{"id":42,"date":"2021-09-06T16:36:41","date_gmt":"2021-09-06T16:36:41","guid":{"rendered":"http:\/\/x-enapol.org\/viii\/?page_id=42"},"modified":"2021-09-06T18:13:00","modified_gmt":"2021-09-06T18:13:00","slug":"argumento-2","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/enapol.com\/viii\/pt\/argumento-2\/","title":{"rendered":"ARGUMENTO"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1352px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_3 1_3 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:33.333333333333%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:5.76%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:5.76%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-image-element \" style=\"text-align:center;--awb-caption-title-font-family:var(--h2_typography-font-family);--awb-caption-title-font-weight:var(--h2_typography-font-weight);--awb-caption-title-font-style:var(--h2_typography-font-style);--awb-caption-title-size:var(--h2_typography-font-size);--awb-caption-title-transform:var(--h2_typography-text-transform);--awb-caption-title-line-height:var(--h2_typography-line-height);--awb-caption-title-letter-spacing:var(--h2_typography-letter-spacing);\"><span class=\" fusion-imageframe imageframe-none imageframe-1 hover-type-none\"><img decoding=\"async\" width=\"306\" height=\"527\" title=\"Madre\" src=\"http:\/\/enapol.com\/viii\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2021\/09\/Madre.png\" alt class=\"img-responsive wp-image-218\" srcset=\"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2021\/09\/Madre-200x344.png 200w, https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2021\/09\/Madre.png 306w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, (max-width: 640px) 100vw, 306px\" \/><\/span><\/div><\/div><\/div><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-1 fusion_builder_column_2_3 2_3 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:66.666666666667%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:2.88%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:2.88%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p style=\"text-align: right;\"><i>\u00abAchamos que dizemos o que queremos, mas \u00e9 o que quiseram os outros, mais particularmente nossa fam\u00edlia, que nos fala. Escutem esse n\u00f3s como um objeto direto. Somos falados e, por causa disso, fazemos, dos acasos que nos levam, alguma coisa de tramado. Com efeito, h\u00e1 uma trama \u2013 chamemos isso de nosso destino.\u00bb<\/i><br \/>Jacques Lacan \/ 16-6-1975<\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\"><p style=\"text-align: justify;\">Um tra\u00e7o decisivo do estado atual da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental \u00e9 que\u00a0<span style=\"color: #3399cc;\"><b class=\"TextoAzul\">as fam\u00edlias se modificaram ao ritmo do decl\u00ednio do pai<\/b><\/span>: ampliadas, juntadas, monoparentais, homoparentais\u2026, as fam\u00edlias incorporam em seu seio as consequ\u00eancias do fato de que o tradicional pai de fam\u00edlia j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais o que era. Isso \u00e9 assim, por mais que os renovos nost\u00e1lgicos ou retornos fundamentalistas pretendam convoc\u00e1-lo novamente, ou servir-se cinicamente dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De uma forma ou de outra,\u00a0<b class=\"TextoAzul\"><span style=\"color: #3399cc;\">at\u00e9 agora ningu\u00e9m p\u00f4de escapar dos\u00a0<\/span><i><span style=\"color: #3399cc;\">assuntos de fam\u00edli<\/span>a<\/i><\/b>. Tendo em vista os encontros e desencontros causados pelos deslizamentos do desejo humano, o la\u00e7o social encontra na\u00a0<i>fam\u00edlia<\/i>\u00a0um referente necess\u00e1rio a partir do qual homens e mulheres se tornam m\u00e3es, pais e filhos &#8211; com suas desin\u00eancias &#8211; para fixar, baseados nele e em seus corpos, as vers\u00f5es singulares do mal-entendido entre os sexos, pautados nas respostas de suas fantasias inconscientes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tanto \u00e9 assim que os div\u00e3s anal\u00edticos registram o quanto aqueles que neles se deitam n\u00e3o deixam de falar de\u00a0<i>assuntos de fam\u00edlia<\/i>, de oferecer a seus analistas a obscura trama do que consideram seus destinos \u2013 trama que, ao desenrolar-se entre relatos, sonhos e associa\u00e7\u00f5es, revela as conting\u00eancias dos acontecimentos vividos, logo transformados em necess\u00e1rios ao serem processados pela subst\u00e2ncia gozante que anima cada um.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As\u00a0<span style=\"color: #3399cc;\"><i><b class=\"TextoAzul\">transforma\u00e7\u00f5es da intimidade<\/b><\/i><\/span>, nos dias de hoje, afetam as fam\u00edlias. Em nome do gozo do olhar, <span style=\"color: #3399cc;\"><i><b class=\"TextoAzul\">o privado se torna p\u00fablico<\/b><\/i><\/span>: o\u00a0<i>tudo para ver &#8211; tudo para mostrar\u00a0<\/i>\u00e9 ativado por meio de m\u00faltiplos\u00a0<i>gadgets<\/i>\u00a0que acionam, atrav\u00e9s de telas,<b class=\"TextoAzul\">\u00a0<\/b><i>omnivoyeurs<\/i>\u00a0com os quais os filhos se intercomunicam. \u00c9 frequente o fato de os\u00a0<i>segredos<\/i>\u00a0mais \u00edntimos de uma fam\u00edlia serem revelados nas redes sociais para, em seguida, serem viralizados, ocasionalmente fora do controle dos pais (os quais, al\u00e9m disso, tendem a ser ultrapassados pelo vertiginoso avan\u00e7o tecnol\u00f3gico).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, se do pai como genitor sempre se p\u00f4de duvidar, hoje,\u00a0<span style=\"color: #3399cc;\"><b class=\"TextoAzul\">as tecnoci\u00eancias permitem p\u00f4r entre par\u00eantesis o fato de a m\u00e3e ser\u00a0<i>cert\u00edssima<\/i>. Al\u00e9m disso, as\u00a0<i>novas configura\u00e7\u00f5es familiares<\/i><\/b><\/span>\u00a0(que, com as novas leis referidas \u00e0 alian\u00e7a e ao g\u00eanero, passaram do\u00a0<i>pai de fam\u00edlia\u00a0<\/i>para as\u00a0<i>parentalidades)<\/i>\u00a0mostram que pode haver duas m\u00e3es \u2013 ou dois pais \u2013 para um filho, evidenciando at\u00e9 que ponto se trata sempre de fun\u00e7\u00f5es que se distribuem mais al\u00e9m dos sexos implicados no assunto (o que n\u00e3o garante a aus\u00eancia de respostas sintom\u00e1ticas nos filhos, pais e\/ou fam\u00edlias). Devemos destacar a import\u00e2ncia de considerar os\u00a0<span style=\"color: #3399cc;\"><i><b class=\"TextoAzul\">efeitos da ci\u00eancia e das t\u00e9cnicas de reprodu\u00e7\u00e3o nas novas configura\u00e7\u00f5es familiares<\/b><\/i><\/span>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #3399cc;\"><b class=\"TextoAzul\">A\u00a0<i>constru\u00e7\u00e3o da adolesc\u00eancia<\/i><\/b><\/span>\u00a0\u2013 referida assim por J.-A. Miller- requer novos cen\u00e1rios: as\u00a0<i>tribos urbanas<\/i>\u00a0s\u00e3o as micro-totalidades \u00e0s quais os jovens costumam recorrer para &#8216;reinventar-se&#8217; ap\u00f3s a eclos\u00e3o do universo paterno que, at\u00e9 ontem, (bem ou mal) os abrigara. \u00c9 cada vez mais frequente a exist\u00eancia de\u00a0<span style=\"color: #3399cc;\"><i><b class=\"TextoAzul\">fam\u00edlias sem pai<\/b><\/i><\/span>, comandadas por\u00a0<i>m\u00e3es sozinhas<\/i>\u00a0&#8211; que devem se encarregar delas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse contexto, os\u00a0<i><b class=\"TextoAzul\"><span style=\"color: #3399cc;\">maus garotos<\/span>\u00a0<\/b><\/i>(<span style=\"color: #3399cc;\"><b class=\"TextoAzul\">chicos malos<\/b><\/span>) (pobres ou ricos) se apresentam desafiantes da autoridade, substituindo-a, ocasionalmente, por drogas e\/ou por armas com as quais tentam fazer-se um lugar no mundo. As classes sociais j\u00e1 n\u00e3o servem como conceito reunificador que d\u00ea conta dos acontecimentos; com os fen\u00f4menos da globaliza\u00e7\u00e3o, as fam\u00edlias atuais atravessam os diversos cen\u00e1rios da p\u00f3s-modernidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00a0<i><b class=\"TextoAzul\"><span style=\"color: #3399cc;\">viol\u00eancia urbana e as segrega\u00e7\u00f5es familiare<\/span>s<\/b><\/i>\u00a0apresentam diariamente novas v\u00edtimas. A atualidade do\u00a0<i>feminic\u00eddio<\/i>, por exemplo, por acaso n\u00e3o \u00e9 um novo nome para um velho problema, que encontrou a merecida san\u00e7\u00e3o legal e que d\u00e1 conta do retorno impotente do pai\/homem quando acabaram os recursos simb\u00f3licos para suportar o\u00a0<i>h\u00e9tero\u00a0<\/i>em uma mulher?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jacques-Alain Miller se valeu da cita\u00e7\u00e3o em ep\u00edgrafe para demonstrar at\u00e9 que ponto Jacques Lacan \u2013 na \u00faltima parte de seu ensino &#8211; se esfor\u00e7ou para destituir &#8216;a psican\u00e1lise baseada no Outro&#8217;. Isso o levou a\u00a0<span style=\"color: #3399cc;\"><b class=\"TextoAzul\">repensar a\u00a0<i>pr\u00e1tica da psican\u00e1lise<\/i><\/b><\/span><i>\u00a0<\/i>n\u00e3o a partir do Outro, mas a partir do\u00a0<i>Um sozinho<\/i>. [1]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Referindo-se a Jacques Lacan em seu\u00a0<i>Semin\u00e1rio<\/i>\u00a024 [2] a prop\u00f3sito de Joyce, Miller convida a\u00a0<i>n\u00e3o se conformar em ser falado por sua fam\u00edlia<\/i>, mas, ao contr\u00e1rio, a\u00a0<i>reconhecer sua identidade\u00a0<\/i>sinthomal; conclui que\u00a0<i>ser seu sinthoma \u00e9 livrar-se das esc\u00f3rias herdadas do discurso do Outro, depois de t\u00ea-las percorrido<\/i>. Devemos ressaltar que, previamente, ele havia identificado o Inconsciente \u2013 que hoje chamamos de transferencial &#8211; com o discurso da\u00a0<i>\u00abpr\u00f3pria fam\u00edlia\u00bb<\/i>. [3]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os\u00a0<i>assuntos de fam\u00edlia<\/i>, quando se trata do analisado, parecem encontrar seu \u00b4destino\u00b4 em uma brusca redu\u00e7\u00e3o:\u00a0<span style=\"color: #3399cc;\"><b class=\"TextoAzul\">separar- se &#8216;das esc\u00f3rias herdadas do discurso do Outro&#8217;<\/b><\/span>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Referir-se aos<i>\u00a0assuntos de fam\u00edlia<\/i>\u00a0implica, para n\u00f3s, interrogar as formas por meio das quais cada um tentou dar sentido \u00e0 sua pr\u00f3pria exist\u00eancia, a partir do Outro. Desse modo, trata-se de passar do Outro &#8211; considerado desde o in\u00edcio como causa e culpado do destino do indiv\u00edduo \u2013 \u00e0 insond\u00e1vel responsabilidade de\u00a0<i>um<\/i>\u00a0sozinho acompanhado por seu\u00a0<i>sinthoma<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por essa raz\u00e3o, alojar os\u00a0<i>assuntos de fam\u00edlia<\/i>\u00a0na pr\u00e1tica anal\u00edtica implica deixar-se enredar \u2013 o tempo que for necess\u00e1rio \u2013 pela s\u00e9rie de mal-entendidos ed\u00edpicos nos quais algu\u00e9m se constituiu, a fim de colaborar para que ele se desenrede deles no final do percurso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse trajeto trope\u00e7am n\u00e3o apenas os analisantes,\u00a0<span style=\"color: #3399cc;\"><b class=\"TextoAzul\">pois n\u00f3s, analistas, tamb\u00e9m tendemos a enredar-nos com os\u00a0<i>assuntos de fam\u00edlia<\/i><\/b><\/span>. O lapso do ato anal\u00edtico frequentemente se nutre com esses\u00a0<i>assuntos de fam\u00edlia\u00a0<\/i>e convoca, por essa via, \u00e0 supervis\u00e3o da pr\u00e1tica e \u00e0 an\u00e1lise do analista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Seus enredos na pr\u00e1tica,\u00a0<\/i>subt\u00edtulo dos\u00a0<i>Assuntos de fam\u00edlia,<\/i>\u00a0toma, assim, o valor de advert\u00eancia para o praticante da psican\u00e1lise.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A eles nos dedicaremos em nosso pr\u00f3ximo ENAPOL VIII.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esperamos por voc\u00eas!<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"NotasPie\">\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Notas<\/h3>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li>A partir do que h\u00e1 de absoluto no\u00a0<i>sinthoma<\/i>\u00a0do Uno&#8230; Tempo 2: sintoma-inconsciente-Destino\/\/Tempo 1:\u00a0<i>Sinthoma-Une-b\u00e9vue<\/i>-Azares. Miller, J.-A.,\u00a0<i>El<\/i>\u00a0ultim\u00edsimo\u00a0<i>Lacan<\/i>, Curso de la Orientaci\u00f3n Lacaniana, Buenos Aires: Paid\u00f3s, pp. 138-140.<\/li>\n<li>Lacan, J., Semin\u00e1rio 24, \u00ab<i>L\u00b4insu que sait de l&#8217;une b\u00e9vue s\u00e1ile a`mourre<\/i>\u00ab, in\u00e9dito.<\/li>\n<li>\u00abPorque el inconsciente es el discurso de los otros, del Otro,de nuestra familia&#8230;\u00bb Miller, J.-A.,\u00a0<i>op. cit<\/i>., p. 138.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tradu\u00e7\u00e3o: Vera Avellar Ribeiro<\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":3,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/42"}],"collection":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/42\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":223,"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/42\/revisions\/223"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/viii\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}