{"id":3864,"date":"2023-06-20T23:01:51","date_gmt":"2023-06-21T02:01:51","guid":{"rendered":"https:\/\/enapol.com\/xi\/?post_type=avada_portfolio&#038;p=3864"},"modified":"2023-06-20T17:23:03","modified_gmt":"2023-06-20T20:23:03","slug":"abonados-e-desabonados","status":"publish","type":"avada_portfolio","link":"https:\/\/enapol.com\/xi\/pt\/portfolio-items\/abonados-e-desabonados\/","title":{"rendered":"Abonados e desabonados"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container has-pattern-background has-mask-background nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1248px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div style=\"text-align:right;\"><a class=\"fusion-button button-flat fusion-button-default-size button-default fusion-button-default button-1 fusion-button-default-span fusion-button-default-type\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"http:\/\/enapol.com\/xi\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/ENAPOL-Luis-Tudanca-PT.pdf\"><span class=\"fusion-button-text\">PDF<\/span><\/a><\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;margin-top:20px;margin-bottom:20px;width:100%;\"><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p><strong>Lu\u00eds Tudanca &#8211; EOL<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lacan formula pela primeira vez no Semin\u00e1rio 10, <em>A Ang\u00fastia<\/em>, que \u201c[&#8230;] o que a an\u00e1lise descobre no sintoma \u00e9 que ele n\u00e3o \u00e9 apelo ao Outro, n\u00e3o \u00e9 aquilo que [se] mostra ao Outro.\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele afirma isso no contexto da an\u00e1lise que realiza do <em>acting out<\/em>, no qual, a\u00ed sim, verifica-se que se trata de um apelo ao Outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas Lacan n\u00e3o fica nisso e acrescenta: \u201co sintoma, por natureza, \u00e9 gozo, n\u00e3o se esque\u00e7am disso, [&#8230;] n\u00e3o precisa de voc\u00eas como o <em>acting out<\/em>, ele se basta.\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Priorizo, nesse momento, sublinhar a aus\u00eancia de apelo ao Outro e o \u201cele se basta\u201d. Tentarei justificar tal elei\u00e7\u00e3o no que se segue.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ponto 1: Sintoma e inconsciente necessitam de um grampo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o sintoma se basta, sua articula\u00e7\u00e3o ao inconsciente n\u00e3o parece ser um dado prim\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jacques-Alain Miller diz assim: \u201co inconsciente e o sintoma n\u00e3o pertencem a mesma ordem; afirmar que se enodam [&#8230;] \u00e9 propor que eles s\u00e3o distintos.\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> Isso quer dizer que para falar de sintoma e inconsciente \u00e9 preciso alguma outra coisa que permita essa articula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o ocorre sozinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aceitemos que, quando as coisas s\u00e3o apresentadas assim, devemos supor um sintoma b\u00edfido: sem Outro (sozinho) e com Outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 muito arriscado afirmar que o sintoma pode muito bem se relacionar com o inconsciente, assim como pode manter sua n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o de base.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso nos levaria a falar do sintoma com inconsciente e do sintoma sem inconsciente. Nesse ponto, Miller afirma que \u00e9 preciso um grampo entre inconsciente e sintoma.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O grampo \u00e9 essa \u201calguma outra coisa\u201d que permitiria uma articula\u00e7\u00e3o entre inconsciente e sintoma e que tem, nos diz Miller, distintos valores: Outro, Nome do Pai, <em>Phi<\/em> mai\u00fasculo, cumprindo sua fun\u00e7\u00e3o \u201c[&#8230;] entre elementos fundamentalmente separados\u201d.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Com<\/strong> inconsciente sup\u00f5e, entre outras coisas, o inconsciente estruturado como uma linguagem; o que permitiu a Lacan formalizar o quatern\u00e1rio metaf\u00f3rico a partir do qual se explicam as forma\u00e7\u00f5es do inconsciente, o sintoma como met\u00e1fora, sua poss\u00edvel rela\u00e7\u00e3o com a verdade, enfim, o inconsciente transferencial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sem<\/strong> inconsciente explicita: finalizou-se o deciframento ou ele nem sequer come\u00e7ou. A ningu\u00e9m interessa historizar nem os dramas da fam\u00edlia de origem; mas, ao mesmo tempo, estamos no dom\u00ednio de <em>lal\u00edngua<\/em>, que n\u00e3o \u00e9 estrutura, e no do gozo do sintoma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Poder-se-ia ampliar este t\u00f3pico, mas me detenho aqui, n\u00e3o sem lembrar que Lacan nos advertiu que: \u201cqualquer cr\u00edtica que fosse a nostalgia de um inconsciente em seu desabrochar, de uma pr\u00e1tica em sua intrepidez ainda selvagem, seria ela mesma um puro idealismo\u2019, ao qual op\u00f5e \u201c[&#8230;] nosso realismo\u2019.<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conclus\u00e3o provis\u00f3ria: o grampo \u00e9 necess\u00e1rio ao sustentar a hip\u00f3tese, da qual tentarei desenvolver mais argumentos, de que n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o, h\u00e1 disjun\u00e7\u00e3o entre sintoma e inconsciente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Disjun\u00e7\u00e3o aqui \u201c[&#8230;] significa n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a> e p\u00f5e um limite \u00e0 no\u00e7\u00e3o mesma de estrutura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ponto 2: Sintoma e <em>sinthome<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Falei, at\u00e9 aqui, de sintoma com e sem inconsciente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se queremos dar um passo a mais nesse tema, onde v\u00ednhamos tratando do sintoma, dever\u00edamos falar de <em>sinthome<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se falamos de <em>sinthome<\/em>, aprofunda-se a diferen\u00e7a que venho apresentando em termos de disjun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Miller apresenta a quest\u00e3o da seguinte maneira: \u00ab[&#8230;] o inconsciente deixa de ser um dado inicial. Para tomar aqui um atalho, direi que o dado primeiro \u00e9 o <em>sinthome<\/em>.\u00bb<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a> O <em>sinthome<\/em> \u201cj\u00e1 n\u00e3o \u00e9 uma forma\u00e7\u00e3o do inconsciente que possa ser submetida ao deciframento.\u201d<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se n\u00e3o pode submeter-se ao deciframento, falha o que chamamos de sujeito em psican\u00e1lise.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim, mas agora entramos em cheio no terreno do <em>parl\u00eatre<\/em>, do corpo falante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso nos leva a distinguir, fortemente, entre sintoma e <em>sinthome<\/em>. Miller postula da seguinte maneira: \u201cQual \u00e9, pois, a diferen\u00e7a entre <em>sinthome<\/em> e sintoma? Que o <em>sinthome<\/em> designa precisamente o que o sintoma tem de rebelde ao inconsciente, o que no sintoma n\u00e3o representa o sujeito, o que no sintoma n\u00e3o se presta a nenhum efeito de sentido que produza uma revela\u00e7\u00e3o.\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ponto 3: Desabonado do inconsciente<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00faltima noite preparat\u00f3ria para o pr\u00f3ximo ENAPOL, \u201cCome\u00e7ar a se analisar\u201d, a partir dos precisos textos apresentados por Blanca S\u00e1nchez e Marina Recalde, tive a oportunidade de recomendar a leitura do cap\u00edtulo cinco do curso <em>Sutilezas Anal\u00edticas<\/em> de Miller.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Postulava, nessa noite, que se nos colocamos ao lado da diferen\u00e7a entre sintoma e <em>sinthome<\/em>, isso abre duas vias: uma que chamei de mais cl\u00e1ssica, a do sintoma articulado ao inconsciente; e uma segunda, muito atual, na qual se pode incluir a express\u00e3o usada por Lacan com Joyce, retomada por Miller no cap\u00edtulo mencionado: desabonado do inconsciente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro a destacar \u00e9 que desabonado do inconsciente n\u00e3o \u00e9 desabonado do <em>sinthome<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim como nos acostumamos a dizer que h\u00e1 de se pensar a neurose a partir da psicose e n\u00e3o o contr\u00e1rio, abrir-se-ia a possibilidade de come\u00e7ar a pensar os abonados do inconsciente a partir dos desabonados do inconsciente e n\u00e3o o contr\u00e1rio?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Miller realiza um movimento nessa dire\u00e7\u00e3o. Primeiro, prop\u00f5e que o <em>sinthome<\/em> \u201c[&#8230;] se prop\u00f5e onde n\u00e3o h\u00e1 inconsciente. \u00c9, se quisermos, o negativo do inconsciente\u201d.<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas imediatamente ele acrescenta a ideia de que \u201c[&#8230;] \u00e9 muito poss\u00edvel &#8211; e, ali\u00e1s, \u00e9 o que eu acredito &#8211; que o <em>sinthome<\/em> comporte um ensinamento para os sujeitos abonados do inconsciente.\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o conhecidos os desenvolvimentos de Miller nesse curso nos quais ele aborda, inclusive se poderia dizer, torna equivalentes os termos singularidade e <em>sinthome<\/em>, sustentados na ideia de que h\u00e1 <em>sinthome<\/em> em cada um.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desenvolvimento retomado em <em>El ultim\u00edssimo Lacan<\/em> no qual reafirma que \u201co <em>sinthome<\/em> \u00e9 o singular em cada indiv\u00edduo\u201d<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a> e que \u201co inconsciente n\u00e3o \u00e9, com efeito, o que h\u00e1 de singular em cada indiv\u00edduo\u201d.<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a> Acrescentaria: para o inconsciente, o Outro; para o <em>sinthome<\/em>, o Um.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ponto 4: Come\u00e7ar a se analisar<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na excelente apresenta\u00e7\u00e3o feita pela comiss\u00e3o cient\u00edfica do XI ENAPOL para o nosso pr\u00f3ximo encontro, afirma-se: \u201c[&#8230;] a orienta\u00e7\u00e3o para o real est\u00e1 presente desde a primeira consulta\u00bb e, mais adiante, que \u00ab[&#8230;] o sujeito contempor\u00e2neo e seus novos modos de apresenta\u00e7\u00e3o sintom\u00e1tica encontrem um espa\u00e7o prop\u00edcio para se alojar.\u201d<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, notamos que nas cita\u00e7\u00f5es se fala de sintoma e n\u00e3o de inconsciente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Come\u00e7ar a se analisar<\/em> \u00e9 um t\u00edtulo provocador: refere-se somente aos abonados do inconsciente? Somente eles poderiam se analisar? Qual termo usar para os desabonados do inconsciente se nos privamos do \u201cse analisar\u201d?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Buscarei outro tratamento bem lacaniano. Proponho: De uma quest\u00e3o preliminar a todo tratamento poss\u00edvel dos desabonados do inconsciente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devo reconhecer, n\u00e3o estou convencido. Por que n\u00e3o chamar an\u00e1lise o que v\u00ednhamos fazendo desde muito tempo com os desabonados do inconsciente?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais uma vez, Miller chega em meu aux\u00edlio com seu cap\u00edtulo cinco de <em>Sutilezas anal\u00edticas<\/em>. Ali, ele postula \u201cuma pr\u00e1tica p\u00f3s-joyciana da psican\u00e1lise, aquela que n\u00e3o recorre ao sentido para resolver o enigma do gozo, n\u00e3o conta <em>histe\u00f3rias [hystoires]<\/em>, mas que, al\u00e9m do discurso do inconsciente, visa restituir, em sua nudez e fulgura\u00e7\u00e3o, os acasos que nos levaram para cima e para baixo.\u201d<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma pr\u00e1tica <em>p\u00f3s-joyciana<\/em> \u00e9 uma tremenda defini\u00e7\u00e3o. Pode-se captar a orienta\u00e7\u00e3o, sua l\u00f3gica, ainda que n\u00e3o a compreendamos de todo: \u00e9 uma pr\u00e1tica mais centrada no <em>sinthome<\/em> que no inconsciente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esclarecimento: n\u00e3o fica descartada a opera\u00e7\u00e3o abonado do inconsciente. Por\u00e9m, h\u00e1 que se reconhecer que, hoje, h\u00e1 menos candidatos como esses, apesar de muitos sujeitos seguirem procurando um analista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Direi sem titubear: H\u00e1 pessoas que n\u00e3o t\u00eam uma boa rela\u00e7\u00e3o com o inconsciente. Ficaremos de bra\u00e7os cruzados?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E para onde conduziremos os abonados do inconsciente&#8230; ao incur\u00e1vel, ou seja, ao <em>sinthome<\/em>, que estava l\u00e1 desde o princ\u00edpio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa pr\u00e1tica <em>p\u00f3s-joyciana<\/em> recorre \u00e0s inven\u00e7\u00f5es poss\u00edveis que cada singularidade vai tecendo, vai construindo em uma an\u00e1lise.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 essa quest\u00e3o, Lacan avisou: quando um sujeito chega a nos consultar, n\u00e3o sabe. N\u00e3o sabe o qu\u00ea? N\u00e3o sabe saber fazer a\u00ed com seu <em>sinthome<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Miller chega a falar de \u201cinven\u00e7\u00f5es de corporiza\u00e7\u00e3o.\u201d<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acompanhamos o sujeito nesse exerc\u00edcio, mas n\u00e3o exatamente como secret\u00e1rios. N\u00e3o tomamos nota, cerzimos, tecemos, bordamos; Lacan falou de suturas e emendas com o analisante?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Conclus\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este texto \u00e9 preliminar. Nenhuma conclus\u00e3o. Nada mais que um aporte \u00e0 conversa\u00e7\u00e3o que devemos ter.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tradu\u00e7\u00e3o: Gustavo Ramos da Silva<br \/>\nRevis\u00e3o: Renata Martinez<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> LACAN, Jacques. <em>O Semin\u00e1rio, livro 10<\/em>: A ang\u00fastia (1962-1963). Rio de Janeiro: Zahar, 2005. p. 140.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Ibid, p. 140.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> MILLER, Jacques-Alain. <em>Los signos del goce<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 1998. p. 366. Tradu\u00e7\u00e3o livre.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> MILLER, Jacques-Alain. <em>La experiencia de lo real en la cura psicoanal\u00edtica<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2006. p. 258. Tradu\u00e7\u00e3o livre.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Ibid. Tradu\u00e7\u00e3o livre.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> LACAN, Jacques. O engano do sujeito suposto saber. In: <em>Outros escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2003. p. 332.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> MILLER, Jacques-Alain. <em>La experiencia de lo real en la cura psicoanal\u00edtica<\/em>, <em>op<\/em>. <em>cit<\/em>., p. 270. Tradu\u00e7\u00e3o livre.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> MILLER, Jacques-Alain. <em>Piezas sueltas<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2013. p. 19. Tradu\u00e7\u00e3o livre.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Ibid. Tradu\u00e7\u00e3o livre.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Ibid, p. 72. Tradu\u00e7\u00e3o livre.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> MILLER, Jacques-Alain. <em>Sutilezas anal\u00edticas<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2011. p. 91. [N.T.: Dispon\u00edvel em portugu\u00eas em: MILLER, Jacques-Alain. <em>Perspectiva dos Escritos e Outros Escritos de Lacan<\/em>. Trad. de Vera Avellar Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 2011. p. 83.]<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Ibid, p. 83.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> MILLER, Jacques-Alain. <em>El ultim\u00edsimo Lacan<\/em>. Trad. de St\u00e9phane Verley. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2013. p. 133. Tradu\u00e7\u00e3o nossa.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> Ibid, p. 134. Tradu\u00e7\u00e3o livre.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> Argumento do XI ENAPOL \u201cCome\u00e7ar a se analisar\u201d. Dispon\u00edvel em: https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ENAPOL-Argumento-y-Ejes-PT.pdf<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> MILLER, Jacques-Alain. <em>Perspectivas dos Escritos e Outros Escritos de Lacan<\/em>, <em>op<\/em>. <em>cit<\/em>., p. 87.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a> MILLER, Jacques-Alain. <em>La experiencia de lo real en la cura psicoanal\u00edtica<\/em>. Paid\u00f3s: Buenos Aires, 2011. p. 399. Tradu\u00e7\u00e3o livre.<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":3868,"menu_order":1,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"portfolio_category":[155,149],"portfolio_skills":[],"portfolio_tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/3864"}],"collection":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio"}],"about":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/avada_portfolio"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3864"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/3864\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3872,"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/3864\/revisions\/3872"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3868"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3864"}],"wp:term":[{"taxonomy":"portfolio_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_category?post=3864"},{"taxonomy":"portfolio_skills","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_skills?post=3864"},{"taxonomy":"portfolio_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xi\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_tags?post=3864"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}