{"id":981,"date":"2021-09-02T10:59:20","date_gmt":"2021-09-02T13:59:20","guid":{"rendered":"http:\/\/x-enapol.org\/vii\/?p=981"},"modified":"2021-09-02T11:06:22","modified_gmt":"2021-09-02T14:06:22","slug":"maria-helena-barbosa-imagem-rainha-i-significante-mestre-s-objeto-a-r","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/enapol.com\/vii\/pt\/maria-helena-barbosa-imagem-rainha-i-significante-mestre-s-objeto-a-r\/","title":{"rendered":"Maria Helena Barbosa &#8211; (imagem rainha, I), (significante-mestre, S), (objeto a, R)"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1352px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p style=\"text-align: justify;\"><strong>Maria Helena Barbosa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hip\u00f3tese que pretendo desenvolver aqui \u00e9 a de que o texto\u00a0<em>A Imagem Rainha\u00a0<\/em>\u00e9 hom\u00f3logo ao texto\u00a0<em>A Terceira<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A Imagem Rainha<\/em>, de J-A. Miller, foi apresentado no V Encontro Brasileiro do Campo Freudiano por ocasi\u00e3o da funda\u00e7\u00e3o da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, no Rio de Janeiro, em abril de 1995. Encontra-se no livro\u00a0<em>Lacan Elucidado*<\/em>, que re\u00fane as palestras de Miller feitas no Brasil desde 1981 at\u00e9 a funda\u00e7\u00e3o da EBP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A Terceira**,<\/em>\u00a0de J. Lacan, est\u00e1 na revista\u00a0<em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>. \u00c9 uma interven\u00e7\u00e3o de Lacan no VII Congresso da Escola Freudiana de Paris, que aconteceu em Roma, em novembro de 1974, mesmo ano em que proferiu o Semin\u00e1rio XXII,\u00a0<em>R.S.I.<\/em>. Pertence a uma s\u00e9rie de tr\u00eas interven\u00e7\u00f5es de Lacan, em Roma, sendo que a primeira \u00e9\u00a0<em>Fun\u00e7\u00e3o e Campo da Fala e da Linguagem em Psican\u00e1lise<\/em>, de 1953, por ocasi\u00e3o do Semin\u00e1rio I,\u00a0<em>Os Escritos T\u00e9cnicos de Freud\u00a0<\/em>e, a segunda \u00e9\u00a0<em>A psican\u00e1lise. Raz\u00e3o de um fracasso<\/em>, de dezembro de 1967, por ocasi\u00e3o do Semin\u00e1rio\u00a0<em>O Ato Anal\u00edtico<\/em>. \u00c9 como se ele, Lacan, fizesse um movimento de\u00a0<em>apr\u00e8s-coup<\/em>\u00a0sobre estes textos, acrescentando, a cada vez, os tantos anos que se interp\u00f5em entre eles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cada um, a seu modo, trabalha a partir da no\u00e7\u00e3o de gozo e da topologia do n\u00f3 borromeano, avan\u00e7ando al\u00e9m do \u00c9dipo e da l\u00f3gica cartesiana. Miller est\u00e1 \u00e0s voltas com o imagin\u00e1rio e Lacan sustenta\u00a0<em>A Terceira<\/em>\u00a0pelo real que ela comporta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Miller, logo na primeira p\u00e1gina, prop\u00f5e introduzir a express\u00e3o\u00a0<em>imagem rainha<\/em>\u00a0como hom\u00f3loga ao\u00a0<em>significante-mestre<\/em>, uma no imagin\u00e1rio e o outro no simb\u00f3lico. Lacan, ao desenvolver a no\u00e7\u00e3o\u00a0<em>real,\u00a0<\/em>colocar\u00e1 o objeto\u00a0<em>a\u00a0<\/em>como hom\u00f3logo ao\u00a0<em>S1<\/em>, um no real, outro no simb\u00f3lico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na matem\u00e1tica, consideram-se hom\u00f3logos os elementos equivalentes, correspondentes, embora mais ou menos diversos. Proponho, ent\u00e3o, alinhar estes termos da seguinte forma:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(imagem rainha, I), (significante-mestre, S), (objeto\u00a0<em>a<\/em>, R)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dois, desde o in\u00edcio, privilegiam o objeto olhar como encarna\u00e7\u00e3o do objeto\u00a0<em>a<\/em>, como suporte do gozo. Apresentam o trajeto desde inscrever inicialmente o gozo, como imagin\u00e1rio, na ordem especular, no est\u00e1dio do espelho, at\u00e9 chegar na puls\u00e3o esc\u00f3pica como paradigma do objeto\u00a0<em>a<\/em>, n\u00e3o mais reduzindo o imagin\u00e1rio ao especular e, avan\u00e7ando, esvaziando-o de qualquer subst\u00e2ncia ou semblante poss\u00edvel (seio, fezes, olhar, voz e falo- os objetos parciais), para chegar ao objeto\u00a0<em>a\u00a0<\/em>de pura f\u00f3rmula, no real, onde n\u00e3o h\u00e1 nenhuma esperan\u00e7a de alcan\u00e7\u00e1-lo por meio da representa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Miller, para desenvolver isto, se vale do relato de Freud e sua como\u00e7\u00e3o ao visitar a Acr\u00f3pole para mostrar como todos os enunciados por ele proferidos seriam defesas frente ao gozo, a um mais-de-gozar visual contido na imagem perceptiva e seu j\u00fabilo excessivo. O olhar do pai surge para funcionar como censura, para interditar o gozo. A vis\u00e3o o preenche e \u00e9 a\u00ed que surge o olhar do pai, que recai sobre ele, em seu gozo. Miller aponta que este olhar surge antes de tudo do mais-de-gozar que provoca a censura. A realeza da imagem, que realiza a captura significante do gozo, acontece sob o imp\u00e9rio do olhar que seria um \u201ca mais\u201d, n\u00e3o uma imagem e, sim, \u201co sem imagem\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em\u00a0<em>A Terceira<\/em>, Lacan, por sua vez, esvazia o objeto olhar a partir da opera\u00e7\u00e3o significante tal qual desenvolveu ao longo de sua obra, privilegiando na estrutura do simb\u00f3lico o efeito meton\u00edmico, de suporte de gozo e n\u00e3o seu aspecto metaf\u00f3rico, de sentido, de significa\u00e7\u00e3o ou sexual. O objeto olhar s\u00f3 pode ser compreendido como objeto\u00a0<em>a<\/em>\u00a0enquanto um estilha\u00e7o do corpo, destacado do corpo e somente pela psican\u00e1lise. O objeto<em>\u00a0a<\/em>\u00a0s\u00f3 se mant\u00e9m pela exist\u00eancia do n\u00f3 que o constitui e s\u00f3 pode ser apreendido no bloqueio do simb\u00f3lico, do imagin\u00e1rio e do real. Isto o torna operante no real como o objeto do qual justamente n\u00e3o h\u00e1 ideia, relacionado \u00e0 l\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto ao significante-mestre, Miller aponta que, mesmo que ele seja o significante distinto pelo qual o sujeito busca ser representado no simb\u00f3lico e veiculado na cadeia significante, efetivamente, n\u00e3o existe um significante privilegiado \u2013 a pr\u00f3pria defini\u00e7\u00e3o de significante \u00e9 um elemento\u00a0<em>x\u00a0<\/em>suscet\u00edvel de met\u00e1fora e meton\u00edmia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lacan coloca o significante-mestre como um representante comercial que insere o sujeito no discurso sem, no entanto, dar conta do saber que \u00e9 sempre imposs\u00edvel de ser reintegrado pelo sujeito. \u00c9 o significante-mestre que s\u00f3 se escreve ao faz\u00ea-lo sem nenhum efeito de sentido. A interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma interpreta\u00e7\u00e3o de sentido mas joga com a equivocidade, onde o saber em que consiste o inconsciente somente est\u00e1 enla\u00e7ado ao corpo falante pelo real do qual se goza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 o imagin\u00e1rio, tanto para um, como para outro, ser\u00e1 abordado pelo fantasma e localizado no corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isto \u00e9 amplamente desenvolvido no texto de Miller, mesmo porque este \u00e9 seu tema. Apresenta tr\u00eas imagens rainhas da psican\u00e1lise \u2013 o pr\u00f3prio corpo, o corpo do Outro e o falo, todas do corpo, quest\u00f5es do corpo. A estas imagens correspondem tr\u00eas operadores, sendo o espelho para o pr\u00f3prio corpo, o v\u00e9u para o corpo do Outro e, para o falo, toda uma s\u00e9rie de palavras \u2013 o apoio, o pedestal, o enquadre, a fenda, a janela. Estes operadores s\u00e3o operadores visuais que delimitam e isolam o que fica exposto como uma imagem una e que, como tal, passa a ser significantizada e investida na fantasia, termo que a tradu\u00e7\u00e3o utiliza para se referir ao fantasma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Miller articula que a fantasia, por um vi\u00e9s, \u00e9 considerada uma frase que tem a fun\u00e7\u00e3o de um axioma, e que s\u00f3 podemos fazer da imagem um elemento do registro imagin\u00e1rio se fizermos dela um significante. Por outro, afirma que n\u00e3o h\u00e1 fantasia que n\u00e3o se ofere\u00e7a na ordem imagin\u00e1ria, onde a imagem \u00e9 uma modalidade inevit\u00e1vel da fantasia. A imagem fantas\u00edstica \u00e9 uma imagem im\u00f3vel, um elemento suspenso, fixado e err\u00e1tico, que subsiste a todo tratamento dado pela palavra. Nela se concentra os ditos do analisando e as dedu\u00e7\u00f5es do analista. A diferen\u00e7a entre a imagem rainha e o significante mestre seria que a imagem rainha n\u00e3o representa o sujeito mas, se coordena com seu gozo. \u00c9 a\u00ed que surge a antinomia entre o que \u00e9 pr\u00f3prio ao campo da realidade perceptiva, que sup\u00f5e o recalque do sujeito, e o que \u00e9 lembrado que, no exemplo de Freud, \u00e9 a extra\u00e7\u00e3o do objeto\u00a0<em>a<\/em>, que veio se inscrever no espet\u00e1culo como mais-de-gozar e como olhar. \u00c9 a distin\u00e7\u00e3o que Lacan reestabeleceu entre percep\u00e7\u00e3o e perceptum, uma nova teoria da imagem, por onde ele passa a interrogar o campo da percep\u00e7\u00e3o a partir do desejo e do gozo, enquanto Freud o aborda a partir do recalque, eludindo o mais-de-gozar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lacan introduzir\u00e1 o imagin\u00e1rio pelo sentido que \u00e9 abordado pelo que surge na jun\u00e7\u00e3o entre o simb\u00f3lico e o imagin\u00e1rio, e reduzindo a fun\u00e7\u00e3o da representa\u00e7\u00e3o ao corpo, localizando-a no corpo. Sem papas na l\u00edngua, afirma que o pensamento consiste em palavras que introduzem no corpo algumas representa\u00e7\u00f5es imbecis. O corpo, ele o introduzir\u00e1 na economia do gozo pela imagem. A rela\u00e7\u00e3o do homem com seu corpo \u00e9 da ordem do imagin\u00e1rio, \u00e9 onde a imagem alcan\u00e7a seu valor no processo germinal, desenvolvido no est\u00e1dio do espelho, e no que passar\u00e1 a estabelecer a rela\u00e7\u00e3o com o Outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Numa\u00a0<em>finesse<\/em>, introduz o mais al\u00e9m do est\u00e1dio do espelho, dizendo que \u201ch\u00e1 para cada um algo que se ama ainda mais do que sua imagem\u201d e que sabemos, se refere ao objeto\u00a0<em>a<\/em>. Encontramos aqui o desejo implicado na rela\u00e7\u00e3o com o objeto\u00a0<em>a\u00a0<\/em>atrav\u00e9s do fantasma, e onde o fantasma \u00e9 a interpreta\u00e7\u00e3o mesma do desejo, em seu ciframento, em sua rela\u00e7\u00e3o com a puls\u00e3o, colocando o objeto no estatuto do real. Analisar o fantasma \u00e9 encontrar nele a estrutura que se revela, uma unidade-elemento que promove um ponto de basta no deslizamento do sentido, do deciframento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em\u00a0<em>A Terceira<\/em>, Lacan coloca o imagin\u00e1rio como o registro que operaria no sentido de fazer parar o deslizamento infinito do real que n\u00e3o cessa de n\u00e3o se escrever, e do deslizamento do simb\u00f3lico que n\u00e3o cessa de se escrever. O imagin\u00e1rio seria o registro que se manifestaria no sentido de atar os outros dois, constituir o n\u00f3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os registros, na psican\u00e1lise, e somente nela, podem estruturar-se cada um pelos seus elementos correspondentes \u2013 imagem rainha, significante mestre e objeto\u00a0<em>a<\/em>, na condi\u00e7\u00e3o de n\u00e3o constituir um novo imagin\u00e1rio instaurando sentido, e sim, uma orienta\u00e7\u00e3o do real.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas Lacan n\u00e3o para a\u00ed! Coloca que este n\u00f3, \u00e9 preciso s\u00ea-lo, oferec\u00ea-lo como causa de seu desejo ao analisante. Operar atrav\u00e9s da interpreta\u00e7\u00e3o que abole o sentido, visando a reduzir o gozo f\u00e1lico, e ao que do sintoma est\u00e1 fora da linguagem, suportar enquanto ato, na transfer\u00eancia. \u00c9 o que ele desenvolver\u00e1 em seu pr\u00f3ximo semin\u00e1rio, o XXIII, o sinthoma, colocando os tr\u00eas registros desgarrados entre si e agarrados por um quarto n\u00f3, o sinthoma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma \u00faltima frase, de Lacan, em\u00a0<em>A Terceira<\/em>: \u201cAs bugigangas, por exemplo, ser\u00e1 que realmente tomar\u00e3o a dianteira? Chegaremos a nos tornar n\u00f3s mesmos realmente animados pelas bugigangas? Isto me parece pouco prov\u00e1vel, devo dizer\u201d.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">*<em>Lacan Elucidado, palestras no Brasil<\/em>, Miller, Jacques-Alain, Jorge Zahar Editor, p. 575<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">**<em>A Terceira<\/em>, Lacan, Jacques, Op\u00e7\u00e3o Lacaniana, n\u00ba62, Edi\u00e7\u00f5es Eolia, p. 11<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[100],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/981"}],"collection":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=981"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/981\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":998,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/981\/revisions\/998"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=981"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=981"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/vii\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=981"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}