{"id":962,"date":"2021-09-02T10:41:19","date_gmt":"2021-09-02T13:41:19","guid":{"rendered":"http:\/\/x-enapol.org\/vii\/?p=962"},"modified":"2021-09-02T10:41:19","modified_gmt":"2021-09-02T13:41:19","slug":"isolda-arango-alvarez-self-injury-tratamento-do-real-pelo-imaginario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/enapol.com\/vii\/pt\/isolda-arango-alvarez-self-injury-tratamento-do-real-pelo-imaginario\/","title":{"rendered":"Isolda Arango-Alvarez &#8211; Self-injury, tratamento do real pelo imagin\u00e1rio?"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1352px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p style=\"text-align: justify;\"><strong>Isolda Arango-Alvarez<br \/><\/strong>NEL-Miami<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como conceber uma imagem que certamente n\u00e3o remeta a nenhuma representa\u00e7\u00e3o? Mesmo que o significante tenha cedido lugar \u00e0 imagem e agora sejam as imagens as que se oferecem e s\u00e3o tomadas como coordenadas identificat\u00f3rias, n\u00e3o h\u00e1 j\u00e1 nesse tratamento algo do simb\u00f3lico em jogo? Certamente, a prolifera\u00e7\u00e3o de imagens deslocou \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o significante. Por\u00e9m, essas imagens parecem cumprir uma fun\u00e7\u00e3o que era cumprida pelo significante, na medida em que servem \u00e0 procura incessante do\u00a0<em>parl\u00eatre<\/em>\u00a0de uma identidade, identidade que foi e ser\u00e1 sempre vacilante. De Igual forma existem casos nos quais certas imagens servem como ponto de enovelamento ou desenovelamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As marcas na pele n\u00e3o s\u00e3o um fen\u00f4meno novo. Durante a hist\u00f3ria estiveram em fun\u00e7\u00e3o de ritos e tradi\u00e7\u00f5es, sempre vinculadas a algum simb\u00f3lico que lhes servia de marco. Ora vinculadas com movimentos pol\u00edticos, s\u00edmbolos religiosos, como marcas de transi\u00e7\u00e3o do jovem \u00e0 vida adulta, ora como marca distintiva de uma tribo ou cl\u00e3, mas geralmente estavam vinculadas com um aparelho simb\u00f3lico que lhes dava sentido. As marcas n\u00e3o eram somente marcas, indicavam uma significa\u00e7\u00e3o mais al\u00e9m da marca mesma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso das neuroses, a\u00a0<em>Self-injury<\/em>\u00a0se apresenta como uma solu\u00e7\u00e3o falha a problem\u00e1ticas \u201ct\u00edpicas\u201d da adolesc\u00eancia, onde o supereu em seu imperativo feroz deixa, literalmente, marcas na pele. Automutilar-se, ent\u00e3o, seria um dos tratamentos poss\u00edveis e contempor\u00e2neos da ang\u00fastia. Um dos tratamentos poss\u00edveis para a n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o sexual e para o enigma da feminilidade ao qual n\u00e3o h\u00e1 quem n\u00e3o fique exposto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Miller assinala no ultim\u00edssimo ensino de Lacan<a href=\"http:\/\/oimperiodasimagens.com\/pt\/faq-items\/self-injury-tratamento-do-real-pelo-imaginario-isolda-arango-alvarez\/#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, o real como o terceiro necess\u00e1rio para estabelecer uma media\u00e7\u00e3o entre o simb\u00f3lico e o imagin\u00e1rio. Por\u00e9m, aparentemente esses cortes literais no corpo que funcionam para cortar a ang\u00fastia que surgiu a partir da \u201cruptura com um namorado\u201d ou \u201co sem sentido da morte do pai num acidente de tr\u00e2nsito\u201d (falas de pacientes) aparecem mais como enovelados em um arranjo real-imagin\u00e1rio, onde via o imagin\u00e1rio do corpo tenta-se tratar um real insuport\u00e1vel. O corte no corpo opera como corte da ang\u00fastia gerado pela emerg\u00eancia de um real.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir de v\u00e1rios casos de garotas adolescentes que consultam por \u201cfazer-se cortes na pele\u201d, surge a pergunta pela fun\u00e7\u00e3o \u2013 caso exista \u2013 da imagem de essas marcas. Essas garotas n\u00e3o oferecem esses cortes ao olhar do Outro, somente de algumas outras (amigas), evidenciando que algo da identifica\u00e7\u00e3o hist\u00e9rica est\u00e1 em jogo. Protegem essas marcas como um tesouro; a imagem da pele cortada fica destinada \u00e0 intimidade desse corpo, ao pr\u00f3prio olhar num momento de intimidade e privacidade; tanto no momento de produzir-se outro corte tanto quanto simplesmente se olha para eles. As pacientes relatam estabelecer certa rela\u00e7\u00e3o com esses cortes ainda que seja somente em fun\u00e7\u00e3o de ocult\u00e1-los. S\u00e3o esses cortes uma tentativa falha de estabelecer um limite \u00e0 devasta\u00e7\u00e3o materna?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste contexto, quando se trata da\u00a0<em>Self-Injury<\/em>, qual fun\u00e7\u00e3o poderia cumprir a imagem dos cortes na pele? Levando em considera\u00e7\u00e3o que nesses casos o corpo chega tomado pela impuls\u00e3o de um corte literal na sua superf\u00edcie, corte que causa certo montante de gozo que estraga e emudece ao mesmo tempo, mas em seu sem-sentido literal, esses cortes na pele: cortam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cortam e tratam o indiz\u00edvel do real, cortando literalmente o montante da ang\u00fastia insuport\u00e1vel que excede o sujeito. O que interessa desse tratamento \u00e9 o ponto no qual se poderia localizar a conflu\u00eancia com o gozo em jogo subjacente e a imagem desses cortes na superf\u00edcie do corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qual fun\u00e7\u00e3o operativa poderia cumprir a imagem desses cortes na pele? Em geral n\u00e3o se fazem indiscriminadamente ao longo do corpo, com frequ\u00eancia parecem estar destinados a uma parte do corpo, o bra\u00e7o, o pulso, o antebra\u00e7o e inclusive a coxa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outra parte, esses cortes \u201cdizem\u201d na medida em que se convida o analisante a falar deles, a \u201csignificantizar\u201d essa imagem, me atrevo a dizer seguindo as observa\u00e7\u00f5es de Miller em A imagem rainha<a href=\"http:\/\/oimperiodasimagens.com\/pt\/faq-items\/self-injury-tratamento-do-real-pelo-imaginario-isolda-arango-alvarez\/#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, onde assinala nessa oportunidade que \u201cas imagens se significantizam, podem transformar-se em significantes e podem ser tomadas como significantes\u201d<a href=\"http:\/\/oimperiodasimagens.com\/pt\/faq-items\/self-injury-tratamento-do-real-pelo-imaginario-isolda-arango-alvarez\/#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>\u00a0Antes desse convite esses cortes n\u00e3o dizem nada, s\u00f3 cortam e deixam sua marca no corpo, o marcam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste sentido, o qu\u00ea do gozo fica nas entrelinhas nesses cortes? Levando em conta o colocado por Miller no texto anteriormente mencionado: \u201cas imagens rainhas n\u00e3o representam o sujeito mas se coordenam com seu gozo<a href=\"http:\/\/oimperiodasimagens.com\/pt\/faq-items\/self-injury-tratamento-do-real-pelo-imaginario-isolda-arango-alvarez\/#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>. Poderiam considerar-se as imagens desses cortes no estatuto de uma imagem rainha? Miller considera tr\u00eas imagens rainhas \u2013 ao menos naquele momento-: \u201co corpo pr\u00f3prio, o corpo do Outro e o falo\u201d.<a href=\"http:\/\/oimperiodasimagens.com\/pt\/faq-items\/self-injury-tratamento-do-real-pelo-imaginario-isolda-arango-alvarez\/#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o com esse sintoma t\u00e3o contempor\u00e2neo como a\u00a0<em>Self-Injury<\/em>\u00a0e a prolifera\u00e7\u00e3o de casos de garotas adolescentes -sempre mulheres, ainda n\u00e3o tenho tido casos de garotos com esse padecimento- surge a pergunta de se essa imagem da pele onde ficam esses cortes pode funcionar como imagem rainha em rela\u00e7\u00e3o ao falo, na medida em que os cortes na pele se constituem para essas jovens como \u00fanico meio para localizar um gozo excessivo e servir de marco ou borda para uma ang\u00fastia que n\u00e3o consegue ser tratada pela via do simb\u00f3lico, evidenciado em que a palavra n\u00e3o alcan\u00e7a nem adv\u00e9m como primeiro recurso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas pacientes narram uma ang\u00fastia insuport\u00e1vel ou uma irrup\u00e7\u00e3o de um gozo at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido, mas que s\u00f3 passa a ser tratado pela palavra uma vez que se encontram com um analista que os convida a um \u201cdizer sobre os cortes\u201d e que introduz outro corte via a interpreta\u00e7\u00e3o. Antes desse encontro \u00fanica coisa que \u201capazigua\u201d \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o de dor e corte na pele. Seja porque \u201cacalma a ang\u00fastia\u201d ou porque infringe \u201cuma dor mais suport\u00e1vel que a dor da morte do pai\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguindo as observa\u00e7\u00f5es de Miller ao respeito do Um-Corpo, quando assinala que \u201ca tese de Lacan segundo a qual a adora\u00e7\u00e3o do Um-Corpo \u00e9 a \u2018raiz do imagin\u00e1rio\u2019\u201d<a href=\"http:\/\/oimperiodasimagens.com\/pt\/faq-items\/self-injury-tratamento-do-real-pelo-imaginario-isolda-arango-alvarez\/#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>\u00a0e levando em considera\u00e7\u00e3o que nessa ordem de ideias o corpo n\u00e3o \u00e9 mais da ordem do ser, sen\u00e3o do ter, que trata-se de um corpo que pode ficar submetido \u00e0 \u201ccren\u00e7a, cren\u00e7a em ter um corpo como se fosse um objeto dispon\u00edvel\u201d<a href=\"http:\/\/oimperiodasimagens.com\/pt\/faq-items\/self-injury-tratamento-do-real-pelo-imaginario-isolda-arango-alvarez\/#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>\u00a0colocam-se duas perguntas que orientam o trabalho em quest\u00e3o: \u00c9 esse o lugar do corpo na\u00a0<em>Self-Injury<\/em>, um objeto do qual se disp\u00f5e em fun\u00e7\u00e3o de apaziguar a ang\u00fastia gerada pela emerg\u00eancia de um real pela via do imagin\u00e1rio do corpo? E ainda: \u00e9 poss\u00edvel considerar a\u00a0<em>Self-Injury<\/em>\u00a0na via da interpreta\u00e7\u00e3o que oferece Bassols<a href=\"http:\/\/oimperiodasimagens.com\/pt\/faq-items\/self-injury-tratamento-do-real-pelo-imaginario-isolda-arango-alvarez\/#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>\u00a0como \u201cuma imagem que mascara o indiz\u00edvel\u201d?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Tradu\u00e7\u00e3o do espanhol: Blanca Musachi<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/oimperiodasimagens.com\/pt\/faq-items\/self-injury-tratamento-do-real-pelo-imaginario-isolda-arango-alvarez\/#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>\u00a0Nome em ingl\u00eas que se atribui aos cortes superficiais que algu\u00e9m realiza na pele, em geral se fazem com algum objeto corto perfurante, mas com o cuidado de n\u00e3o infringir um corte profundo e n\u00e3o est\u00e1 vinculado com tentativa de suic\u00eddio. Em espanhol frequentemente chama-se Automutila\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/oimperiodasimagens.com\/pt\/faq-items\/self-injury-tratamento-do-real-pelo-imaginario-isolda-arango-alvarez\/#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a>\u00a0Miller, J. A. (2012). Lo extra\u00f1o y lo extranjero. El ultim\u00edsimo Lacan, p. 84<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/oimperiodasimagens.com\/pt\/faq-items\/self-injury-tratamento-do-real-pelo-imaginario-isolda-arango-alvarez\/#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a>\u00a0Miller, J-A. (1998)\u00a0<em>A imagen rainha<\/em>. In: Lacan Elucidado. Rio de Janeiro: Zahar, pp. 577-602<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/oimperiodasimagens.com\/pt\/faq-items\/self-injury-tratamento-do-real-pelo-imaginario-isolda-arango-alvarez\/#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a>\u00a0Idem, p. 579<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/oimperiodasimagens.com\/pt\/faq-items\/self-injury-tratamento-do-real-pelo-imaginario-isolda-arango-alvarez\/#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a>\u00a0Idem, p. 583<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/oimperiodasimagens.com\/pt\/faq-items\/self-injury-tratamento-do-real-pelo-imaginario-isolda-arango-alvarez\/#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a>\u00a0Idem, p. 581<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/oimperiodasimagens.com\/pt\/faq-items\/self-injury-tratamento-do-real-pelo-imaginario-isolda-arango-alvarez\/#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a>\u00a0Idem, p. 109<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/oimperiodasimagens.com\/pt\/faq-items\/self-injury-tratamento-do-real-pelo-imaginario-isolda-arango-alvarez\/#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a>\u00a0Idem, p. 108<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/oimperiodasimagens.com\/pt\/faq-items\/self-injury-tratamento-do-real-pelo-imaginario-isolda-arango-alvarez\/#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a>\u00a0Bassols, M. El imperio de las im\u00e1genes y el goce del cuerpo hablante. Recuperado en: http:\/\/oimperiodasimagens.com\/es\/faq-items\/el-imperio-de-las-imagenes-y-el-goce-del-cuerpo-hablante-miquel-bassols\/<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[100],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/962"}],"collection":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=962"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/962\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":963,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/962\/revisions\/963"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=962"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=962"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=962"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}