{"id":944,"date":"2021-09-02T10:27:10","date_gmt":"2021-09-02T13:27:10","guid":{"rendered":"http:\/\/x-enapol.org\/vii\/?p=944"},"modified":"2021-09-02T10:27:10","modified_gmt":"2021-09-02T13:27:10","slug":"mauricio-tarrab-o-olho-bulimico-e-o-lobo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/enapol.com\/vii\/pt\/mauricio-tarrab-o-olho-bulimico-e-o-lobo\/","title":{"rendered":"Mauricio Tarrab &#8211; O OLHO BUL\u00cdMICO E O LOBO"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1352px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mauricio Tarrab<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-938 alignleft\" src=\"http:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/tarrab001.png\" alt=\"\" width=\"245\" height=\"234\" srcset=\"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/tarrab001-200x191.png 200w, https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/tarrab001.png 245w\" sizes=\"(max-width: 245px) 100vw, 245px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma brincadeira infantil resume bem o que quero dizer hoje a respeito do imp\u00e9rio das imagens e de seus s\u00faditos \u2013 sem os quais n\u00e3o haveria imp\u00e9rio \u2013 n\u00f3s, os consumidores. Essa brincadeira tinha uma ladainha que as crian\u00e7as cantavam enquanto faziam uma roda:\u00a0<em>\u201cvamos passear no bosque enquanto o seu lobo n\u00e3o<\/em>\u00a0<em>vem\u2026 seu lobo t\u00e1 a\u00ed?\u201d<\/em>\u00a0O lobo n\u00e3o estava e as crian\u00e7as voltavam \u00e0 roda e voltavam a cantar, at\u00e9 que, de quando em quando, o lobo estava l\u00e1 e aparecia produzindo o j\u00fabilo que rompia a roda prazeirosa das crian\u00e7as. Al\u00e9m do Pai, esse j\u00fabilo mostrava finalmente a verdade libidinal da brincadeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje esse gozo est\u00e1 deslocado. Hoje brincamos no bosque de nossas telas, no bosque de nossas nuvens, de nossas redes sociais, confiantes de que se pode fazer poss\u00edvel o imposs\u00edvel. A conex\u00e3o assombrosa e imediata a milhares de quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia, a garantia an\u00f4nima de nossas pobres ou geniais ideias, ou de nossas imagens ou de nossos v\u00eddeos. A ilus\u00e3o de criar uma nova f\u00f3rmula nas rela\u00e7\u00f5es pessoais\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um personagem de South Park, a s\u00e9rie dessas criancinhas indom\u00e1veis e hiperl\u00facidas, dizia inocentemente: \u201cmeus contatos no facebook s\u00e3o em n\u00famero muito maior do que os amigos que tenho\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acreditamos, sim, n\u00f3s os s\u00faditos do imp\u00e9rio das imagens, acreditamos que nesse imp\u00e9rio se sustenta a ilus\u00e3o do perdur\u00e1vel, o tempo se congela, tudo pode se recuperar. Ser\u00edamos freudianos dizendo que \u00e9 uma forma de renegar a morte. E \u00e9, como em\u00a0<em>A inven\u00e7\u00e3o de Morel\u00a0<\/em>(1), plenamente realizada. Por\u00e9m finalmente \u00e9 uma renega\u00e7\u00e3o do real.\u00a0<em>Passeemos no bosque enquanto seu lobo n\u00e3o vem? Seu lobo t\u00e1 a\u00ed?<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-939 aligncenter\" src=\"http:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/tarrab002.png\" alt=\"\" width=\"520\" height=\"405\" srcset=\"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/tarrab002-200x156.png 200w, https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/tarrab002-300x234.png 300w, https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/tarrab002-400x312.png 400w, https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/tarrab002.png 520w\" sizes=\"(max-width: 520px) 100vw, 520px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No texto\u00a0<em>O equ\u00edvoco do Sujeito suposto Saber<\/em>\u00a0(2), de 1967, Jacques Lacan ilustra o poder do significante fora do sentido, indicando na hist\u00f3ria b\u00edblica como a apari\u00e7\u00e3o de algumas palavras hebraicas escritas na muralha da cidade, para que todo mundo as lesse, fazia cair por terra outro imp\u00e9rio: Babil\u00f4nia. Em nossa Babil\u00f4nia s\u00e9culo XXI n\u00e3o s\u00e3o as palavras e seu poder que contam. No Imp\u00e9rio das Imagens, \u00e9 o pr\u00f3prio v\u00e9u de Maya que se projeta no muro da linguagem. \u00c9 o v\u00e9u de Maya como tal o que faz desfalecer a linguagem. Torna-o [o muro] ao mesmo tempo t\u00eanue e brilhante, o faz virtual e descart\u00e1vel frente \u00e0s imagens. Diante das centenas de imagens, dos milh\u00f5es de imagens, que podem fazer esquecer que o real sem v\u00e9u, sem palavra e certamente sem imagem, vigia sempre, ou pior que sempre, enquanto \u201cpasseamos no bosque\u201d. \u00c9 o que Lacan ensina a prop\u00f3sito da fantasia, essa janela para o real, que enfim se amplia para os dispositivos tecnol\u00f3gicos, como colocava Mc Luhan nos anos 1970 sobre a extens\u00e3o dos sentidos nas m\u00e1quinas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O imp\u00e9rio das imagens mostra sua face fascinante ou horrenda que, com a verossimilhan\u00e7a de um passe de m\u00e1gica, faz com que tudo pare\u00e7a poss\u00edvel. Poss\u00edvel e sem mist\u00e9rio. Impactante e sem relevos. Plano, sem profundidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se fiz\u00e9ssemos um arco que em uma extremidade tivesse o mist\u00e9rio que o personagem de\u00a0<em>Blow up<\/em>\u00a0de Antonioni quer adivinhar no detalhe insignificante da foto que o obceca, ou no antiquado e detalhado \u201cretrato de fam\u00edlia\u201d das primeiras fotografias, ou, para ir um pouco mais para traz, no dedo levantado de Leonardo, ou no sorriso do Pai de Ram, que ainda transmite vida em meio \u00e0 morte. E no outro extremo coloc\u00e1ssemos a aridez das\u00a0<em>sefies\u00a0<\/em>atuais, onde o que se apresenta \u00e9 um \u201ceu estou aqui\u201d pat\u00e9tico, ou um \u201ceu estive l\u00e1\u201d da bobagem valorizadora do turista, como diria P. Bourdieu, convertido em um \u201cdisparador serial\u201d [de fotos].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o estar\u00edamos de acordo com Henri Cartier Bresson, que sabia alguma coisa do perdur\u00e1vel, do instante e da imagem: \u201c<em>Os fatos n\u00e3o s\u00e3o interessantes. \u00c9 o ponto de vista sobre os fatos o que \u00e9 importante. Algumas fotografias s\u00e3o como um conto de Tchecov ou Maupassant. S\u00e3o r\u00e1pidas e nelas h\u00e1 todo um mundo\u201d.<\/em>(3)<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-940 aligncenter\" src=\"http:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/tarrab003.png\" alt=\"\" width=\"613\" height=\"412\" srcset=\"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/tarrab003-200x134.png 200w, https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/tarrab003-300x202.png 300w, https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/tarrab003-400x269.png 400w, https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/tarrab003-600x403.png 600w, https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/tarrab003.png 613w\" sizes=\"(max-width: 613px) 100vw, 613px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Argumento que a Comiss\u00e3o Organizadora do ENAPOL preparou para nos orientar, situa, entre outras coisas, que no imp\u00e9rio das imagens n\u00e3o se trata mais\u00a0<em>\u201cdessa imagem bela e \u00fanica que reina e localiza em seu c\u00e1rcere sutil o inomin\u00e1vel do gozo e o real\u201d<\/em>(4). A quest\u00e3o \u00e9 outra, \u00e9 a reprodu\u00e7\u00e3o inumer\u00e1vel, a multiplicidade, a onipresen\u00e7a das imagens, onde o referente se esfuma\u00e7a, se desvanece. \u00c9 o que antecipava John Berger (5) em um ensaio deslumbrante a respeito da revolu\u00e7\u00e3o das reprodu\u00e7\u00f5es no plano da arte. Isso passou para a vida cotidiana, com consequ\u00eancias imprevis\u00edveis e desmedidas na \u00e9poca da Internet.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devemos voltar atr\u00e1s indo contra esse imp\u00e9rio? Melhor dizendo, com a Psican\u00e1lise nos colocamos nesse fio fatal onde o melhor e o pior do imp\u00e9rio das imagens operam nas subjetividades contempor\u00e2neas, nos corpos, nas formas de v\u00ednculos e nas rela\u00e7\u00f5es sociais. Ali, nessa borda onde as imagens parecem usurpar a relev\u00e2ncia da ordem simb\u00f3lica no \u201cordenamento\u201d do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No imp\u00e9rio das imagens subtrai-se a experi\u00eancia do corpo de uma maneira brutal. Por\u00e9m, o Outro como tal tamb\u00e9m mudou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, torna-se fundamental estudar sob esta nova perspectiva suas consequ\u00eancias na vida amorosa; na constru\u00e7\u00e3o dos corpos; nos efeitos adormecedores e fascinantes sobre as crian\u00e7as cujos pais se demitem de sua fun\u00e7\u00e3o cedendo-a com al\u00edvio \u00e0s televis\u00f5es; nos efeitos de massifica\u00e7\u00e3o dos jovens agarrados gostosamente \u00e0s redes \u201csociais\u201d que lhes oferecem o mercado; em suas consequ\u00eancias na sexualidade. Isso s\u00f3 para mencionar alguns dos eixos nos quais dever\u00e3o girar nossos debates com vistas a setembro em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E neste mundo, onde prevalece a fome insaci\u00e1vel do olho do consumidor contempor\u00e2neo, afinal um olho bul\u00edmico, pleno de imagens descart\u00e1veis, quem olha quem? Olhamos as imagens ou s\u00e3o elas que nos olham?<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-941 aligncenter\" src=\"http:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/tarrab004.png\" alt=\"\" width=\"603\" height=\"403\" srcset=\"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/tarrab004-200x134.png 200w, https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/tarrab004-300x200.png 300w, https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/tarrab004-400x267.png 400w, https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/tarrab004-600x401.png 600w, https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/tarrab004.png 603w\" sizes=\"(max-width: 603px) 100vw, 603px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Toda uma cl\u00ednica pode resultar das respostas que demos a essas interroga\u00e7\u00f5es. Contradizendo a ilus\u00e3o que cria o que chamamos o Imp\u00e9rio das imagens, podemos dizer com John Berger que\u00a0<em>\u201co vis\u00edvel n\u00e3o existe em nenhum lugar\u201d.<\/em>\u00a0(6) E eis que, esse mundo achatado e sem relevos em que vivemos, que nos captura e nos fascina, \u00e9 somente uma superf\u00edcie. \u00c9 finalmente s\u00f3 a proje\u00e7\u00e3o sobre uma superf\u00edcie de sistemas expertos (Giddens), que chamamos gadgets tecnol\u00f3gicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas imagens n\u00e3o est\u00e3o sozinhas, como est\u00e3o os sujeitos capturados por elas, essas imagens t\u00eam sua Matrix. Essas superf\u00edcies brilhantes que exibem um poder ins\u00f3lito, que afetam subjetividades e corpos, duram entretanto at\u00e9 que a bateria termine. E isso deixa o sujeito diante de tudo o que recusou, com o que tem de se virar. Sua solid\u00e3o, seu corpo, seu desejo, do que afinal n\u00e3o pode se subtrair. OFF. The End. O lobo est\u00e1 a\u00ed!!! Enquanto isso \u201cpasseemos no bosque\u201d. Por\u00e9m, isso sim, usemos as imagens para algo que valha a pena.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-942 aligncenter\" src=\"http:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/tarrab005.png\" alt=\"\" width=\"548\" height=\"773\" srcset=\"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/tarrab005-200x282.png 200w, https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/tarrab005-213x300.png 213w, https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/tarrab005-400x564.png 400w, https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2021\/09\/tarrab005.png 548w\" sizes=\"(max-width: 548px) 100vw, 548px\" \/><\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas: Maria do Carmo Dias Batista<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Refer\u00eancias:<\/p>\n<p>(1) Bioy Casares Adolfo, A inven\u00e7\u00e3o de Morel.<\/p>\n<p>(2) Lacan J. O equ\u00edvoco do Sujeito suposto Saber.<\/p>\n<p>(3) Entrevista a Henri Cartier Bresson no New York Times.<\/p>\n<p>(4) Argumento do VII ENAPOL.<\/p>\n<p>(5) John Berger, Modos de ver. Rocco Editores.<\/p>\n<p>(6) Idem<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[106,100],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/944"}],"collection":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=944"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/944\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":945,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/944\/revisions\/945"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=944"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=944"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=944"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}