{"id":1003,"date":"2021-09-02T11:14:22","date_gmt":"2021-09-02T14:14:22","guid":{"rendered":"http:\/\/x-enapol.org\/vii\/?p=1003"},"modified":"2021-09-02T11:14:22","modified_gmt":"2021-09-02T14:14:22","slug":"fernando-vitale-impossible-is-nothing-ou-o-enigmatico-sorriso-do-gato-de-chesire","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/enapol.com\/vii\/pt\/fernando-vitale-impossible-is-nothing-ou-o-enigmatico-sorriso-do-gato-de-chesire\/","title":{"rendered":"Fernando Vitale &#8211; Impossible is nothing ou o enigm\u00e1tico sorriso do gato de Chesire"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1352px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fernando Vitale<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acredito que os tr\u00eas eixos tem\u00e1ticos, depreendidos do argumento que convocou ao trabalho o conjunto dos colegas sediados ao redor das tr\u00eas Escolas da Am\u00e9rica, indicam muito bem que o VII ENAPOL nos convida a explorar o modo como se enovelam, para n\u00f3s, hoje, as tr\u00eas perspectivas que devem ser interrogadas em sua \u00edntima articula\u00e7\u00e3o, com a finalidade de manter viva a psican\u00e1lise de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana no s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Explorar os impasses atuais de nossa civiliza\u00e7\u00e3o, dar conta de sua incid\u00eancia na transforma\u00e7\u00e3o da cl\u00ednica com a qual cada praticante se confronta, seja no consult\u00f3rio ou nos mais diversos dispositivos institucionais, revisitar nossos conceitos para tentar cernir com mais precis\u00e3o o que efetivamente fazemos, e compartilhar os resultados que da\u00ed se deduzem, \u00e9 a oportunidade que se apresenta ao nos encontrarmos em S\u00e3o Paulo, nos dias 4, 5 e 6 de setembro pr\u00f3ximos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Exploremos, ent\u00e3o, um pouco, algumas das quest\u00f5es para as quais o Encontro nos convoca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 incontest\u00e1vel que o t\u00edtulo \u201cO imp\u00e9rio das imagens\u201d \u00e9 uma maneira precisa de caracterizar um dos aspectos mais not\u00f3rios da realidade efetiva em que se desenvolve nossa pr\u00e1tica hoje. N\u00e3o dizemos nada de novo ao afirmar que as incr\u00edveis possibilidades realizadas no mercado das imagens pelos novos dispositivos das tecnoci\u00eancias transformaram radicalmente, em poucos anos, o mundo em que vivemos. O que se trata de questionar como psicanalistas s\u00e3o os novos sintomas que acompanham tal processo. A respeito disso podemos constatar que, ao mesmo tempo em que o sujeito contempor\u00e2neo parecer ter ao alcance da m\u00e3o a toda hora e para os mais diferentes fins todas as imagens que lhe ocorram, o que observamos em nossa cl\u00ednica \u00e9 uma dificuldade crescente de enovelamento do Imagin\u00e1rio corporal. Teremos de explorar o por qu\u00ea, nessa mesma civiliza\u00e7\u00e3o que desenvolve triunfalmente todas essas incr\u00edveis possibilidades no campo das imagens, a cl\u00ednica parece mostrar que os corpos informam algo que faz obst\u00e1culo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, uma quest\u00e3o me parece importante que nos detenhamos: se com a express\u00e3o \u201cO imp\u00e9rio das imagens\u201d nos referimos a uma transforma\u00e7\u00e3o somente defin\u00edvel em seu aspecto quantitativo ou se nela h\u00e1 em jogo algo mais inquietante. Miller assinalou que a vontade em jogo que opera atr\u00e1s desse imp\u00e9rio veicula uma l\u00f3gica que \u00e9 sempre de incita\u00e7\u00e3o, intrus\u00e3o, provoca\u00e7\u00e3o e for\u00e7amento em rela\u00e7\u00e3o a qualquer limite que se queira opor(1). Quando repetimos que a incid\u00eancia nos agrupamentos sociais do efeito conjunto do discurso da ci\u00eancia e do discurso capitalista implica, por estrutura, o questionamento de tudo aquilo que antes ocupava a fun\u00e7\u00e3o do que Lacan chamou de Nomes do Pai, n\u00e3o estamos fazendo sociologia psicanal\u00edtica e sim nos referindo a quest\u00f5es palp\u00e1veis diariamente em nossa pr\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para sustentar esta afirma\u00e7\u00e3o tem-se antes que fazer uma precis\u00e3o. Devemos distinguir o modo absolutamente singular no qual habita em cada um essa inst\u00e2ncia de gozo repetitivo, que levou Freud a postular a exist\u00eancia da Puls\u00e3o de Morte, dos modos de gozo coletivos que se elaboraram, constru\u00edram e sustentaram nos agrupamentos humanos durante s\u00e9culos e se decantaram em tradu\u00e7\u00f5es, sabedorias sedimentadas, etc.(2). \u00c9 a isso que aprendemos com Lacan a chamar de os Nomes do Pai, que encarnam, em cada uma da diferentes culturas, a dimens\u00e3o do grande Outro ao qual cada uma se refere. Esses modos de gozo j\u00e1 sup\u00f5em um modo de fazer algo com essa inst\u00e2ncia de gozo repetitivo, por defini\u00e7\u00e3o opaco e extraviado, dado \u00e0 aus\u00eancia da f\u00f3rmula da rela\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante de cada nova inven\u00e7\u00e3o que surge do discurso da ci\u00eancia, sua inser\u00e7\u00e3o nos mercados somente pode fazer t\u00e1bua rasa com as organiza\u00e7\u00f5es culturais pr\u00e9vias que, assim, demonstram seu estatuto de semblantes. Tomando um s\u00f3 exemplo: podemos acaso supor que os modos que prescreviam o encontro entre os sexos poderiam ficar isentos das incid\u00eancias do efeito\u00a0<em>Tinder<\/em>?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos ent\u00e3o afirmar que o tipo de imagem que se faz imp\u00e9rio sob a promessa do\u00a0<em>impossible is nothing<\/em>\u00a0\u00e9 uma ilustra\u00e7\u00e3o perfeita do que Mauricio Tarrab colocava como a matriz operante por detr\u00e1s desse imp\u00e9rio(3). Diante dele o sujeito contempor\u00e2neo fica cada vez mais s\u00f3 e sem recursos frente aos embates com o real.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1000 alignleft\" src=\"http:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/imagem001.png\" alt=\"\" width=\"512\" height=\"384\" srcset=\"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/imagem001-200x150.png 200w, https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/imagem001-300x225.png 300w, https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/imagem001-400x300.png 400w, https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/imagem001.png 512w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como assinalou em reiteradas oportunidades \u00c9ric Laurent, Lacan captou com precis\u00e3o que Freud chegou numa \u00e9poca na qual j\u00e1 n\u00e3o sobrava mais do que o sintoma como o que verdadeiramente interessava a cada um, pois interroga sobre aquilo que vem perturbar o corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pois bem, devemos, em primeiro lugar, nos reconhecer nesse mesmo movimento que tantas vezes cansamos de descrever com tanta exatid\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nossa pr\u00e1tica, esteja ou n\u00e3o definida nesse movimento, aponta a confrontar o sujeito colocando em quest\u00e3o os Ideais com que cada um sonha em poder, finalmente, normalizar-se, com essa mesma inst\u00e2ncia repetitiva que resiste \u00e0 opera\u00e7\u00e3o de deciframento e que demonstra que cada um \u00e9 habitado por marcas singulares que s\u00e3o produto do puro encontro entre\u00a0<em>lal\u00edngua\u00a0<\/em>e corpo, e induzem a um gozo parasit\u00e1rio, que n\u00e3o faria falta, e que, por estrutura, desordena o sonho do gozo suposto em sua natureza corporal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como diz Lacan: \u201cO sintoma \u00e9 a irrup\u00e7\u00e3o da anomalia que consiste o gozo f\u00e1lico, na medida em que nele se desdobra amplamente aquela falta fundamental que qualifico de n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o sexual\u201d, e acrescenta: \u201cQue o gozo f\u00e1lico se torne an\u00f4malo ao gozo do corpo \u00e9 algo que se percebeu muit\u00edssimas vezes\u201d(4). Recordemos brevemente o itiner\u00e1rio de nossa forma\u00e7\u00e3o: das especularidades do imagin\u00e1rio aos poderes do simb\u00f3lico articulado ao universo das regras. Dos poderes do simb\u00f3lico \u00e0 sua debilidade frente ao real do gozo que resiste e que o sentido n\u00e3o faz mais do que aumentar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coloquemo-nos a respeito algumas perguntas b\u00e1sicas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 somente esse real que nos orienta? Ent\u00e3o, o desejo do analista \u00e9 um desejo puro? Lembro a prop\u00f3sito deste ponto uma indica\u00e7\u00e3o precisa de J.-A. Miller:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caso se contentasse em fazer par com as exig\u00eancias libidinais do sintoma, o pensamento do psicanalista, quando chega nessa zona na qual desfalece a interpreta\u00e7\u00e3o, nessa zona da an\u00e1lise onde experimentamos a paralisia, correria o risco de ficar aspirado, fascinado, cativado, imobilizado pelo que do sintoma gira em falso(5).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante dele assume import\u00e2ncia n\u00e3o esquecer que, no final de seu ensino, Lacan interroga de maneira renovada o registro do Imagin\u00e1rio, assinalando que diante do sem limites do empuxo ao gozo que habita cada um, o \u00fanico limite real n\u00e3o \u00e9 dado pelo Nome do Pai, mas pela maneira na qual cada corpo encontra a forma de manter enoveladas suas tr\u00eas consist\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Honrando a terra que nos hospedar\u00e1 em setembro, tomo duas breves refer\u00eancias de dois testemunhos de AE: um de Ram Mandil e outro de Marcus Andr\u00e9 Vieira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ram Mandil est\u00e1 no final de sua an\u00e1lise com uma imagem muito particular extra\u00edda das tr\u00eas fotografias que existem de seu pai em um campo de concentra\u00e7\u00e3o. Em todas ele aparece sem camisa, com o corpo esquel\u00e9tico, por\u00e9m sempre sorrindo. Assinala ent\u00e3o o que isso lhe evoca: \u201csob a sombra da morte, o sorriso da vida\u201d. Diz ent\u00e3o a seu analista: \u201cAmar a vida, fazer de minha vida minha parceira, eis aqui para mim um novo nome do pai, um novo\u00a0<em>sinthoma<\/em>. \u00c9 isso!\u201d(6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marcus Andr\u00e9 Vieira tamb\u00e9m refere o surgimento inesperado de uma imagem que s\u00f3 aparece no final de sua an\u00e1lise. \u201cEm um dos \u00faltimos encontros vejo como o analista ri mostrando os dentes. Nunca havia reparado isso. S\u00f3 me recordava de seu sorriso, mas n\u00e3o de seu riso. Ao comentar esta observa\u00e7\u00e3o ele me oferece o que tomei como um \u00faltimo presente, me faz lembrar do sorriso do gato de Alice para indicar o que resta do analista no final. Aquele sorriso que agora levo comigo, que agora est\u00e1 escrito em mim, sempre ser\u00e1 para mim riso, cheio de dentes, mordida\u2026\u201d(7).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1001 alignleft\" src=\"http:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/imagem002-300x224-1.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"224\" srcset=\"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/imagem002-300x224-1-200x149.png 200w, https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/imagem002-300x224-1.png 300w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Poder\u00edamos dizer que cada uma dessas imagens vale mais do que mil palavras. E isso sempre ser\u00e1 uma verdade mentirosa. Por\u00e9m, teremos de obedecer a Wittgenstein e dizer que o que n\u00e3o pode ser dito deve ser calado? Ou trata-se para cada um deles de mostrar algo que, por defini\u00e7\u00e3o, s\u00f3 pode transcorrer em um campo fora do simb\u00f3lico?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o colocou Lacan ali, entre o Imagin\u00e1rio e o Real, uma enigm\u00e1tica refer\u00eancia a um Outro gozo que se chama Gozo da vida? O que nos ensinam estas refer\u00eancias a respeito da efetividade da pr\u00e1tica anal\u00edtica hoje?<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol>\n<li>Miller, J.-A. \u201cEl inconsciente y el cuerpo hablante\u201d, en\u00a0<a href=\"http:\/\/www.wapol.org\/\">wapol.org<\/a><\/li>\n<li>Miller, J.-A. \u201cExtimidad\u201d, Editorial Paid\u00f3s, Buenos aires, 2010, p\u00e1g 52.<\/li>\n<li>Tarrab, M. \u201cEl ojo bul\u00edmico y el lobo\u201d, en Flash 04,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.oimperiodasimagens.com\/\">oimperiodasimagens.com<\/a><\/li>\n<li>Lacan, J. \u201cLa tercera\u201d, en Intervenciones y textos 2, Ediciones Manantial, Buenos Aires, 1991.<\/li>\n<li>Miller, J.-A. \u201cEl lugar y el lazo\u201d, Editorial Paid\u00f3s, Buenos aires, 2013, p\u00e1g 305.<\/li>\n<li>Mandil, R., \u201cConjunto vac\u00edo\u201d, en Revista Lacaniana de Psicoan\u00e1lisis, n\u00famero 15, Grama ediciones, Buenos Aires, 2013, p\u00e1g 92.<\/li>\n<li>Vieira, M. A. \u201cPrimer Testimonio\u201d, en Revista Lacaniana de Psicoan\u00e1lisis, n\u00famero 14, Grama Ediciones, Buenos Aires, 2013, p\u00e1g 92.<\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>Tradu\u00e7\u00e3o do espanhol: Maria do Carmo Dias Batista<\/em><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[100],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1003"}],"collection":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1003"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1003\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1004,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1003\/revisions\/1004"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1003"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1003"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1003"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}