{"id":3015,"date":"2023-04-25T16:10:41","date_gmt":"2023-04-25T19:10:41","guid":{"rendered":"https:\/\/enapol.com\/xi\/?post_type=avada_portfolio&#038;p=3015"},"modified":"2023-04-25T18:26:13","modified_gmt":"2023-04-25T21:26:13","slug":"meter-la-pata-2","status":"publish","type":"avada_portfolio","link":"https:\/\/enapol.com\/xi\/pt\/portfolio-items\/meter-la-pata-2\/","title":{"rendered":"Meter la pata *"},"content":{"rendered":"<p><div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container has-pattern-background has-mask-background nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-margin-top:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1248px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\" style=\"--awb-font-size:22px;--awb-text-font-family:&quot;Public Sans&quot;;--awb-text-font-style:normal;--awb-text-font-weight:700;\"><p style=\"text-align: justify;\">Oscar Zack &#8211; EOL<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-2 fusion-flex-container has-pattern-background has-mask-background nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1248px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-1 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div style=\"text-align:right;\"><a class=\"fusion-button button-flat fusion-button-default-size button-default fusion-button-default button-1 fusion-button-default-span fusion-button-default-type\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"http:\/\/enapol.com\/xi\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/ENAPOL-Oscar-Zack-PT-2.pdf\"><i class=\"fa-download fas button-icon-left\" aria-hidden=\"true\"><\/i><span class=\"fusion-button-text\">PDF<\/span><\/a><\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;margin-top:20px;margin-bottom:20px;width:100%;\"><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\"><p style=\"text-align: right;\">\u00a0\u201cFalar \u00e9 uma necessidade, escutar \u00e9 uma arte\u201d<br \/>\n<em>Goethe<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vou come\u00e7ar esta apresenta\u00e7\u00e3o fazendo refer\u00eancia ao que se poderia considerar, for\u00e7ando um pouco a quest\u00e3o, como uma demanda quase anal\u00edtica de que se tem conhecimento na hist\u00f3ria, pelo menos para mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vou direto ao ponto: no <em>Discurso do m\u00e9todo<\/em><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>, que tem por subt\u00edtulo: <em>Para bem conduzir a pr\u00f3pria raz\u00e3o e buscar a verdade nas ci\u00eancias<\/em>, o autor, Ren\u00e9 Descartes, n\u00e3o s\u00f3 relata que foi educado por jesu\u00edtas, como tamb\u00e9m nos faz saber que, desde menino, soube cultivar o estudo das letras. Esse interesse prematuro pelo saber lhe fazia supor que assim se poderia adquirir um conhecimento claro e seguro do que \u00e9 \u00fatil na vida, raz\u00e3o pela qual tinha um extremo desejo de aprend\u00ea-las.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, ocorre que, terminada sua forma\u00e7\u00e3o, quando j\u00e1 estava em condi\u00e7\u00f5es de ser colocado entre os doutos, mudou radicalmente de opini\u00e3o, ao descobrir que se encontrava invadido de d\u00favidas e incertezas que lhe revelavam sua desorienta\u00e7\u00e3o. Esta revela\u00e7\u00e3o o levou a pensar no inacabado e insuficiente da educa\u00e7\u00e3o recebida de seus educadores para alcan\u00e7ar seu objetivo juvenil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E assim, quando sua idade lhe permitiu, afastou-se da sujei\u00e7\u00e3o a eles e se dirigiu \u00e0 busca de um saber que pudesse encontrar por si mesmo, o cito: \u201cE eu sempre tive um imenso desejo de aprender a distinguir o verdadeiro do falso, para ver claro nas minhas a\u00e7\u00f5es e caminhar com seguran\u00e7a nesta vida. \u00c9 certo que, enquanto me limitava a considerar os costumes dos outros homens, pouco encontrava que me satisfizesse [\u2026].<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse enunciado descreve o momento em que um sujeito, incluindo Descartes, encontra-se no instante de ver. Momento cheio de d\u00favidas e incertezas que indicam o encontro com a inconsist\u00eancia do Outro, que costuma preceder a busca por uma an\u00e1lise. O saber acad\u00eamico, nos ensina Descartes, costuma ser insuficiente para nos orientar na vida, costuma ser uma b\u00fassola que aponta para um norte impreciso e \u2013 por que n\u00e3o? \u2013 equivocado para um sujeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Consentindo com essa perspectiva, geram-se as condi\u00e7\u00f5es de possibilidade para que a irrup\u00e7\u00e3o da ignor\u00e2ncia se apresente como uma epifania. \u00c9 a epifania da ignor\u00e2ncia. De qual ignor\u00e2ncia falamos? Daquela referida ao saber inconsciente e \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de gozo que dificultam ou impedem o anseio cartesiano de \u201ccaminhar com seguran\u00e7a na vida\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outros termos, quando a inadequa\u00e7\u00e3o entre a pergunta que o sintoma porta e a resposta que o fantasma oferece se faz presente, gera-se certo desencadeamento que impulsiona a busca por um novo saber que vai al\u00e9m do saber fantasm\u00e1tico e que, no caso invocado, estava articulado ao saber erudito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um sujeito costuma ser, parafraseando Nietzsche, \u201cum campo de batalha\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dito isto, proponho um salto no tempo para estabelecer um vaso comunicante, talvez seja uma ousadia de minha parte, com o Semin\u00e1rio 24 de Lacan. Nele, depois de propor traduzir <em>une-b\u00e9vue<\/em> como <em>o inconsciente<\/em>, afirma que \u201cUm sonho constitui uma <em>metida de pata<\/em><a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>como um ato falho ou um chiste, salvo que no chiste nos reconhecemos porque ele procede daquilo que denominei lal\u00edngua\u201d<sup> <a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quer dizer que as forma\u00e7\u00f5es do inconsciente, entre as quais devemos incluir tamb\u00e9m o sintoma, merecem ser consideradas como uma <em>metida de pata. <\/em>Por qu\u00ea? Porque ao emergirem do inconsciente geram as condi\u00e7\u00f5es, mediante uma an\u00e1lise, para a abertura de um novo saber que possibilite fazer uso da psican\u00e1lise que, n\u00e3o se pode esquecer, \u00e9 \u201cuma via pr\u00e1tica para se sentir melhor\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2018Meter la pata\u2019<\/em> \u00e9 um sintagma que, ao designar as forma\u00e7\u00f5es do inconsciente, possibilita a abertura ao trabalho anal\u00edtico para aceder a um novo saber. Novo saber que funciona como guia para sair do labirinto da neurose, para sair da armadilha do gozo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O encontro com um analista<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong>O analisante, uma vez atravessada a porta que institui a entrada em an\u00e1lise, ir\u00e1 experimentar, a partir da sua inser\u00e7\u00e3o no dispositivo anal\u00edtico, o que significa ser part\u00edcipe de um espa\u00e7o no qual o di\u00e1logo convencional \u00e9 subvertido. Esta experi\u00eancia se percebe de maneira mais vivaz uma vez conclu\u00eddas as entrevistas chamadas, <em>a posteriori <\/em>\u00e0 entrada, de preliminares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00e3o h\u00e1 entrada poss\u00edvel em an\u00e1lise sem entrevistas preliminares\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>, lembra Lacan localizando assim o ponto de converg\u00eancia para todo come\u00e7o de an\u00e1lise. Pois bem, uma vez instalado o la\u00e7o anal\u00edtico, se o analista n\u00e3o o obstrui, mas o propicia, desencadeia-se esse fen\u00f4meno que chamamos de transfer\u00eancia anal\u00edtica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que possibilita que esse novo amor tome forma?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A transfer\u00eancia, \u00e9 preciso lembrar, \u00e9 transfenom\u00eanica \u00e0 experi\u00eancia anal\u00edtica. Por qu\u00ea? Porque surge, entre outras coisas, a partir do efeito in\u00e9dito gerado pelo uso particular que o analista faz da palavra ao se distanciar do di\u00e1logo convencional e fazer um uso da palavra que, como ensina Lacan, n\u00e3o est\u00e1 ao alcance de todo mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O analista, com seu dizer silencioso, possibilita vetorizar o discurso do analisante que ir\u00e1 daquilo que se cr\u00ea saber ao n\u00e3o sabido. O novo e subversivo \u00e9 encontrar-se com uma escuta que possa \u201cdar a justa imagem do seu desejo\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> e que gere, assim, a possibilidade de chegar a um novo arranjo com o gozo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso \u00e9 poss\u00edvel na medida em que o analisante possa captar que \u201co inconsciente \u00e9 em s\u00edntese, que falamos \u2013 supondo que haja <em>parl\u00eatre <\/em>\u2013 sozinhos. Falamos sozinhos porque sempre dizemos uma s\u00f3 e mesma coisa, a menos que possamos abrir-nos a dialogar com um psicanalista. N\u00e3o h\u00e1 forma de atuar de outro modo a n\u00e3o ser recebendo de um psicanalista aquilo que perturbe nossa pr\u00f3pria defesa\u201d<sup> <a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a><\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, n\u00e3o podemos esquecer que \u201ca boa vontade do analisante nunca encontra nada pior do que a resist\u00eancia do analista\u201d<sup> <a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a><\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para concluir<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Invoco novamente Descartes, nosso analisante fict\u00edcio, que nos faz saber que encontrou mais verdade nos racioc\u00ednios feitos sobre as quest\u00f5es que importam para cada um e cujas consequ\u00eancias chegar\u00e3o logo se ele se equivoca, do que naqueles formulados por um homem de letras em seu gabinete, que n\u00e3o produzem nenhum efeito nem lhe trazem consequ\u00eancias. Talvez como s\u00edntese, tamb\u00e9m ilustra o seguinte, o cito: \u201cDepois que empreguei alguns anos em estudar assim no livro do mundo, e em procurar adquirir alguma experi\u00eancia, tomei um dia a resolu\u00e7\u00e3o de estudar tamb\u00e9m a mim pr\u00f3prio e de empregar todas as for\u00e7as de meu esp\u00edrito na escolha dos caminhos que devia seguir\u201d<sup> <a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a><\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para al\u00e9m da b\u00fassola cartesiana, podemos sustentar que come\u00e7ar a analisar-se permite percorrer o caminho que vai da seguran\u00e7a inconsistente do fantasma \u00e0 seguran\u00e7a que se nutre do saber.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Come\u00e7ar a se analisar<\/em> \u00e9 uma experi\u00eancia que, na medida em que a <em>hystoria<\/em> vai se escrevendo, percorre-se o caminho que levar\u00e1 o analisante ao ex\u00edlio de sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Concluo evocando Samuel Beckett: \u201cPossivelmente, s\u00f3 h\u00e1 caminhos equivocados. Entretanto, h\u00e1 que se encontrar o caminho equivocado que conv\u00e9m a cada um\u201d<sup> <a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a><\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1\u00b0 de mar\u00e7o de 2023<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tradu\u00e7\u00e3o: Ruskaya Maia<br \/>\nRevis\u00e3o: Paola Salinas e Renata Martinez<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">* N. T.: A express\u00e3o em portugu\u00eas que mais se aproxima do sentido da express\u00e3o em espanhol <em>meter la pata<\/em> \u00e9 \u2018pisar na bola\u2019, que traz a significa\u00e7\u00e3o de erro, equ\u00edvoco, trope\u00e7o, mas tamb\u00e9m de \u2018gafe\u2019 e se aproxima do sentido do termo franc\u00eas \u2018<em>b\u00e9vue<\/em>\u2019 utilizado por Lacan na cita\u00e7\u00e3o trazida pelo autor. Em portugu\u00eas n\u00e3o temos uma tradu\u00e7\u00e3o oficial para a aula citada do Semin\u00e1rio 24, contudo,<em> \u201cun b\u00e9vue\u201d<\/em> \u00e9 frequentemente traduzido como \u2018equivoca\u00e7\u00e3o\u2019, ou \u2018trope\u00e7o\u2019. Optamos por manter a express\u00e3o em espanhol <em>meter la pata<\/em> pois ela se torna um sintagma dentro do desenvolvimento do texto e foi tomada da tradu\u00e7\u00e3o desta aula do semin\u00e1rio 24 j\u00e1 publicada em espanhol.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Descartes, R., (1637) <em>Discurso do m\u00e9todo<\/em>, S\u00e3o Paulo, Difel, Cole\u00e7\u00e3o Cl\u00e1ssicos Garnier, 1962.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> <em>Ibid<\/em>., p. 47.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Ver Nota de Tradu\u00e7\u00e3o 1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> Lacan, J., \u201cO semin\u00e1rio, livro 24, <em>L\u2019insu que sait de l\u2019une-b\u00e9vue s\u2019aile \u00e0 mourre<\/em>\u201d, aula de 16 de novembro de 1976 publicada em <em>Revista Lacaniana de Psicoan\u00e1lisis<\/em>, n.\u00ba 29, Buenos Aires, Grama, 2021, p. 9. Tradu\u00e7\u00e3o livre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> Lacan, J., \u201cO semin\u00e1rio, livro 24, <em>L\u2019insu que sait de l\u2019une-b\u00e9vue s\u2019aile \u00e0 mourre<\/em>\u201d, aula de 14 de dezembro de 1976 publicada em <em>Revista Lacaniana de Psicoan\u00e1lisis<\/em>, n.\u00ba 29, Buenos Aires, Grama, 2021, p. 14. Tradu\u00e7\u00e3o livre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> Lacan, J., <em>Estou falando com as paredes<\/em>, Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2011, p. 41.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> Lacan, J., <em>O semin\u00e1rio, livro 1, Os escritos t\u00e9cnicos de Freud<\/em>, Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1979, p. 167.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> Lacan, J., \u201cO semin\u00e1rio, livro 24, <em>L\u2019insu que sait de l\u2019une-b\u00e9vue s\u2019aile \u00e0 mourre<\/em>\u201d, aula de 11 de janeiro de 1977, publicada em <em>Revista Lacaniana de Psicoan\u00e1lisis<\/em>, n.\u00ba 30, Buenos Aires, Grama, 2021, p. 14. Tradu\u00e7\u00e3o livre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> <em>Ibidem<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o livre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> Descartes, R., (1637) <em>Discurso do m\u00e9todo<\/em>, <em>op<\/em>. <em>cit<\/em>., p. 48.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a> Juliet, Ch., <em>Encuentros con Samuel Beckett<\/em>, Conversaci\u00f3n del 14 de noviembre de 1975, Espa\u00f1a, Biblioteca de Ensayo, Siruela, 2006, p. 61. Tradu\u00e7\u00e3o livre.<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":3061,"menu_order":39,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"portfolio_category":[155,149],"portfolio_skills":[],"portfolio_tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/3015"}],"collection":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio"}],"about":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/avada_portfolio"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3015"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/3015\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3067,"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/3015\/revisions\/3067"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3061"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3015"}],"wp:term":[{"taxonomy":"portfolio_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_category?post=3015"},{"taxonomy":"portfolio_skills","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_skills?post=3015"},{"taxonomy":"portfolio_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_tags?post=3015"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}