{"id":889,"date":"2021-09-01T19:59:05","date_gmt":"2021-09-01T22:59:05","guid":{"rendered":"http:\/\/x-enapol.org\/vii\/?p=889"},"modified":"2021-09-02T09:45:36","modified_gmt":"2021-09-02T12:45:36","slug":"miquel-bassols-o-imperio-das-imagens-e-o-gozo-do-corpo-falante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/enapol.com\/vii\/pt\/miquel-bassols-o-imperio-das-imagens-e-o-gozo-do-corpo-falante\/","title":{"rendered":"Miquel Bassols &#8211; O IMP\u00c9RIO DAS IMAGENS E O GOZO DO CORPO FALANTE"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1352px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p class=\"entry-title\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Miquel Bassols<\/strong><\/p>\n<div class=\"post-content\">\n<p style=\"text-align: center;\">I<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tema do pr\u00f3ximo ENAPOL \u2014 o s\u00e9timo da s\u00e9rie \u2014 nos submerge em cheio no vasto oceano do registro imagin\u00e1rio. O poder de penetra\u00e7\u00e3o das imagens mostra-se, hoje, crescente em uma realidade que admitimos cada vez mais como uma realidade virtual, separada do real imposs\u00edvel de ser representado. \u00c9 uma realidade virtual promovida, sem d\u00favida, por antigas e novas m\u00eddias, da televis\u00e3o \u00e0 internet, por meio de uma fetichiza\u00e7\u00e3o da imagem exterior do corpo, a qual podemos bem dizer que se elevou como um novo objeto no z\u00eanite do universo social. \u00c9 uma realidade virtual promovida tamb\u00e9m pela multiplica\u00e7\u00e3o das imagens do interior do corpo, cada vez mais ampliadas com as novas tecnologias de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica e de neuroimagem. A unidade da imagem exterior do corpo fragmenta-se, assim, a partir do interior, quando se dobra como uma luva mostrando seu avesso de corpo despeda\u00e7ado. A endoscopia do corpo, que em outra \u00e9poca fazia parte somente do del\u00edrio ou do sonho, \u00e9 hoje uma realidade ao alcance do olhar que pode se situar em qualquer parte do organismo, apagando os limites entre seu interior e seu exterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O poder da imagem como\u00a0<em>Gestalt<\/em>\u00a0unificadora revela, assim, seu avesso em um despeda\u00e7amento do corpo t\u00e3o virtual quanto minucioso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00f3s, analistas, escutamos um amplo leque de testemunhos dessa reversibilidade da imagem vinculada ao despeda\u00e7amento e \u00e0 multiplica\u00e7\u00e3o da unidade imagin\u00e1ria do corpo. A primeira imagem do feto observada com perplexidade pela mulher que o carrega em seu interior; a ang\u00fastia do adolescente que encontra a imagem de seu corpo difundida pelas redes sociais depois de uma primeira experi\u00eancia de sexo virtual; a compuls\u00e3o sintom\u00e1tica de outro, fazendo-a circular por essas mesmas redes; a jovem anor\u00e9xica que deve voltar todos os dias ao mesmo espelho da academia para nele buscar a \u00fanica medida poss\u00edvel de sua compuls\u00e3o em comer o nada do objeto oral que a corr\u00f3i\u2026 A imagem revela, assim, seu m\u00faltiplo poder de capta\u00e7\u00e3o do gozo do corpo, tanto no sofrimento do sintoma, quanto no prazer do fantasma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os efeitos do poder da imagem, desse modo, se fazem sentir na cl\u00ednica: causa de fascina\u00e7\u00e3o ou de repulsa, de prazer ou de ang\u00fastia, de erotiza\u00e7\u00e3o ou de mortifica\u00e7\u00e3o, imagem p\u00fablica ou da intimidade privada, difundida massivamente como um totem ou preservada na singularidade \u00fanica do fetiche, portadora da tens\u00e3o agressiva at\u00e9 seu fracionamento, ou da unidade perdida na aliena\u00e7\u00e3o do Eu na imagem do outro especular. Em cada caso, o imp\u00e9rio das imagens n\u00e3o pode se reduzir, no ser falante, aos efeitos mim\u00e9ticos ou de camuflagem que encontramos no reino animal e que nele funcionam de modo un\u00edvoco, sem a media\u00e7\u00e3o da linguagem e seus equ\u00edvocos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A captura que a imagem produz na ordem da natureza foi muito bem estudada por Roger Caillois para distingui-la do poder que se desdobra no ser humano. Seu livro \u201cMedusa y Cia\u201d \u00e9 uma refer\u00eancia lacaniana do maior interesse para esse tema. Nele, podemos ler: \u201cNo homem, a imagina\u00e7\u00e3o substitui o instinto; a fic\u00e7\u00e3o, a conduta; o terror projetado por uma obscura fantasia, o desencadeamento autom\u00e1tico, fatal, de um reflexo implac\u00e1vel\u201d\u00b2.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A imagem condensa, assim, o imagin\u00e1rio da forma e a fic\u00e7\u00e3o da verdade veiculada pela linguagem, em uma s\u00f3 entidade que Lacan nomeou, no in\u00edcio de seu ensino, com um termo da tradi\u00e7\u00e3o freudiana: a imago, formadora tanto das identifica\u00e7\u00f5es como dos objetos de satisfa\u00e7\u00e3o para a puls\u00e3o que, dessa maneira, se desfaz de sua refer\u00eancia ao instinto natural. Nada h\u00e1 de natural na rela\u00e7\u00e3o do ser falante com a imagem na qual se reflete a opacidade de seu gozo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">III<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o ser falante, o poder da imagem tem, prontamente e em primeiro lugar, efeitos de gozo sobre o corpo. E esse poder j\u00e1 n\u00e3o reside por inteiro na pr\u00f3pria imagem. A imagem sempre oculta seu poder em um enigma \u2013 (<em>enigma<\/em>, em espanhol, \u00e9 anagrama de\u00a0<em>imagem<\/em>) \u2013, um enigma que reside em Outro lugar, no simb\u00f3lico da linguagem. Se as imagens t\u00eam um poder efetivo \u00e9, ent\u00e3o, na medida em que est\u00e3o enoveladas \u00e0s significa\u00e7\u00f5es que cada cadeia significante introduz no corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se, em cada caso, da rela\u00e7\u00e3o da imagem corporal \u2013 i(a) \u2013 com os significantes do Ideal do Eu \u2013 I(A) \u2013, termos que Lacan distinguiu muito cedo em seu ensino para abrir caminho \u00e0 significa\u00e7\u00e3o do narcisismo na obra freudiana. Essa distin\u00e7\u00e3o pode encontrar-se j\u00e1, embora n\u00e3o formulada desta maneira, em seu famoso texto sobre o \u201cEst\u00e1dio do Espelho\u201d, com o qual Lacan fez sua entrada na psican\u00e1lise. De fato, o poder da imagem reside em sua \u201cefic\u00e1cia simb\u00f3lica\u201d\u00b3, na rela\u00e7\u00e3o com os significantes que conformam, no corpo, a unidade imagin\u00e1ria que chamamos Eu. Da\u00ed, deduzimos uma equival\u00eancia que determina o poder da imagem: \u201cO imagin\u00e1rio\u201d \u2013 como assinalava Jacques-Alain Miller na apresenta\u00e7\u00e3o do tema do vindouro X Congresso da AMP \u2013 \u201c\u00e9 o corpo\u201d<sup>4<\/sup>. E o corpo, \u00e0 diferen\u00e7a do organismo, est\u00e1 capturado nas redes da linguagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal como sugere a cita\u00e7\u00e3o do poeta que apresentamos na ep\u00edgrafe, \u00e9 o som da l\u00edngua, das resson\u00e2ncias sem\u00e2nticas que o significante introduz no corpo, que d\u00e1 a unidade permanente da imagem especular, unidade sempre virtual. Esta unidade, fundada a partir da imagem exterior do corpo, \u00e9, desde ent\u00e3o, corpo da imagem, imagem corporificada a partir da qual ser\u00e1 percebida cada imagem. \u201cSe \u00e9 verdade que a percep\u00e7\u00e3o ofusca a estrutura\u201d, ent\u00e3o, toda imagem leva o sujeito a \u201cesquecer, numa imagem intuitiva, a an\u00e1lise que a sustenta\u201d<sup>5<\/sup>. A intui\u00e7\u00e3o da imagem eclipsa, assim, a estrutura simb\u00f3lica que lhe d\u00e1 sua unidade, seu poder e sua significa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No pr\u00f3prio seio desta unidade \u2013 i(a) \u2013 encontra-se, sem d\u00favida, o objeto (a) que descompleta cada um dos efeitos da imagem. Descompleta sua unidade no ponto cego que o olhar introduz no quadro da percep\u00e7\u00e3o, olhar a partir de ent\u00e3o separado do corpo. Descompleta tamb\u00e9m seu poder de sugest\u00e3o ao revelar a causa do desejo que o sustenta sob as ins\u00edgnias do Ideal do Eu. Descompleta, finalmente, sua significa\u00e7\u00e3o ao fazer aparecer o\u00a0<em>semsentido<\/em>\u00a0de toda imagem (i) separada do objeto que recobre (a). A hist\u00f3ria da arte \u00e9 um bom campo de investiga\u00e7\u00e3o das diferentes formas pelas quais o objeto se separa de sua imagem, tornando parcial sua unidade. A fascina\u00e7\u00e3o produzida pelo tr\u00edptico \u201cO jardim das del\u00edcias\u201d<sup>6<\/sup>, de Hyeronimus Bosch, evocada por Lacan em diversas ocasi\u00f5es, representa o \u00e1pice desse\u00a0<em>semsentido<\/em>\u00a0na variedade de objetos separados da unidade imagin\u00e1ria do corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">IV<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a ci\u00eancia, de sua parte, impele \u00e0 parcializa\u00e7\u00e3o\u00a0<em>omnivoyeuse\u00a0<\/em>do corpo, a arte, que desde a \u00e9poca cl\u00e1ssica modelou sua imagem exterior com o gozo de sua sacraliza\u00e7\u00e3o, introduziu tamb\u00e9m, desde o s\u00e9culo passado, o avesso despeda\u00e7ado da imagem do corpo com a abstra\u00e7\u00e3o de sua unidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estreito v\u00ednculo dessa opera\u00e7\u00e3o de reversibilidade da experi\u00eancia de gozo do corpo conheceu um epis\u00f3dio recente no Mus\u00e9e d\u2019Orsay, epis\u00f3dio mais paradigm\u00e1tico do que escandaloso, com a performance de uma jovem artista expondo ao visitante a intimidade de seu sexo diante do famoso quadro de Gustave Courbet,\u00a0<em>A<\/em>\u00a0<em>origem do mundo<\/em>. Segundo suas pr\u00f3prias palavras, a obra batizada de\u00a0<em>Espelho da<\/em>\u00a0<em>origem\u00a0<\/em>\u201cn\u00e3o reflete o sexo, mas o olho do sexo, o buraco negro\u201d para \u201cmostrar o que n\u00e3o se v\u00ea no quadro original\u201d<sup>7<\/sup>. Mostrar o que n\u00e3o se v\u00ea, mostrar o pr\u00f3prio olhar como o objeto que s\u00f3 aparece como ponto cego da representa\u00e7\u00e3o, \u00e9 hoje a opera\u00e7\u00e3o que se revela no mais \u00edntimo, e, ao mesmo tempo, no mais exterior do imp\u00e9rio das imagens.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">V<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cUma imagem vale mais do que mil palavras\u201d. Costuma-se dizer esta frase esquecendo-se, ao diz\u00ea-la, que s\u00e3o necess\u00e1rias pelo menos estas oito palavras para evocar uma significa\u00e7\u00e3o que nenhuma imagem poderia mostrar por si mesma, caso esta imagem pudesse alguma vez ficar desligada da linguagem. Nem mil imagens valeriam ent\u00e3o para dizer dessa significa\u00e7\u00e3o, e, tampouco, para dizer de qualquer outra. Falando propriamente, uma imagem n\u00e3o diz nada; oculta, ao contr\u00e1rio, o indiz\u00edvel que s\u00f3 a palavra pode evocar ou invocar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O vasto oceano do registro imagin\u00e1rio, com toda a consist\u00eancia que adquire para o ser falante em sua realidade virtual, mostra-se, ent\u00e3o, delimitado unicamente pelo horizonte, n\u00e3o menos virtual, que \u00e9 o registro simb\u00f3lico da linguagem: \u201co horizonte desabitado do ser\u201d<sup>8<\/sup>, como Lacan gostou de cham\u00e1-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma imagem isolada desse horizonte, isolada da rede simb\u00f3lica que a vincula ao pr\u00f3prio corpo, n\u00e3o tem de fato nenhum poder de significa\u00e7\u00e3o. Este poder de significa\u00e7\u00e3o foi formalizado por Lacan em seu primeiro ensino com o s\u00edmbolo e a significa\u00e7\u00e3o do falo, significante do desejo do Outro, significante tamb\u00e9m que enla\u00e7a a significa\u00e7\u00e3o em uma cadeia significante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir deste ponto, o poder da imagem \u00e9 sempre correlativo \u00e0 constru\u00e7\u00e3o nele de um espa\u00e7o simb\u00f3lico que irradia seu poder de significa\u00e7\u00e3o. O espa\u00e7o do sujeito da fobia \u2013 claustrofobia ou agorafobia, espa\u00e7o fixado em um objeto imposs\u00edvel de ser evitado ou disseminado em sua multiplica\u00e7\u00e3o ao infinito \u2013 muitas vezes nos ensina que deve esse espa\u00e7o ao sinal enviado pelo desejo do Outro ao sujeito. Por outro lado, o espa\u00e7o inabit\u00e1vel da crian\u00e7a autista tamb\u00e9m nos ensina a fun\u00e7\u00e3o e o poder de uma imagem desligada por completo da unidade de seu corpo, unidade que n\u00e3o pode simbolizar-se como ausente para o Outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O imp\u00e9rio das imagens revela-se, ent\u00e3o, como aquele outro \u201cimp\u00e9rio dos semblantes\u201d que Lacan encontrou nos anos de 1970 em um Jap\u00e3o que antecipava sua amplia\u00e7\u00e3o em escala global.<sup>9<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nosso VII ENAPOL ser\u00e1, sem d\u00favida, a melhor ocasi\u00e3o para se estudar tanto as leis que o regem, quanto o real sem lei no qual se funda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">________________________________<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00b9\u00a0Jos\u00e9 Lezama Lima, \u201cEl reino de la imagen\u201d, Biblioteca Ayacucho, Caracas, 1981, p. 535.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00b2\u00a0Roger Caillois, \u201cMedusa &amp; Cia. Pintura, camuflaje, disfraz y fascinaci\u00f3n en la naturaleza y el hombre\u201d. Ed. Seix Barral, Barcelona, 1962.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00b3\u00a0Jacques Lacan,\u00a0<em>Escritos,\u00a0<\/em>Zahar, Rio de Janeiro, 1998, p. 98. Lacan retoma aqui o termo de Claude L\u00e9vi- Strauss.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><sup>4<\/sup>\u00a0Jacques-Alain Miller, \u201cO inconsciente e o corpo falante\u201d, publicado no site da AMP em portugu\u00eas:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.wapol.org\/\">www.wapol.org<\/a>. Acesso em 26\/07\/2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><sup>5<\/sup>\u00a0Jacques-Alain Miller, retomando a refer\u00eancia de Lacan, na nota introdut\u00f3ria do \u201cQuadro comentado das representa\u00e7\u00f5es gr\u00e1ficas\u201d. In:\u00a0<em>Escritos,<\/em>\u00a0Zahar, Rio de Janeiro, 1998, p. 918.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><sup>6<\/sup>\u00a0Bosch, Hyeronimus,\u00a0<em>\u201cO jardim das del\u00edcias terrenas\u201d,<\/em>\u00a01503-1504, \u00f3leo sobre carvalho, 2,20 m x 3,90 m, Museu do Prado, Madri [N.T.].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><sup>7<\/sup>\u00a0Declara\u00e7\u00f5es de Deborah de Robertis ao jornal \u201cLe Monde\u201d de 29 de maio de 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><sup>8<\/sup>\u00a0Jacques Lacan,\u00a0<em>Escritos,\u00a0<\/em>Zahar, Rio de Janeiro, 1998, p. 648.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><sup>9<\/sup>\u00a0Jacques Lacan, \u201cLituraterra\u201d. In:\u00a0<em>Outros Escritos<\/em>, Zahar, Rio de Janeiro, 2003, p. 24.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Tradu\u00e7\u00e3o do espanhol: Maria do Carmo Dias Batista<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[106,100],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/889"}],"collection":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=889"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/889\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":911,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/889\/revisions\/911"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=889"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=889"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=889"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}