transfer\u00eancia. A transfer\u00eancia, que \u00e9 &#8211; como indicado por Lacan &#8211; um dos quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Freud aceitou as consequ\u00eancias deste encontro, e o que isto poderia despertar, ou seja: o amor. Que se tenha chamado amor de transfer\u00eancia n\u00e3o subtrair nem reduz a import\u00e2ncia de tal amor. Trata-se de um amor verdadeiro, com o que isto implica de decep\u00e7\u00e3o e de cria\u00e7\u00e3o. A decep\u00e7\u00e3o, marcado por uma proibi\u00e7\u00e3o, e a cria\u00e7\u00e3o, marcada pela emerg\u00eancia do inconsciente como poss\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Freud foi solicitado por algumas pacientes que padeciam de sintomas corporais que resistiam a qualquer interven\u00e7\u00e3o, a qualquer tentativa de cura. Tais manifesta\u00e7\u00f5es corporais foram qualificadas por Freud como satisfa\u00e7\u00f5es substitutivas cuja significa\u00e7\u00e3o escapava \u00e0 considera\u00e7\u00e3o de seus pacientes. Ou seja, elas introduziam um furo no saber. Elas n\u00e3o sabiam por que estavam sofrendo de tais manifesta\u00e7\u00f5es corporais. Ao sofrimento do sintoma adicionava-se um outro no saber, produzindo assim uma divis\u00e3o entre o sujeito e o ser. A aposta freudiana foi de considerar que tais manifesta\u00e7\u00f5es corporais tinham um sentido e que era esse sentido que escapava ao sujeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na busca da verdade do sintoma, Freud utilizou o procedimento que bem conhecemos e que \u00e9 o de fazer com que seus pacientes falem. Conhecemos os resultados dessa opera\u00e7\u00e3o: de um lado, o desaparecimento do sintoma e, por outro lado, a demonstra\u00e7\u00e3o de que o corpo humano era um lugar de inscri\u00e7\u00e3o: o lugar onde se inscrevia, pela via do sintoma, aquilo que era rejeitado como ideia. O corpo, ent\u00e3o, adquire, a partir de Freud, uma nova defini\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O corpo como lugar de inscri\u00e7\u00e3o percorre toda a obra de Freud. N\u00e3o seria abusivo percorrer toda sua obra e destacar que os diferentes momentos de sua conceptualiza\u00e7\u00e3o est\u00e3o marcados pelo que chamarei \u00abos diferentes momentos do corpo\u00bb. Vejamos alguns marcos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O menino \u00e9 definido como um \u00abperverso polimorfo\u00bb \u00e9 o primeiro exemplo. Todo o corpo da crian\u00e7a e, fundamentalmente, as suas zonas er\u00f3genas, p\u00f5e em evid\u00eancia a import\u00e2ncia que Freud deu a superf\u00edcie corporal e seus buracos. Que o perverso polimorfo se civilize n\u00e3o \u00e9 nada mais que a consequ\u00eancia dos efeitos de uma amea\u00e7a, de castra\u00e7\u00e3o, uma amea\u00e7a sobre uma parte do corpo. Para a menina, a descoberta da aus\u00eancia de p\u00eanis ordena sua subjetividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais tarde, Freud define o \u00abeu\u00bb a partir da superf\u00edcie corporal. O eu n\u00e3o \u00e9 a consci\u00eancia de si mesmo, mas o reflexo unificado do corpo que permite-lhe fazer de sua imagem seu eu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Encontramos outro marco importante no caso do pequeno Hans, onde a irrup\u00e7\u00e3o de uma ere\u00e7\u00e3o p\u00f5e em perigo a ideia de si mesmo, ao ponto de n\u00e3o poder reconhecer-se no seu pr\u00f3prio corpo, o que Freud chamou de uma castra\u00e7\u00e3o do ser.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando ele tentou aventurar-se no enigma da feminilidade, se referiu em primeiro lugar \u00e0s consequ\u00eancias subjetivas da diferen\u00e7a anat\u00f4mica dos sexos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua tentativa de ordenar os avatares da puls\u00e3o e seus destinos, ele n\u00e3o hesitou um s\u00f3 instante em atrelar estreitamente puls\u00e3o e corpo \u2013 fazendo do corpo o recept\u00e1culo do mundo pulsional. Para Freud, o corpo era um lugar de inscri\u00e7\u00e3o do que hoje chamamos o gozo e o inconsciente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o intuito de diferenciar o corpo da psican\u00e1lise e o corpo da biologia, ele indicou, em 1915, a impossibilidade absoluta de uma localiza\u00e7\u00e3o do inconsciente no c\u00e9rebro ou na biologia \u00abtradicional\u00bb. O corpo, para Freud, \u00e9 o corpo marcado, estigmatizado pela satisfa\u00e7\u00e3o substitutiva e os efeitos da linguagem nele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 no corpo e seu destino onde Freud inscreveu o real da morte. Por um lado, ele postulou que n\u00e3o havia nenhuma representa\u00e7\u00e3o da morte no inconsciente e que a dimens\u00e3o temporal n\u00e3o operava na ordem da representa\u00e7\u00e3o. No entanto, o tempo e a morte se inscrevem no corpo independentemente de qualquer ilus\u00e3o de infinidade, como a an\u00e1lise de Signorelli evidencia. O sentido da vida, ligada ao decl\u00ednio da fun\u00e7\u00e3o sexual, se inscreve no corpo de tal forma que \u00e9 a ordem mesmo do sentido que se encontra alterada por tal acontecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta r\u00e1pida percurso do que s\u00e3o ideias diretrizes do pensamento de Freud, a pergunta sobre o corpo e o final da an\u00e1lise adquire toda sua import\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 n\u00e3o somos mais freudianos, no entanto, podemos tra\u00e7ar a partir de hoje uma linha que permite pensar o que chamarei \u00abuma \u00e9tica do final da an\u00e1lise a partir de Freud\u00bb. S\u00e3o os efeitos terap\u00eauticos \u2013 o corpo liberado dos sintomas \u2013 e s\u00e3o tamb\u00e9m os efeitos anal\u00edticos, ou seja, o destino da satisfa\u00e7\u00e3o, da for\u00e7a pulsional, do nome da puls\u00e3o que carrega em si mesmo um imposs\u00edvel. A realiza\u00e7\u00e3o do sujeito pulsional encontra seus limites no que n\u00e3o se pode inscrever. O corpo e suas vicissitudes p\u00f5e um termo, um ponto intranspon\u00edvel ao deslizamento sem fim do sentido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sublima\u00e7\u00e3o n\u00e3o resolve nem reduz completamente o real da finitude. Se Freud fez da religi\u00e3o uma ilus\u00e3o, foi para assinalar ao mesmo tempo que seja aqu\u00e9m ou para-al\u00e9m de toda a ordem de determina\u00e7\u00e3o, o sujeito \u00e9 sempre respons\u00e1vel de seu destino. Sua morte programada e antecipada o demonstra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Freud, se o lermos com aten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o quer liberar o sujeito do inconsciente, mas faz do inconsciente o lugar onde o sujeito pode escrever seu nome, um nome diferente do herdado, um nome produto de sua an\u00e1lise. Este nome, em Freud, adquire sua forma sob o t\u00edtulo: \u00abvoc\u00ea j\u00e1 o sabia\u00bb. Certamente \u00e9 deste saber j\u00e1 sabido que o sujeito deve assumir o comando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dissemos anteriormente que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9ramos mais freudianos, no sentido de que o real em jogo n\u00e3o \u00e9 o mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pergunta que nos guia ser\u00e1 a mesma: \u00abo corpo no final da an\u00e1lise\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 uma teoria do corpo e suas vicissitudes em Lacan desde o in\u00edcio de seu ensino, como o demonstra seu texto \u00abO est\u00e1dio do espelho\u00bb de 1936, e retomado novamente em 1949 sob o t\u00edtulo de \u00abO est\u00e1dio do espelho como formador da fun\u00e7\u00e3o do eu, tal como nos \u00e9 revelado na experi\u00eancia psicanal\u00edtica\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este texto real\u00e7a &#8211; como ele indica \u2013 o trajeto que vai da percep\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio corpo para a constitui\u00e7\u00e3o do eu. Deste trajeto, o sujeito n\u00e3o se esquece, como nos \u00e9 revelado, como diz Lacan, na experi\u00eancia anal\u00edtica. Nela se evidencia as incid\u00eancias subjetivas da descoberta, n\u00e3o s\u00f3 da imagem do corpo, mas tamb\u00e9m dos pontos de fixa\u00e7\u00e3o libidinal que acompanharam em segredo tal descoberta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lacan fez do est\u00e1dio espelho e de sua constitui\u00e7\u00e3o definitiva o registro fundamental e imut\u00e1vel do que chamarei a t\u00f3pica lacaniana, isto \u00e9: real, simb\u00f3lico e imagin\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O registro imagin\u00e1rio, que reduzo hoje &#8211; para os fins de nossa elabora\u00e7\u00e3o &#8211; \u00e0 rela\u00e7\u00e3o do sujeito com seu corpo, n\u00e3o sofreu qualquer modifica\u00e7\u00e3o em Lacan. Ele mant\u00e9m ao longo de toda a sua obra a forma do registro imagin\u00e1rio tal como ele a considerou desde o seu in\u00edcio, n\u00e3o foi o caso com os registro do real e do simb\u00f3lico, os quais sofreram m\u00faltiplas redefini\u00e7\u00f5es ao longo de todo o seu ensino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tra\u00e7o fundamental que caracteriza o registro imagin\u00e1rio \u00e9 sua consist\u00eancia, sua solidez; a tal ponto que num dado momento Lacan considerou que o objetivo da an\u00e1lise fosse a absor\u00e7\u00e3o do imagin\u00e1rio pelo simb\u00f3lico. Al\u00e9m disso, o trabalho anal\u00edtico era considerado como a tentativa de romper a consist\u00eancia imagin\u00e1ria atrav\u00e9s do simb\u00f3lico a fim de trazer \u00e0 tona o inconsciente; o chamado esquema L o demonstra. O esquema L salienta a necessidade da travessia do dito registro para a emerg\u00eancia do sujeito como produto da determina\u00e7\u00e3o significante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta proposi\u00e7\u00e3o se encontra reduzida diante do fato de que o significante n\u00e3o pode absorver tudo, que a consist\u00eancia n\u00e3o pode ser reduzida completamente, que nem tudo pode passar para o significante, que h\u00e1 um resto que escapa \u00e0 significa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal constata\u00e7\u00e3o \u00e9 o primeiro movimento de redu\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia do registro simb\u00f3lico que, no decorrer de seu ensino, ser\u00e1 traduzido pela pluraliza\u00e7\u00e3o do significante do Nome do Pai \u2013 e mais tarde pela homogeneiza\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas registros: real, simb\u00f3lico e imagin\u00e1rio, ou seja, por atribuir aos tr\u00eas o mesmo valor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se durante a primeira \u00e9poca, o que hoje chamamos o registro do real, tendia a ser confundido com a realidade, \u00e0 medida em que avan\u00e7a no seu ensino, o real se aproxima gradual e definitivamente \u00abdo que n\u00e3o pode significar\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesses movimentos conceituais, produto da pr\u00e1tica, Lacan passa de um corpo definido por sua rela\u00e7\u00e3o com o significante, ou seja, a marca do significante no corpo, a um corpo n\u00e3o apenas marcado pelo significante, mas um corpo como superf\u00edcie de inscri\u00e7\u00e3o de gozo. Ou seja, temos em Lacan duas ideias ou no\u00e7\u00f5es do corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Independentemente das manifesta\u00e7\u00f5es de tal constata\u00e7\u00e3o, o problema s\u00e3o as consequ\u00eancias deste fato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a consist\u00eancia imagin\u00e1ria do esquema L permitia assegurar, pelo sua travessia, o advento da ordem de determina\u00e7\u00e3o do sujeito, ou seja, do inconsciente, o problema que temos colocado h\u00e1 muito tempo \u00e9 o advento do inconsciente quando a inconsist\u00eancia imagin\u00e1ria \u00e9 manifesta; Quer dizer, quando a rela\u00e7\u00e3o do sujeito com o corpo n\u00e3o est\u00e1 submetida \u00e0s leis do significante. Ou seja, quando nos encontramos diante de um gozo que se inscreve no corpo e que n\u00e3o tem hist\u00f3ria, quer dizer, um gozo sem nome e sobrenome, um gozo puro do qual o sujeito n\u00e3o \u00e9 outra coisa sen\u00e3o a testemunha da sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A testemunha da exist\u00eancia de um gozo sem nome nos levou, j\u00e1 h\u00e1 muitos anos, a considerar o que nos permitimos chamar de \u00abas novas formas do sintoma\u00bb, cuja caracter\u00edstica principal era de destacar o car\u00e1ter de solu\u00e7\u00e3o que encontrava o sujeito no seu comportamento diante do embate de um gozo sem nome.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O gozo sem nome leva Lacan a reconsiderar a rela\u00e7\u00e3o entre signo e significante. Por um lado, temos os signos do gozo desordenados e, por outro lado, o significante como o que permite ordenar tais signos. J\u00e1 n\u00e3o se trata do significante que reduz o registro imagin\u00e1rio, mas do significante como o que ordena, nomeia tais signos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A opera\u00e7\u00e3o anal\u00edtica consiste, deste ponto de vista, nesta orienta\u00e7\u00e3o, em sintomatizar o gozo, ou seja, introduzir uma divis\u00e3o. Quer dizer, introduzir na arquitetura \u00fanica do gozo a inconsist\u00eancia que produz o significante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A t\u00f3pica borromeana \u00e9 a tentativa de Lacan em construir um Outro l\u00e1 onde o Outro n\u00e3o existe. Aqui \u00e9 o ponto que nos levar\u00e1 a tentar responder \u00e0 pergunta inicial sobre \u00abo corpo no final da an\u00e1lise\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas linhas anteriores descrev\u00edamos os signos do gozo no seu aspecto mais extremo, quer dizer, fora de toda subjetiva\u00e7\u00e3o. No entanto, este fen\u00f4meno existe, se manifesta, se apresenta em qualquer an\u00e1lise.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Analisar hoje, o que implica? Implica considerar que os signos do gozo s\u00e3o pr\u00f3prios \u00e0 estrutura significante, que s\u00e3o constitutivos do sujeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Partimos desta premissa: cada an\u00e1lise come\u00e7a pelo sintoma, sem ele n\u00e3o h\u00e1 an\u00e1lise poss\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em suas confer\u00eancias nos Estados Unidos, Lacan enfatizou que a fun\u00e7\u00e3o das entrevistas preliminares a uma an\u00e1lise era de nomear o sintoma; Ele for\u00e7ava as coisas para que isso fosse poss\u00edvel como condi\u00e7\u00e3o de an\u00e1lise, e nunca modificou esta posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, sabemos que hoje em dia muitos s\u00e3o os casos que se apresentam ao analista na forma que veio a ser chamada: \u00abas formas veladas da demanda\u00bb. Isso n\u00e3o significa que devemos abandonar o sintoma. Por que? Porque sem sintoma, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma an\u00e1lise poss\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio, h\u00e1 necessariamente um sintoma. E para-al\u00e9m das particularidades de cada sintoma, o corpo, em an\u00e1lise, padece do encontro com o significante anal\u00edtico, ou seja, com o significante produzido no interior do amor de transfer\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 uma ilus\u00e3o, a de um corpo esvaziado de gozo. N\u00e3o \u00e9 de hoje tal ilus\u00e3o. Lacan denunciou isto quando se referia ao entusiasmo plat\u00f4nico que considera um sujeito esvaziado de gozo, ou seja, um sujeito n\u00e3o dividido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta n\u00e3o \u00e9 a proposta anal\u00edtica, muito pelo contr\u00e1rio. A atual proposta anal\u00edtica, a nossa, parte de um princ\u00edpio: nem tudo pode ser reduzido ao significante, h\u00e1 um irredut\u00edvel. Tal irredut\u00edvel est\u00e1 tanto no in\u00edcio quanto no final da an\u00e1lise. A diferen\u00e7a essencial est\u00e1 no lugar que ocupa a tr\u00edade real, simb\u00f3lico, imagin\u00e1rio. Ou seja, se ocupa o n\u00famero um, dois ou tr\u00eas, dado que a ordem dos tr\u00eas registros conta, sendo que aquele que ocupa a segunda posi\u00e7\u00e3o \u00e9 quem funciona como agente que sustenta os outros dois. Se no in\u00edcio da an\u00e1lise a consist\u00eancia imagin\u00e1ria era a que suportava o real e o simb\u00f3lico, \u00e9 de se esperar que, no final, tal consist\u00eancia se desloque para a direita ou para a esquerda. Quer dizer, n\u00e3o que mude de valor, mas que mude de posi\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o que determina a significa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No final da an\u00e1lise pode se produzir uma redefini\u00e7\u00e3o do corpo, n\u00e3o como nome de gozo, mas como uma defini\u00e7\u00e3o do ser.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 o ser que se manifesta no corpo como n\u00e3o saber, \u00e9 o caso do pequeno Hans; e \u00e9 o ser no final da an\u00e1lise que pode extrair um nome a partir da modalidade dos signos do gozo. Ou seja, a passagem do in\u00e9dito do gozo do corpo para o editado como novo nome.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1975, Lacan nos incitava a reler o caso do pequeno Hans com a finalidade de tirar todos os ensinamentos da mesmo. Este texto, produzido pelo nosso grupo de trabalho, tenta seguir, na medida do poss\u00edvel, tal indica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>A equipe de trabalho \u00e9 integrada por:<\/b>\u00a0Damasia Amadeo de Freda, Estela Cao, Facundo Chamorro, Pilar Corsiglia, Marcelo Curros, Mar\u00eda Consuelo Diez, Yoheni Gonzalez Pay\u00e1n, Tamara Lizevsky, Hugo Martinez y Diego Tagliaferri.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"CITAS\">\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Bibliograf\u00eda<\/b>[Bibliograf\u00eda del trabajo elaborado por Alba Alfaro (NEL-Maracaibo), Alfonso Gushiken (NEL-Lima), Gloria Gonz\u00e1lez (NEL-Bogot\u00e1), Gerardo R\u00e9quiz (NEL-Caracas) y Juan Fernando P\u00e9rez (NEL-Medell\u00edn, redactor)]<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify;\">Alvarenga, Elisa. \u00abLa utilidad de un an\u00e1lisis\u00bb. En\u00a0<i>Lacaniana<\/i>\u00a08 (publicaci\u00f3n de la EOL), Buenos Aires, 2012. pp. 50-52.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">AMP (varios autores). \u00abLa Escuela con y sin el pase\u00bb. En\u00a0<i>Uno por Uno\u00a0<\/i>(revista mundial de psicoan\u00e1lisis, edici\u00f3n latinoamericana), No. 45. Primavera 1997. pp. 39-124.<br \/>\n(En este n\u00famero, en la secci\u00f3n indicada bajo el t\u00edtulo \u00abLa Escuela con y sin el pase\u00bb, figuran los testimonios de Florencia Dassen \u00abUna mirada rasgada\u00bb y An\u00edbal Laserre \u00abAbrir la puerta&#8230;\u00bb, adem\u00e1s de una discusi\u00f3n sobre los mismos entre analistas de la EOL, adem\u00e1s de J.-A. Miller).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">AMP (varios autores).\u00a0<i>El orden simb\u00f3lico en el siglo XXI.\u00a0<\/i><i>No es m\u00e1s lo que era \u00bfqu\u00e9 consecuencias para la cura?<\/i>\u00a0Volumen del VIII Congreso de la AMP. Grama, Buenos Aires, 2012.<br \/>\n(En este volumen figuran diversos testimonios de pase considerados, de una u otra forma, en la elaboraci\u00f3n de este trabajo \u2013de Guy Briole, Sonia Chiraco, Silvia Salman, Ana Lysy y Gustavo Stiglitz, en especial\u2013. Tambi\u00e9n figuran all\u00ed una conversaci\u00f3n de los carteles del pase y otros textos tenidos en cuenta en el informe que aqu\u00ed se presenta).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Bassols, M. y otros. \u00abInforme conclusivo del cartel 2\u00bb. En\u00a0<i>Lacaniana<\/i>\u00a012 (abril del 2012; publicaci\u00f3n de la EOL), Buenos Aires, 2012. pp. 137-148.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Briole, Guy. \u00abEsa herida, esa\u00bb. En\u00a0<i>Lacaniana<\/i>\u00a011 (octubre del 2011; publicaci\u00f3n de la EOL), Buenos Aires, 2011. pp. 91-96.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Cottet, S. y otros. \u00abInforme conclusivo del cartel 1\u00bb. En\u00a0<i>Lacaniana<\/i>\u00a012 (abril del 2012; publicaci\u00f3n de la EOL), Buenos Aires, 2012. pp. 133-138.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Dargenton Gabriela. \u00abInconsciente y post anal\u00edtico\u00bb. (Remitido como documento Word por la autora a una integrante del cartel. Se public\u00f3 en Memorias de Jornadas de la EOL del 2009, pero no se estableci\u00f3 con precisi\u00f3n la ficha bibliogr\u00e1fica de dicho texto, para este documento)<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Freud, Sigmund. \u00abAn\u00e1lisis terminable e interminable\u00bb.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Fuentes, Araceli. \u00abEl relieve de la voz\u00bb (rese\u00f1a de presentaci\u00f3n de testimonio bajo ese t\u00edtulo). En\u00a0<a href=\"http:\/\/www.blogelp.com\/index.php\/cronica-testimonio-sobre-el-pase\">http:\/\/www.blogelp.com\/index.php\/cronica-testimonio-sobre-el-pase<\/a><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Fuentes, Araceli. \u00abSobre la satisfacci\u00f3n al final del an\u00e1lisis\u00bb. En\u00a0<i>Freudiana<\/i>\u00a0(Revista de la ELP) 58, enero-abril 2010. ELP, Barcelona. pp. 89-92.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Gorostiza, Leonardo (a). \u00abEl-calzador-sin-medida\u00bb. Testimonio presentado en Jornadas de la NEL en Bogot\u00e1 en noviembre del 2010.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Gorostiza, Leonardo (b). \u00abEl deseo del analista y las paradojas de la nominaci\u00f3n imposible\u00bb. En\u00a0<i>Lacaniana<\/i>\u00a012 (abril del 2012; publicaci\u00f3n de la EOL), Buenos Aires, 2012. pp. 91-96.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Gorostiza, Leonardo (c). \u00abLos usos del s\u00edntoma al final del an\u00e1lisis. \u00bfDe qu\u00e9 satisfacci\u00f3n se trata?\u00bb. Testimonio presentado en Jornadas de la NEL en Medell\u00edn en octubre del 2012.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Gorostiza, Leonardo (d). \u00abEl padre despu\u00e9s del pase\u00bb. Testimonio presentado en la noche \u00abEnse\u00f1anzas de los AE\u00bb en la sede de la EOL, el 16 de abril de 2013. Ser\u00e1 publicado en el pr\u00f3ximo n\u00famero de Lacaniana.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Harari, Angelina. \u00abDe la loca repetici\u00f3n al singular disparate\u00bb. En\u00a0<i>Lacaniana<\/i>\u00a011 (octubre del 2011; publicaci\u00f3n de la EOL), Buenos Aires, 2011. pp. 45-48.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Lacan, Jacques. \u00abPrefacio a la edici\u00f3n inglesa del seminario XI\u00bb. En\u00a0<i>Otros escritos<\/i>.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Lacan, Jacques. \u00abNota italiana\u00bb. En\u00a0<i>Otros escritos<\/i>.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Lacan, Jacques. Seminario XXV,\u00a0<i>El sinthome<\/i>.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">La Sagna, Philippe. \u00abLe corps, de la m\u00e9taphore au nouage\u00bb. En\u00a0<i>La Cause freudienne<\/i>, No. 44 (revista de la ECF), Par\u00eds, 2000. pp. 80-83.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Laurent, Eric. \u00abAlgunas reflexiones sobre los informes de los \u00faltimos cartles del pase\u00bb. En\u00a0<i>Lacaniana<\/i>\u00a012 (abril del 2012; publicaci\u00f3n de la EOL), Buenos Aires, 2012. pp. 151-154.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Lutterbach Holch, Ana Lucia (a). \u00abEscrituras\u00bb. En\u00a0<i>Lacaniana<\/i>\u00a0n\u00b0 9 (publicaci\u00f3n de la EOL), Buenos Aires, 2009. pp. 14-20.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Lutterbach Holch, Ana Lucia (b). \u00abRelato\u00bb. En\u00a0<i>Feminidad y fin de an\u00e1lisis<\/i>, Grama, Buenos Aires, 2009.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Lutterbach Holch, Ana Lucia (c). \u00abEl fantasma femenino y los semblantes\u00bb. En\u00a0<i>Freudiana<\/i>\u00a0(Revista de la ELP) 58, enero-abril 2010. ELP, Barcelona. pp. 93-97.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Menghi, Celine. \u00abEn qu\u00e9 me ha sido \u00fatil el an\u00e1lisis\u00bb. En\u00a0<i>Lacaniana<\/i>\u00a08 (publicaci\u00f3n de la EOL), Buenos Aires, 2012. pp. 53-56.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Miller, J.-A.\u00a0<i>La experiencia de lo real en la cura anal\u00edtica<\/i>. Paid\u00f3s, Buenos Aires,<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Miller, J.-A.\u00a0<i>Los usos del lapso<\/i>. Paid\u00f3s, Buenos Aires,<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Miller, J.-A.\u00a0<i>Sutilezas anal\u00edticas<\/i>. Paid\u00f3s, Buenos Aires, 2012.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Miller, J.-A. \u00abEs pase\u00bb. En\u00a0<i>Lacaniana<\/i>\u00a012 (abril del 2012; publicaci\u00f3n de la EOL), Buenos Aires, 2012. pp. 126-131.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Monribot, Patrick (a). \u00abLev\u00e9\u00e9 du d\u00e9menti\u00bb. En\u00a0<i>La Cause freudienne<\/i>, No. 44 (revista de la ECF), Par\u00eds, 2000. pp. 104-108.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Monribot, Patrick (b).\u00a0<i>\u00bfQu\u00e9 curaci\u00f3n del cuerpo en an\u00e1lisis?\u00a0<\/i>(Ver El Caldero No. 79)\u00a0<a href=\"http:\/\/users.skynet.be\/bk332158\/lesite\/5068.html\">http:\/\/users.skynet.be\/bk332158\/lesite\/5068.html<\/a><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Naparstek, Fabi\u00e1n. \u00abEl an\u00e1lisis: una r\u00e9plica de la vida\u00bb. En\u00a0<i>Lacaniana<\/i>\u00a08 (publicaci\u00f3n de la EOL), Buenos Aires, 2012. pp. 47-49.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Paskvan, Estela. \u00abLos tiempos del sentido en la experiencia\u00bb. En\u00a0<i>Virtualia<\/i>\u00a09 (revista digital de la EOL), febrero marzo 2004. En\u00a0<a href=\"http:\/\/virtualia.eol.org.ar\/009\/default.asp?notas\/epaskvan-01.html\">http:\/\/virtualia.eol.org.ar\/009\/default.asp?notas\/epaskvan-01.html<\/a><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Roch, Marie-H\u00e9l\u00e8ne. \u00abClin d\u00b4oeil\u00bb. En\u00a0<i>La Cause freudienne<\/i>, No. 44 (revista de la ECF), Par\u00eds, 2000. pp. 91-95.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Salamone, Lu\u00eds Dar\u00edo (a). \u00abMorir ahogado\u00bb. En\u00a0<i>Lacaniana<\/i>\u00a08 (publicaci\u00f3n de la EOL), Buenos Aires, 2012. pp. 15-29.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Salamone, Lu\u00eds Dar\u00edo (b). \u00abMostrar algunas huellas del caminante que somos\u00bb. En\u00a0<i>Lacaniana<\/i>\u00a011 (octubre del 2011; publicaci\u00f3n de la EOL), Buenos Aires, 2011. pp. 119-122.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Salman, Silvia (a). \u00abAnimo de amar\u00bb. En\u00a0<i>Lacaniana<\/i>\u00a010. 2010<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Salman, Silvia (b). \u00abLos nombres posibles de mi locura\u00bb. En\u00a0<i>Lacaniana<\/i>\u00a011 (octubre del 2011; publicaci\u00f3n de la EOL), Buenos Aires, 2011. pp. 53-55.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Salman, Silvia (c). \u00abEncontrarse en el lugar del\u00a0<i>sinthome<\/i>\u00ab. En\u00a0<i>Lacaniana<\/i>\u00a013. 2012<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Santiago, Ana. Lydia y Laurent, Eric. \u00abFlechazo (<i>Coup de foudre<\/i>)\u00bb y \u00abComentario\u00bb. En\u00a0<i>Lacaniana<\/i>\u00a012 (abril del 2012; publicaci\u00f3n de la EOL), Buenos Aires, 2012. pp. 105-113.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Seynhaeve, Bernard. \u00abEscritura de un borde\u00bb. En\u00a0<i>Lacaniana<\/i>\u00a08 (publicaci\u00f3n de la EOL), Buenos Aires, 2012. pp. 30-37.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Stilglitz, Gustavo. \u00abAqu\u00ed hay gato encerrado\u00bb. En\u00a0<i>Freudiana<\/i>\u00a06 (publicaci\u00f3n de la EOL). 2011<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Stilglitz, Gustavo. \u00abLa locura que queda\u00bb. En\u00a0<i>Lacaniana<\/i>\u00a011 (octubre del 2011; publicaci\u00f3n de la EOL), Buenos Aires, 2011. pp. 63-66.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Tarrab, Mauricio (a). \u00abEntre rel\u00e1mpago y escritura\u00bb. (Testimonio del Pase dado en las XVI Jornadas anuales de la EOL\u2013Secci\u00f3n C\u00f3rdoba el 09-06-2007 y en el III Encuentro Americano del Campo Freudiano en Belo Horizonte el 03-08-2007. No disponemos de ficha bibliogr\u00e1fica del mismo; solo en documento word).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Tarrab, Mauricio (b). \u00abElaboraci\u00f3n y decisi\u00f3n\u00bb. En\u00a0<i>Lacaniana<\/i>\u00a011 (octubre del 2011; publicaci\u00f3n de la EOL), Buenos Aires, 2011. pp. 157-160.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Tudanca, Lu\u00eds (a). \u00abDe la repetici\u00f3n de un destino a la invenci\u00f3n de un signifante nuevo\u00bb. En\u00a0<i>Lacaniana<\/i>\u00a011 (octubre del 2011; publicaci\u00f3n de la EOL), Buenos Aires, 2011. pp. 123-132.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Tudanca, Lu\u00eds (b) y Laurent, Eric. \u00abLa praxis lacaniana\u00bb y \u00abComentario\u00bb. En\u00a0<i>Lacaniana<\/i>\u00a012 (abril del 2012; publicaci\u00f3n de la EOL), Buenos Aires, 2012. pp. 115-122.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Vicens, Antoni. \u00ab\u00bfPara qu\u00e9 psicoan\u00e1lisis?\u00bb. En\u00a0<i>Lacaniana<\/i>\u00a08 (publicaci\u00f3n de la EOL), Buenos Aires, 2012. pp. 57-58.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Vigan\u00f3, Ana.\u00a0<i>Rese\u00f1a del Congreso AMP 2012, El orden simb\u00f3lico en el siglo XXI.<\/i>\u00a0En\u00a0<a href=\"http:\/\/www.nel-mexico.org\/articulos\/seccion\/radar\/edicion\/90\/538\/Resena-del-Congreso-AMP\">http:\/\/www.nel-mexico.org\/articulos\/seccion\/radar\/edicion\/90\/538\/Resena-del-Congreso-AMP<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[176],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/vi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1123"}],"collection":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/vi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/vi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/vi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/vi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1123"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/enapol.com\/vi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1123\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1124,"href":"https:\/\/enapol.com\/vi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1123\/revisions\/1124"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/vi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1123"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/vi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1123"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/vi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1123"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}