{"id":3380,"date":"2023-05-21T21:03:05","date_gmt":"2023-05-22T00:03:05","guid":{"rendered":"https:\/\/enapol.com\/xi\/?post_type=avada_portfolio&#038;p=3380"},"modified":"2023-05-22T16:23:00","modified_gmt":"2023-05-22T19:23:00","slug":"de-um-lugar-a-outro","status":"publish","type":"avada_portfolio","link":"https:\/\/enapol.com\/xi\/pt\/portfolio-items\/de-um-lugar-a-outro\/","title":{"rendered":"De um lugar a outro"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container has-pattern-background has-mask-background nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1248px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div style=\"text-align:right;\"><a class=\"fusion-button button-flat fusion-button-default-size button-default fusion-button-default button-1 fusion-button-default-span fusion-button-default-type\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"http:\/\/enapol.com\/xi\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/ENAPOL-Lizbeth-Ahumada-PT.pdf\"><span class=\"fusion-button-text\">PDF<\/span><\/a><\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;margin-top:20px;margin-bottom:20px;width:100%;\"><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p style=\"text-align: justify;\"><strong>Lizbeth Ahumada Yanet &#8211; NEL<em>cf<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todo in\u00edcio deve garantir um passo: o primeiro. \u00c9 a condi\u00e7\u00e3o do percurso. A imagem que vale \u00e9 a do p\u00e9 que se levanta e avan\u00e7a numa dire\u00e7\u00e3o, escandindo a realidade, \u00e0s vezes, de maneira impercept\u00edvel. Nesse sentido, \u00e9 o passo que articula a dimens\u00e3o espa\u00e7o-temporal num ponto e estabelece a escans\u00e3o na diacronia do trajeto: antes aqui, depois ali. \u00c9 dentro desse marco que podemos pensar a fun\u00e7\u00e3o da porta, a que introduz uma descontinuidade, a que separa dois registros a partir de uma abertura que encarna um corte. Lacan, no semin\u00e1rio <em>O eu na teoria de Freud e na t\u00e9cnica da psican\u00e1lise <\/em>nos diz que costumamos passar por uma porta sem perceber e, nesse sentido, a porta n\u00e3o cumpre a mesma fun\u00e7\u00e3o instrumental que a janela: \u201ca porta, por sua natureza, pertence \u00e0 ordem simb\u00f3lica, e ela abre para algo, n\u00e3o sabemos muito bem se \u00e9 para o real ou para o imagin\u00e1rio, mas \u00e9 para um dos dois.\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, Lacan aludiu ao objeto porta como o s\u00edmbolo por excel\u00eancia, \u201caquele pelo qual sempre se reconhecer\u00e1 a passagem do homem em algum lugar, pela cruz que ela desenha, ao fazer com que se entrecruzem o acesso e a cerca.\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Tal como evoca a c\u00e9lebre frase de Neil Armstrong ao pisar na lua: \u201c\u00e9 um pequeno passo para o homem, mas um salto gigantesco para a humanidade\u201d, a isso haveria que se acrescentar, certamente, que antes abriu-se a porta que permitiu isso \u2013 com a m\u00e1xima sofistica\u00e7\u00e3o de nossa imagina\u00e7\u00e3o \u2013, a porta de um foguete. Em outras palavras, o passo requer esse intervalo, esse corte que a porta produz no seu movimento de abertura e fechamento. Por isso, podemos dizer que cada porta tem seu tra\u00e7o de Rubic\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 diferen\u00e7a de Deus que se faz a porta e que, segundo S\u00e3o Jo\u00e3o, proclama: \u201cEu sou a porta; quem entrar por mim ser\u00e1 salvo\u201d \u2013 met\u00e1fora que delimita e diferencia o conjunto dos que entrariam e receberiam a salva\u00e7\u00e3o, do conjunto dos exclu\u00eddos dela \u2013, Lacan introduz outra pergunta: \u201ce se nela fizessem uma porta, onde seria o interior? Onde seria o exterior?\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. Dessa maneira, destaca que o objeto porta estabelece em si mesmo uma topologia al\u00e9m da delimita\u00e7\u00e3o do dentro e do fora; algo que podemos apreender, por exemplo, do testemunho de alguns sujeitos autistas, para quem a experi\u00eancia com o objeto porta n\u00e3o parte da considera\u00e7\u00e3o do s\u00edmbolo, mas sim de um signo, sob o peso do real. Certamente, a possibilidade de consentir com alguma altera\u00e7\u00e3o que rompe com um cont\u00ednuo e estabelece fronteiras j\u00e1 \u00e9 uma conquista subjetiva. No seu livro <em>Atravessando as portas do autismo<\/em>, Temple Grandin<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> testemunha o terror que lhe causava atravessar a porta de vidro de um supermercado (aquele tipo de porta autom\u00e1tica). Nos diz que quando se <em>deparava<\/em> com tal porta, sentia-se doente: \u201cminhas pernas tremiam, meu rosto pingava suor e sentia meu est\u00f4mago revirar. Tinha pressa em passar pela porta na esperan\u00e7a de que meu crescente mal-estar desaparecesse, mas n\u00e3o era assim\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>. Essa porta percebida por Grandin como fortemente \u201cnot\u00f3ria\u201d, lhe causava horror ter que atravess\u00e1-la por dois segundos. Um corte, um vazio que parecia engoli-la sem ter onde se agarrar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em certo sentido, quando aludimos \u00e0 experi\u00eancia anal\u00edtica, podemos dizer que a vertigem dessa topologia que exclui a viv\u00eancia do dentro e do fora tamb\u00e9m se percebe. Primeiramente, a porta a atravessar \u00e9 a da consulta do analista. N\u00e3o \u00e9 a porta de vidro descrita por Tample Grandin, a do analista n\u00e3o \u00e9 transparente e espera-se que ele pr\u00f3prio a abra. O passo para atravess\u00e1-la n\u00e3o \u00e9 sem ang\u00fastia porque, depois de tudo, \u201co que sempre esperamos ao abrir do pano sen\u00e3o aquele breve momento de ang\u00fastia, rapidamente extinto, mas que nunca falta [&#8230;] o momento das tr\u00eas batidas e da cortina que se abre?\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>. Assim, a cada vez que a cena anal\u00edtica se refaz, o ponto que circunscreve a passagem \u00e0 outra coisa \u00e9 elidido, esse instante exato em que se atravessa o umbral. Uma vez instalada a transfer\u00eancia, essa porta vai al\u00e9m do elemento que determina a diferen\u00e7a entre interior e exterior porque ela mesma no seu limite faz parte da experi\u00eancia como tal. O paradoxo consiste em que n\u00e3o \u00e9 certo que, atravessando o umbral de uma porta, se esteja em outro lugar; mais ainda, cada passagem pela porta se repetir\u00e1 uma e outra vez, mas \u00e9 claro que, em cada ocasi\u00e3o, n\u00e3o se trata da mesma. Assim disse o poeta: \u201cPregunt\u00e9 a la tarde de abril que mor\u00eda: \u2012 \u00bfAl fin la alegr\u00eda se acerca a mi casa? La tarde de abril sonri\u00f3: \u2012La alegr\u00eda pas\u00f3 por tu puerta\u2012 y luego, sombr\u00eda: \u2012Pas\u00f3 por tu puerta. Dos veces no pasa\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No tratamento anal\u00edtico, um sujeito evidencia que n\u00e3o s\u00e3o poucos os momentos em que se experimenta a sensa\u00e7\u00e3o de movimento, de mudan\u00e7a, de deslocamento, de avan\u00e7o. N\u00e3o necessariamente sob a figura do atravessamento; em todo caso, trata-se da sensa\u00e7\u00e3o de chegar a um novo lugar desde onde se fala. Por exemplo, para Lacan, come\u00e7ar uma an\u00e1lise requer uma certa implica\u00e7\u00e3o do paciente em seus ditos, em sua posi\u00e7\u00e3o a respeito do gozo que se desprende de seu dizer, foi isso que chamou de retifica\u00e7\u00e3o subjetiva. Neste sentido, o sujeito encontra a novidade do que emerge como outro lugar para ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Miller, a entrada em an\u00e1lise implica um atravessamento da fantasia, condi\u00e7\u00e3o para que se produza a precipita\u00e7\u00e3o do sintoma.<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a> Dessa forma, op\u00f5e a dial\u00e9tica do desejo \u00e0 fixidez do fantasma<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>. Pois bem, digamos que exista uma diversidade de portas fabricadas com materiais e mecanismos diferentes. Assim, podemos pensar que n\u00e3o seria a mesma coisa usar uma porta girat\u00f3ria, que n\u00e3o parece ter um umbral, um cruzamento como tal, e que girando, conduz ao mesmo lugar \u2013 podemos aproximar esse movimento ao que acontece com o sintoma em um tratamento, usar uma porta que divide o plano em dois e define a linha de passagem, por vezes, com uma clara indica\u00e7\u00e3o \u2013 ainda assim podemos aproximar a ideia desta demarca\u00e7\u00e3o com o umbral relativo \u00e0 fantasia. Em todo caso, o que podemos observar \u00e9 que o ato de passar, de dar um passo, instaura para o sujeito um novo la\u00e7o, uma nova posi\u00e7\u00e3o como seu agente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou seja, essa passagem introduz uma mudan\u00e7a de posi\u00e7\u00e3o subjetiva que concerne a um novo lugar. Assim, esse corte que implica a passagem introduz a quest\u00e3o da localiza\u00e7\u00e3o do sujeito. No semin\u00e1rio <em>El lugar y el lazo<\/em>, Miller indica que a posi\u00e7\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com o lugar<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>, a \u201cposi\u00e7\u00e3o aparece enla\u00e7ada a um elemento que se inscreve nela, que pode se inscrever nela [&#8230;]. O Um do lado da posi\u00e7\u00e3o e o m\u00faltiplo do lado do lugar [&#8230;]. A posi\u00e7\u00e3o est\u00e1 implicada nas quest\u00f5es de substitui\u00e7\u00e3o, sutilmente sob a forma da sucess\u00e3o ou de maneira mais vigorosa sob a forma da exclus\u00e3o. Mas, aquele que perdeu sua posi\u00e7\u00e3o por exclus\u00e3o conserva sempre um la\u00e7o com o que o substitui&#8230;\u201d<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>. Por exemplo, o atleta, que por cent\u00edmetros de diferen\u00e7a ganha ou perde uma competi\u00e7\u00e3o, ir\u00e1 se localizar em uma posi\u00e7\u00e3o no lugar do p\u00f3dio com a indica\u00e7\u00e3o: primeiro, segundo ou terceiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Miller afirma que \u201ceventualmente, brigamos pela posi\u00e7\u00e3o, enquanto o lugar \u00e9 bem mais pac\u00edfico, muitos o frequentam e esses, inclusive, podem se coordenar: eis a\u00ed que o la\u00e7o se faz. Se esses muitos se coordenam, \u00e9 poss\u00edvel que cada um tenha sua posi\u00e7\u00e3o [&#8230;]. \u00c9 assim que o lugar, bem ordenado, permite diferenciar uma multiplicidade de posi\u00e7\u00f5es, onde pode girar o que Lacan chamava de <em>discurso<\/em>, no qual se articulam posi\u00e7\u00f5es e elementos\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como acontece naquele jogo em que, ao som da m\u00fasica, um grupo de pessoas dan\u00e7a ao redor de cadeiras colocadas no centro e deve haver um n\u00famero superior de pessoas em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de cadeiras ou, o que d\u00e1 no mesmo, deve haver uma cadeira a menos em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de pessoas (sempre faltar\u00e1 uma). Uma vez que a m\u00fasica para cada integrante deve ocupar sua cadeira e perde quem ficar sem posi\u00e7\u00e3o para sentar-se, assim, sucessivamente, at\u00e9 que ao final, restem duas pessoas e uma s\u00f3 cadeira: ocupa a posi\u00e7\u00e3o de ganhador aquele que , na disputa com m\u00fasica de fundo, sentar-se nela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez, a verdadeira quest\u00e3o implicada na passagem atrav\u00e9s de uma porta seja a de ocupar uma nova posi\u00e7\u00e3o para instituir um novo lugar ou, como diz Miller, dar uma posi\u00e7\u00e3o ao lugar. Mas, \u00e0 diferen\u00e7a da primeira, uma \u00faltima porta na experi\u00eancia deve se parecer mais com um <em>trompe-l\u2019oeil<\/em>, essa ilus\u00e3o de \u00f3tica usada na arquitetura: uma paisagem pintada em uma superf\u00edcie que simula uma imagem real, uma janela que n\u00e3o d\u00e1 para nada, escadas que conduzem a lugar nenhum. Essa porta n\u00e3o ter\u00e1 chave, nem interior, nem exterior, nem umbral; mais ainda e, principalmente, n\u00e3o haver\u00e1 Outro que a abra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tradu\u00e7\u00e3o Cynthia Gon\u00e7alves Gindro<br \/>\nRevis\u00e3o Renata Martinez e Paola Salinas<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Lacan, J., (1954-1955) <em>O Semin\u00e1rio, livro 2: O eu na teoria de Freud e na t\u00e9cnica da <\/em>psican\u00e1lise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1985. p. 376.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> <em>Ibid., <\/em>p. 376.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> <em>Ibidem.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Grandin, T., <em>Atravesando las puertas del autismo<\/em>, Buenos Aires, Paid\u00f3s, 2003.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> <em>Ibid<\/em>., p. 78. Tradu\u00e7\u00e3o livre<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Lacan, J., (1962-1963) <em>O Semin\u00e1rio, livro 10: a ang\u00fastia. <\/em>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2005. p. 86.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Machado, A., \u201cEra una ma\u00f1ana y abril sonre\u00eda\u201d, <em>Poes\u00edas completas<\/em>, Alicante, Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, 2022.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N.T: Por tratar-se de uma poes\u00eda, optamos em deix\u00e1-la na l\u00edngua original. A tradu\u00e7\u00e3o livre seria: \u201cPerguntei \u00e0 tarde de abril que morria: &#8211; Ao fim, a alegria chegar\u00e1 \u00e0 minha casa? A tarde de abril sorriu: &#8211; A alegria passou por sua porta \u2013 e depois, sombria: &#8211; Passou por sua porta. Duas vezes n\u00e3o passa.\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Miller, J-A., <em>D<\/em><em>el s\u00edntoma al fantasma y retorno<\/em>, Buenos Aires, Paid\u00f3s, 2018, p. 13.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> <em>Ibid<\/em>., p. 10.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> NT: Optamos, em portugu\u00eas, pelas palavras \u201cposi\u00e7\u00e3o\u201d e \u201clugar\u201d para traduzir e diferenciar o uso de \u201cs\u00edtio\u201de \u201clugar\u201d no curso de Miller, publicado em espanhol. Mas, vale ressaltar, que em franc\u00eas, elas correspondem a \u201cplace\u201d e \u201clieu\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Miller, J.-A., <em>E<\/em><em>l lugar y el lazo<\/em>, Buenos Aires, Paid\u00f3s, 2013, p. 11. Tradu\u00e7\u00e3o livre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> <em>Ibid. Tradu\u00e7\u00e3o livre.<\/em><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":3377,"menu_order":27,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"portfolio_category":[155,149],"portfolio_skills":[],"portfolio_tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/3380"}],"collection":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio"}],"about":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/avada_portfolio"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3380"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/3380\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3387,"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/3380\/revisions\/3387"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3377"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3380"}],"wp:term":[{"taxonomy":"portfolio_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_category?post=3380"},{"taxonomy":"portfolio_skills","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_skills?post=3380"},{"taxonomy":"portfolio_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_tags?post=3380"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}