{"id":1549,"date":"2021-09-10T20:20:46","date_gmt":"2021-09-10T20:20:46","guid":{"rendered":"http:\/\/x-enapol.org\/viii\/?post_type=avada_portfolio&#038;p=1549"},"modified":"2021-09-10T20:20:46","modified_gmt":"2021-09-10T20:20:46","slug":"entrevista-a-betina-perona-directora-de-la-asociacion-civil-el-arca-2","status":"publish","type":"avada_portfolio","link":"https:\/\/enapol.com\/viii\/pt\/portfolio-items\/entrevista-a-betina-perona-directora-de-la-asociacion-civil-el-arca-2\/","title":{"rendered":"Entrevista a Betina Perona (Directora de la Asociaci\u00f3n civil El Arca)"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1352px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p style=\"text-align: justify;\">Por<strong> Juan Mitre<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1547 alignleft\" src=\"http:\/\/enapol.com\/viii\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2021\/09\/18_Betina-Perona.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2021\/09\/18_Betina-Perona-66x66.jpg 66w, https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2021\/09\/18_Betina-Perona-150x150.jpg 150w, https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2021\/09\/18_Betina-Perona-200x200.jpg 200w, https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2021\/09\/18_Betina-Perona.jpg 250w\" sizes=\"(max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por motivo do pr\u00f3ximo\u00a0<i>ENAPOL, Assuntos de fam\u00edlia, seus enredos na pr\u00e1tica<\/i>, entrevistamos Betina Perona, Diretora da\u00a0<i>Associa\u00e7\u00e3o Civil EL Arca,\u00a0<\/i>com quem conversamos sobre sua experi\u00eancia \u00e0 frente de um Lar para meninos que vivem na rua. Podemos ler na entrevista que, para que algo seja poss\u00edvel, \u00e9 indispens\u00e1vel\u00a0<i>a transmiss\u00e3o de um desejo que n\u00e3o seja an\u00f4nimo,\u00a0<\/i>como bem assinala Lacan, em sua c\u00e9lebre \u00abNota sobre a crian\u00e7a\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Juan Mitre: Para iniciar a conversa\u00e7\u00e3o: como chegavam os meninos ao Lar?<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para n\u00f3s, foi uma quest\u00e3o fundamental porque come\u00e7amos a trabalhar com os meninos que estavam na rua em 1986, mas n\u00e3o havia ainda a conven\u00e7\u00e3o dos direitos da crian\u00e7a, que trata as crian\u00e7as como sujeitos de direito. Nesse momento, eram objetos de prote\u00e7\u00e3o do estado e El Arca nasce como um ponto de resist\u00eancia a um circuito perverso que estava armado com meninos que chegavam \u00e0 rua \u2013 a constitui\u00e7\u00e3o normalmente \u2013 e, em pouco tempo, a pol\u00edcia os agarrava e os trancava em institutos para menores que, em geral, funcionavam como c\u00e1rceres. E, em dois meses, com sorte, os devolviam \u00e0 sua fam\u00edlia, \u00e0s vezes, inclusive, os deixavam na porta de casa\u2026 Ao ver isso, decidimos abrir um espa\u00e7o que fosse diferente. O ponto central de diferen\u00e7a era o modo como chegavam os meninos. Decidimos que chegariam por decis\u00e3o deles: n\u00e3o eram meninos que os pais traziam por n\u00e3o poderem estar com eles ou que chegavam por decis\u00e3o de um juiz; eram meninos que chegavam por decis\u00e3o pr\u00f3pria a partir de um v\u00ednculo que faz\u00edamos com eles na rua; eles aceitavam vir ao Lar e ver como se vivia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>\u00c9 interessante que, de entrada, esteja a decis\u00e3o deles\u2026<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim, porque era a \u00fanica forma de fazer um v\u00ednculo com eles. \u00c9 preciso levar em conta que vinham de v\u00ednculos muito prejudicados com os adultos. Para que um menino decida sair de sua casa com sete ou oito anos, \u00e9 porque realmente est\u00e1 passando muito mal ou n\u00e3o h\u00e1 nada que o enlace a esse lugar. O fato de que pudessem decidir vir mudava a posi\u00e7\u00e3o dos meninos diante de n\u00f3s. Tamb\u00e9m nos dava a possibilidade, quando estavam dentro de casa e come\u00e7avam a fazer confus\u00e3o, de lembr\u00e1-los porque estavam ali, que havia sido uma decis\u00e3o deles, que n\u00e3o eram obrigados a ficar. O que tamb\u00e9m tinha uma borda complexa porque eram meninos e n\u00f3s quer\u00edamos que ficassem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>H\u00e1 uma ideia cl\u00e1ssica de Winnicott, que certamente voc\u00ea deve conhecer, que diz que os meninos \u00abdesprovidos \u00bb p\u00f5em \u00e0 prova a institui\u00e7\u00e3o.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim, claro. P\u00f5em as pessoas \u00e0 prova, p\u00f5em tudo \u00e0 prova (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Isso \u00e9 dif\u00edcil de suportar\u2026<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muito dif\u00edcil de suportar\u2026 Fomos sabendo que seria necess\u00e1rio suportar esta prova que, muitas vezes, era insistente e que se super\u00e1ssemos isso, depois o v\u00ednculo poderia come\u00e7ar a acontecer\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Por o Outro \u00e0 prova, digamos\u2026<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim, por \u00e0 prova, o Outro\u2026 Tamb\u00e9m se pode tirar o peso que traziam nas costas. Eles carregavam todo o peso de sua vida: n\u00e3o havia adultos que pudessem dar suporte a parte de suas mol\u00e9stias, de seus mal-estares nem de suas tristezas\u2026 Parece que isso tamb\u00e9m. Mas, sim, \u00abpor \u00e0 prova\u00bb porque vinham de institui\u00e7\u00f5es que falhavam. Se um pequeno termina na rua n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 porque falhou a fam\u00edlia, mas tamb\u00e9m falhou o centro de sa\u00fade, a escola, os vizinhos\u2026 Realmente, v\u00ednhamos de muita desintegra\u00e7\u00e3o social depois da ditadura.\u00a0<i>El Arca<\/i>\u00a0nasce nesse momento, os tecidos sociais estavam muito deteriorados e os pequenos mais d\u00e9beis caiam nesses buracos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>At\u00e9 que idade ficavam no Lar?<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o havia uma idade de ingresso, fomos acompanhando-os at\u00e9 que eles quisessem, at\u00e9 que pudessem gerar uma certa autonomia para poder viver ou que pudessem voltar a viver com sua fam\u00edlia de origem ou com algum irm\u00e3o ou primo, ou com alguma fam\u00edlia que tinham em algum lugar e que n\u00e3o conheciam. Dependia muito de cada situa\u00e7\u00e3o e de cada hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Parece-me interessante que, por um lado, esteja a decis\u00e3o do menino para o ingresso e que nunca, como voc\u00ea bem diz, foi uma quest\u00e3o, a idade de ingresso. Parece-me que h\u00e1 uma diferen\u00e7a a ressaltar sobre outras experi\u00eancias das quais tenho escutado.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim, quando abr\u00edamos a casa para os meninos, quer\u00edamos realmente que sentissem que era uma casa poss\u00edvel e que era preciso conversar sobre as quest\u00f5es: a sa\u00edda, a entrada\u2026 n\u00e3o havia uma regra igual para todos, nesse sentido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Se o Lar El arca vem no lugar da fam\u00edlia, a suplanta, de alguma maneira; sim, \u00e9 assim\u2026, que condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o necess\u00e1rias para que isto aconte\u00e7a, para que o Lar se transforme para o menino como sua nova fam\u00edlia ou sua fam\u00edlia?<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Creio que sim, vem no lugar da fam\u00edlia, mas, al\u00e9m disso, n\u00f3s sempre trabalh\u00e1vamos \u2013 quando havia possibilidades \u2013 com a fam\u00edlia deles. E quando v\u00edamos que isto n\u00e3o era poss\u00edvel, o Lar continuava sendo uma fam\u00edlia. Tent\u00e1vamos fazer com que a vida do Lar fosse o mais parecida poss\u00edvel com a vida de uma fam\u00edlia \u2013 por mais que o Lar fosse uma institui\u00e7\u00e3o com tudo o que isso implica. Com o tempo, fomos vendo que realmente era uma fam\u00edlia para eles e para n\u00f3s (risos). As quest\u00f5es-chave, me parece, era o amor e os limites, as duas coisas, que houvesse v\u00ednculos afetivos e respeitosos e que houvesse limites\u2026 No in\u00edcio, \u00e9ramos muito jovens e a primeira coisa que nos aconteceu foi que a rua nos instalou no Lar, depois fomos aprendendo a por limites como em uma fam\u00edlia, com hor\u00e1rios, com assembleias\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Entendi que um menino tem que adotar o lar, tem que decidir ficar. O que faz com que um menino tome essa decis\u00e3o?<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Creio que havia muitas coisas, mas o principal era o v\u00ednculo que conseguiam fazer conosco\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Ou seja, era um la\u00e7o com algu\u00e9m, era um la\u00e7o com algu\u00e9m com nome e sobrenome.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim, com algu\u00e9m com nome e sobrenome\u2026 depois, tudo o mais tamb\u00e9m \u00e9 importante, isso s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 suficiente. Em um lar de meninos, a conviv\u00eancia entre eles \u00e9 dif\u00edcil, meninos que n\u00e3o s\u00e3o irm\u00e3os, que n\u00e3o se conhecem, que t\u00eam diferentes idades, diferentes sexos, todas as diferen\u00e7as que possam ocorrer e com hist\u00f3rias muito dif\u00edceis. Tamb\u00e9m o que fazia com que ficassem era que ali era uma vida viv\u00edvel, que n\u00e3o era um caos. T\u00ednhamos conseguido instalar certa lei que n\u00e3o \u00e9ramos n\u00f3s, mas que era a assembleia; isso foi muito importante, sair da arbitrariedade dos adultos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Como pensar a fun\u00e7\u00e3o paterna e materna em uma institui\u00e7\u00e3o como o Lar? Se isso \u00e9 pens\u00e1vel, de alguma maneira\u2026<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim, creio que tem que haver as quest\u00f5es amorosas e as quest\u00f5es de limite e de cuidados. A fun\u00e7\u00e3o paterna para n\u00f3s tinha a ver com a assembleia, com esse espa\u00e7o\u2026, tamb\u00e9m creio que a fun\u00e7\u00e3o paterna era poder bancar a crise, todas essas provas \u00e0s quais os pequenos se submetiam. Capacidade para bancar isso, a capacidade para por os limites que era preciso por nesse momento. Mas, creio que a assembleia foi a chave, a partir da assembleia pudemos trabalhar muito o tema da palavra. Eram pequenos que n\u00e3o falavam, seus recursos eram a viol\u00eancia, quebrar uma garrafa e botar no pesco\u00e7o do outro, rapidamente \u00edamos a situa\u00e7\u00f5es extremas. Foi muito importante instalar que havia um espa\u00e7o para falar e que era preciso falar dos problemas\u2026 Conto assim facilmente, mas havia assembleias em que estavam todos mudos e n\u00f3s com um livrinho fazendo de conta que n\u00e3o nos import\u00e1vamos, at\u00e9 que pudessem falar, porque a l\u00f3gica que tentavam instalar era a l\u00f3gica do c\u00e1rcere, da domina\u00e7\u00e3o pelo mais forte. Creio que a fun\u00e7\u00e3o paterna passava um pouco por a\u00ed\u2026 e a fun\u00e7\u00e3o materna, em torno dos cuidados e do amor, que pudessem ter comida gostosa, todas essas quest\u00f5es; cant\u00e1vamos para eles de noite com o viol\u00e3o, pod\u00edamos ler contos para eles. Era impressionante ver meninos grandes de 14, 15 anos que, diante de um conto, ficavam fascinados, v\u00ea-los brincar com carrinhos, se soltarem, n\u00e3o estarem numa posi\u00e7\u00e3o t\u00e3o defensiva\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Parece interessante esta Idea da fun\u00e7\u00e3o paterna ligada \u00e0 assembleia, n\u00e3o \u00e9 uma autoridade que se imp\u00f5e, mas algo que tem a ver com a tomada da palavra, certo respeito com a palavra\u2026<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim, foi um espa\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o para todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Com qual dificuldade voc\u00ea se encontrou particularmente? Imagino que bastante. H\u00e1 alguma coisa que voc\u00ea queira ressaltar\u2026<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As mais duras era com meninos com problemas mentais, onde havia limites com os quais n\u00e3o pod\u00edamos. Lembro-me de um que estava na rua e que n\u00e3o sabia quem era, apenas falava. Nesse momento, tinha sete ou oito anos, nunca conseguimos encontrar nada de sua hist\u00f3ria, foi um menino com muitas dificuldades, p\u00f4de apenas aprender a ler\u2026 Procuramos muito com ele. Quando tinha uma lembran\u00e7a, me dizia: \u00ab\u00e9 por ali, me leva\u00bb. \u00cdamos com o carro dar voltas e n\u00e3o aparecia ningu\u00e9m, nunca encontramos ningu\u00e9m. Conseguimos um documento, fizemos uma causa judicial, lhe deram um nome e um sobrenome e assim anda pela vida. Depois de grande esteve internado em um hospital psiqui\u00e1trico\u2026 Uma das hist\u00f3rias mais dif\u00edceis, por n\u00e3o encontrar ningu\u00e9m. Os pequenos sempre vinham e diziam \u00abmorreram todos\u00bb e depois, quando adquiriam confian\u00e7a, nos contavam, sempre encontr\u00e1vamos algo\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Pelo menos um nome.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Para voc\u00eas, o que faz com que deixem a rua? Porque muitas vezes \u00e9 um lugar para eles, \u00abo rancho\u00bb,[1] como dizem. H\u00e1 uma frase de Eric Laurent que diz que \u00abn\u00e3o h\u00e1 crian\u00e7a sem institui\u00e7\u00e3o; quando n\u00e3o est\u00e1 a fam\u00edlia, est\u00e1 a rua ou a selva\u00bb. Nesse sentido, a rua tamb\u00e9m \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o, de alguma maneira.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Creio que os que conseguem deixar a rua \u00e9 porque come\u00e7am a encontrar v\u00ednculos poss\u00edveis. A rua \u00e9 dur\u00edssima, ningu\u00e9m fica bem l\u00e1, nem os menores nem os maiores. Na nossa experi\u00eancia, os que conseguiram sair estavam apostando pela vida, segundo a capacidade de se safar de cada um; creio que isto \u00e9 o que fazia a diferen\u00e7a. Havia pequenos que tinham um n\u00edvel de vontade de morrer t\u00e3o grande que era imposs\u00edvel convenc\u00ea-los de alguma coisa, que caminhavam na contram\u00e3o, eu os via caminhar assim\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Nestes anos de experi\u00eancia, o que te surpreendeu no modo de resposta de uma crian\u00e7a ou de um jovem? Algo que tenha te surpreendido no modo de resposta, no sentido de algo que voc\u00ea n\u00e3o esperava, algo que voc\u00ea pensava que n\u00e3o ia acontecer e logo acontecia, tanto para bem como para mal.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Creio que esper\u00e1vamos muito dos pequenos, eu esperava muito sempre, era uma exig\u00eancia grande e, em algum ponto, isso n\u00e3o era bom\u2026 Agora, quando fazemos encontros com os meninos e eles v\u00eam com seus filhos e eu os vejo trat\u00e1-los amorosamente, isso me surpreende. Agora me surpreendo porque penso em cada pequeno e em como chegou ao Lar e os vejo com suas fam\u00edlias, com trabalho, com seus projetos, mas, sobretudo, como s\u00e3o com seus filhos, me surpreende demais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Que tenham sa\u00eddo de alguma forma, de um destino de repeti\u00e7\u00e3o\u2026<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim, que possam cuidar de seus filhos \u2013 apesar de um monte de pequenos n\u00e3o terem podido. Mas os que puderam\u2026 Gosto muito de ver essas cenas deles com seus filhos.<\/p>\n<div class=\"NotasPie\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Tradu\u00e7\u00e3o: M\u00aa Cristina Maia Fernandes<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">NOTAS<\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify;\">NT: no original \u00abla ranchada\u00bb.<\/li>\n<\/ol>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Juan Mitre<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1547,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"portfolio_category":[276,172],"portfolio_skills":[],"portfolio_tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/1549"}],"collection":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio"}],"about":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/types\/avada_portfolio"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1549"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/1549\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1550,"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/1549\/revisions\/1550"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1547"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1549"}],"wp:term":[{"taxonomy":"portfolio_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_category?post=1549"},{"taxonomy":"portfolio_skills","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_skills?post=1549"},{"taxonomy":"portfolio_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_tags?post=1549"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}