{"id":1497,"date":"2021-09-10T19:11:18","date_gmt":"2021-09-10T19:11:18","guid":{"rendered":"http:\/\/x-enapol.org\/viii\/?post_type=avada_portfolio&#038;p=1497"},"modified":"2021-09-10T19:11:18","modified_gmt":"2021-09-10T19:11:18","slug":"lacos-assuntos-e-ecos","status":"publish","type":"avada_portfolio","link":"https:\/\/enapol.com\/viii\/pt\/portfolio-items\/lacos-assuntos-e-ecos\/","title":{"rendered":"La\u00e7os, assuntos e ecos"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1352px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p style=\"text-align: justify;\">Por <strong>Florencia Dassen<\/strong> (EOL)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"right\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1494 alignleft\" src=\"http:\/\/enapol.com\/viii\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2021\/09\/14_Florencia-Dassen.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2021\/09\/14_Florencia-Dassen-66x66.jpg 66w, https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2021\/09\/14_Florencia-Dassen-150x150.jpg 150w, https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2021\/09\/14_Florencia-Dassen-200x200.jpg 200w, https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2021\/09\/14_Florencia-Dassen.jpg 250w\" sizes=\"(max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"right\">\u00abA natureza n\u00e3o se arrisca a nada sen\u00e3o a se afirmar como uma miscel\u00e2nea de\u00a0<i>fora-da-natureza<\/i>\u00ab.<br \/>Jacques Lacan,\u00a0<i>O Semin\u00e1rio,\u00a0<\/i>livro 23:\u00a0<i>o sinthoma<\/i><\/p>\n<blockquote><p>\n[\u2026] Joyce tem uma bela express\u00e3o em\u00a0<i>Finnegans Wake<\/i>: \u00abFather Times and Mother Spacies.\u00bb \u00abO pai \u2013 os Tempos, a M\u00e3e \u2013 os Espa\u00e7os e a Esp\u00e9cie\u00bb&#8230; Ou, melhor ainda: o pai que\u00a0<i>temporeia<\/i>\u00a0\u2013 e inclusive temporiza; a M\u00e3e que pontua e ordena os espa\u00e7os e os ocupantes destes espa\u00e7os&#8230; O Pai som&#8230; a M\u00e3e imagem&#8230; dif\u00edcil sincronia&#8230; Representar o tempo, o tempo dos tempos e o latejo do tempo no tempo [\u2026].<br \/>Philippe Sollers,\u00a0<i>Mujeres<\/i><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os la\u00e7os familiares t\u00eam a particularidade de serem la\u00e7os que est\u00e3o fora de uma determinada natureza. La\u00e7os que, por serem de sangue, carregam uma marca, a da suposta verdade eterna, a da heran\u00e7a gen\u00e9tica, o j\u00e1 escrito que se enreda com a ideia de destino. Lacan situa nos \u00abComplexos familiares&#8230;\u00bb que:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Assim, ela estabelece entre as gera\u00e7\u00f5es uma continuidade ps\u00edquica cuja causalidade \u00e9 de ordem mental. Essa continuidade, se revela o artif\u00edcio de seus fundamentos nos pr\u00f3prios conceitos mesmos que definem a unidade da linhagem, desde o totem at\u00e9 o nome patron\u00edmico, n\u00e3o deixa por isso de se manifestar na transmiss\u00e3o, \u00e0 descend\u00eancia, de inclina\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas que confinam o inato; (&#8230;) [1]<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fam\u00edlia se situa na encruzilhada entre o biol\u00f3gico,\u00a0<b>sonho do natural\u00a0<\/b>e a institui\u00e7\u00e3o que desempenha um papel primordial na transmiss\u00e3o da cultura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, assistimos as novas formas de fam\u00edlia que indicam que n\u00e3o h\u00e1 a dita natureza, nada mais distante, s\u00e3o, sim, la\u00e7os completamente desnaturalizados. Gra\u00e7as \u00e0s t\u00e9cnicas hipermodernas, a procria\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem como condi\u00e7\u00e3o\u00a0<i>si ne qua non<\/i>\u00a0as rela\u00e7\u00f5es sexuais, no entanto, no inconsciente, a crian\u00e7a n\u00e3o pode deixar de se fazer a pergunta a respeito do mist\u00e9rio de sua origem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando convidamos um analisante a dizer tudo o que passa por sua cabe\u00e7a, \u00e9 raro que n\u00e3o venha de sua boca, naturalmente, falar de si, se referindo \u00e0 sua fam\u00edlia. Mas o que faz com que um la\u00e7o familiar se torne um assunto de fam\u00edlia? A experi\u00eancia do la\u00e7o enquanto tal, seja de amor, de \u00f3dio, de briga, de indiferen\u00e7a, se torna um tema para quem se analisa, no ponto em que h\u00e1 algo do la\u00e7o no cotidiano que deixou de ser natural. \u00c9 isto o que permite abrir para uma pergunta sobre a sua\u00a0<b>cumplicidade<\/b>\u00a0de gozo em jogo, sua afeta\u00e7\u00e3o pessoal e sobre aquilo em que est\u00e1 enredado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Cl\u00e9zio come\u00e7a\u00a0<i>O Africano<\/i>\u00a0assim:<\/p>\n<blockquote>\n<p>Todo ser humano \u00e9 resultado de um pai e uma m\u00e3e. Pode-se n\u00e3o reconhec\u00ea-los, n\u00e3o os querer, pode-se duvidar deles. Mas est\u00e3o ali, com suas caras, suas atitudes, seus modos, suas manias, suas ilus\u00f5es, suas esperan\u00e7as, (&#8230;) suas maneiras de falar, seus pensamentos, provavelmente as idades de suas mortes, tudo isto nos foi passado[2].<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assunto de fam\u00edlia \u00e9, sem d\u00favida, assunto de transmiss\u00e3o e nunca \u00e9 a mesma para cada filho. A transmiss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 para todos, se d\u00e1 um a um. A psican\u00e1lise sabe que o gozo \u00e9 assunto de conting\u00eancia e, por isso mesmo, se disp\u00f5e tocar, fazer algo novo com o que, supostamente, vem por necessidade do destino familiar.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Mas um simples par de \u00f3culos n\u00e3o bastava para a imagem que conservei deste primeiro encontro, a estranheza, a dureza de seu olhar, acentuada pelas rugas verticais entre as sobrancelhas&#8230; O que me causou um choque n\u00e3o foi a \u00c1frica, mas a descoberta deste pai desconhecido, alheio, possivelmente perigoso. Ao ridiculariz\u00e1-lo com seus\u00a0<i>pince-nez,\u00a0<\/i>eu justificava meu sentimento. O meu pai, meu verdadeiro pai podia usar\u00a0<i>pince-nez<\/i>? Imediatamente sua autoridade foi questionada[3].<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com Freud, podemos dizer que o familiar \u00e9 sempre algo do\u00a0<i>un-heimilich,<\/i>\u00a0este instante no qual o mais familiar se torna estranho. A impress\u00e3o de estar em fam\u00edlia, de pertencer a uma c\u00e9lula, de repente se torna um lugar in\u00f3spito, inclusive amea\u00e7ador \u2013 a ang\u00fastia n\u00e3o \u00e9 sem objeto. \u00c9 preciso um trabalho de elabora\u00e7\u00e3o para que o neur\u00f3tico localize quais s\u00e3o seus objetos e n\u00e3o apenas os personagens da fam\u00edlia. O\u00a0<b>que<\/b>\u00a0e n\u00e3o\u00a0<b>quem<\/b>\u00a0\u00e9 suporte para seus la\u00e7os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O olhar, os \u00f3culos, recortam e velam ao mesmo tempo a severidade, o perigo e o sentimento de distanciamento, vers\u00e3o do gozo de um pai, uma\u00a0<i>p\u00e8re-version<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para quem se analisa, os assuntos de fam\u00edlia s\u00e3o assuntos da l\u00edngua. Ao mesmo tempo s\u00e3o assuntos pulsionais: \u00e9 o modo como cada um logra objetar a cren\u00e7a na fam\u00edlia enquanto tal, suas fic\u00e7\u00f5es e seu programa de ideais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 o que se pode e o que n\u00e3o se pode colocar em palavras, este \u00faltimo permanecer\u00e1 como n\u00e3o dito, seja como segredo do gozo, seja como produ\u00e7\u00e3o de um\u00a0<b>resto<\/b>\u00a0do que n\u00e3o pode ser coberto pelo simb\u00f3lico. Este \u00e9 o resto que leva a fam\u00edlia, como lugar do Outro, a ser uma fonte inesgot\u00e1vel de interpreta\u00e7\u00f5es. \u00c9 no espa\u00e7o da fam\u00edlia que algu\u00e9m aprende a pedir na pr\u00f3pria l\u00edngua, a primeira experi\u00eancia de reconhecimento de sua palavra. As consequ\u00eancias do pedir em psican\u00e1lise s\u00e3o duplas: o desejo e a puls\u00e3o[4]. O interpret\u00e1vel e o n\u00e3o interpret\u00e1vel, o melhor, o limite da interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fam\u00edlia, as gera\u00e7\u00f5es, colocam em jogo o exerc\u00edcio de rememora\u00e7\u00e3o, a possibilidade da mem\u00f3ria e com isto, a fun\u00e7\u00e3o do tempo. Existe algo mais real que o tempo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Retorno ao\u00a0<i>El Africano<\/i>:<\/p>\n<blockquote>\n<p>O barco que me arrastava para este outro mundo tamb\u00e9m me trazia de volta a mem\u00f3ria&#8230; Tudo est\u00e1 t\u00e3o distante e t\u00e3o perto. Uma simples parede fina como um espelho separa o mundo de hoje do de ontem. N\u00e3o falo de nostalgia. Esta pena desamparada nunca me provocou prazer. Falo de subst\u00e2ncia, de sensa\u00e7\u00f5es da parte mais l\u00f3gica da minha vida. Algo me foi dado. Algo me foi tirado. Este tesouro est\u00e1 no fundo de mim mesmo sempre vivo e n\u00e3o pode ser extirpado. Muito mais que de simples lembran\u00e7as, est\u00e1 feito de certezas. Se eu n\u00e3o tivera este conhecimento carnal com a \u00c1frica, se n\u00e3o tivesse recebido uma heran\u00e7a da minha vida antes de meu nascimento&#8230; em que teria me convertido?<\/p>\n<p>(&#8230;) n\u00e3o apenas esta lembran\u00e7a de uma crian\u00e7a, extraordinariamente precisa para todas as sensa\u00e7\u00f5es, os cheiros, os gostos e o sentimento de dura\u00e7\u00e3o. Agora o compreendo ao escrev\u00ea-lo. Esta mem\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 apenas minha. \u00c9 tamb\u00e9m uma mem\u00f3ria do tempo que precedeu meu nascimento.[5]\n<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na historiciza\u00e7\u00e3o que um sujeito faz de si em an\u00e1lise se produzem trope\u00e7os, pontos em que o relato deixa de ser tal, para passar a fazer uma leitura de uma marca de gozo de\u00a0<i>lal\u00edngua\u00a0<\/i>ou um afeto, leitura de um sintoma, o n\u00e3o historiciz\u00e1vel aparece.<\/p>\n<blockquote>\n<p>(&#8230;) \u00abquando o texto interrompendo-se (..) deixa nu o suporte da reminisc\u00eancia\u00bb. A sustenta\u00e7\u00e3o da reminisc\u00eancia significa, exatamente, que o sujeito n\u00e3o pode elaborar uma verdade a partir de uma experi\u00eancia. (&#8230;) H\u00e1 no fundo, desnudado, algo que n\u00e3o \u00e9 nem uma verdade nem uma mentira, sen\u00e3o, um real puro e simples[6].<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lacan, no\u00a0<i>Semin\u00e1rio<\/i>\u00a0sobre Joyce, se ocupa em diferenciar a rememora\u00e7\u00e3o da reminisc\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Miller o retoma:<\/p>\n<blockquote>\n<p>(&#8230;) O que Lacan chama de reminisc\u00eancia, com seu correlato de sentimento de irrealidade \u00bb responde \u00e0s formas mais imemor\u00e1veis que aparecem sobre o palimpsesto do imagin\u00e1rio\u00bb[7].<\/p>\n<p>(&#8230;) A reminisc\u00eancia \u00e9 a suposi\u00e7\u00e3o de que algo j\u00e1 est\u00e1 ali (desde sempre), (&#8230;) que n\u00e3o se sustenta com um sujeito suposto saber e que, quando aparece, o faz em seu solit\u00e1rio esplendor, se me permitem a express\u00e3o. Aparece como se tivesse sido apreendida ou adquirida em outra exist\u00eancia ou em um estatuto eterno do sujeito[8].<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vez atravessada a experi\u00eancia anal\u00edtica pelo crivo da palavra, as ditas voltas que em sua redu\u00e7\u00e3o permitiram esclarecer as identifica\u00e7\u00f5es, os trajetos do fantasma e do sintoma e, no melhor dos casos, chegar a um dizer que diga da boa maneira, o imposs\u00edvel e sua subjetiva\u00e7\u00e3o demonstr\u00e1vel&#8230; O que fica disto, dos assuntos de fam\u00edlia?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu o digo assim: um eco sutil que n\u00e3o se enla\u00e7a a nada e a ningu\u00e9m, mas se apoia na certeza do poder da l\u00edngua que se aprendeu em uma fam\u00edlia, na de cada um. Falar tem suas ra\u00edzes no espa\u00e7o e no tempo. O inacess\u00edvel do mist\u00e9rio da origem para cada um se toca com o inacess\u00edvel do trauma. Entretanto, isto n\u00e3o nos exime, n\u00f3s psicanalistas, nem o escritor, de impulsionar a l\u00edngua que se cria, de sermos mais poetas que nost\u00e1lgicos, ou melhor, fazer da mem\u00f3ria, poesia, e dos assuntos de fam\u00edlia, uma mat\u00e9ria de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mar\u00e7o 2017<\/p>\n<div class=\"NotasPie\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Tradu\u00e7\u00e3o: Rachel Amin<br \/>Revis\u00e3o: Bartyra Ribeiro de Castro<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">NOTAS<\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify;\">Lacan, J. (1938) \u00abOs complexos familiares na forma\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo\u00bb, Zahar ED., Rio de Janeiro, pag 31.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Le Cl\u00e9zio, J.M.G.,\u00a0<i>El africano,\u00a0<\/i>Buenos Aires, Adriana Hidalgo, 2013. Tradu\u00e7\u00e3o livre.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Ibidem<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Miller, J.-A., \u00abCosas de familia en el inconsciente\u00bb,\u00a0<i>Introducci\u00f3n a la Cl\u00ednica Lacaniana<\/i>, Conferencias en Espa\u00f1a, Barcelona, RBA Libros, S. A., 2006, p. 343.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Le Cl\u00e9zio, J. M. G.,\u00a0<i>El africano<\/i>,\u00a0<i>op. cit<\/i>. tradu\u00e7\u00e3o livre.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Miller, J.-A., (2006-2007)\u00a0<i>El ultim\u00edsimo Lacan<\/i>, Buenos Aires, Paid\u00f3s, 2013, p. 50. Tradu\u00e7\u00e3o livre<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><i>Ib\u00eddem<\/i>, p. 50.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><i>Ib\u00eddem<\/i>, p. 68.<\/li>\n<\/ol>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Florencia Dassen (EOL)<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1494,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"portfolio_category":[268,172],"portfolio_skills":[],"portfolio_tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/1497"}],"collection":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio"}],"about":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/types\/avada_portfolio"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1497"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/1497\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1498,"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/1497\/revisions\/1498"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1494"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1497"}],"wp:term":[{"taxonomy":"portfolio_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_category?post=1497"},{"taxonomy":"portfolio_skills","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_skills?post=1497"},{"taxonomy":"portfolio_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_tags?post=1497"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}