{"id":1746,"date":"2025-02-26T12:06:30","date_gmt":"2025-02-26T15:06:30","guid":{"rendered":"https:\/\/enapol.com\/xii\/?page_id=1746"},"modified":"2025-05-28T10:03:34","modified_gmt":"2025-05-28T13:03:34","slug":"citacoes","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/enapol.com\/xii\/epistemico\/bibliografia\/citacoes\/","title":{"rendered":"Cita\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column]<div class=\"vcex-spacing wpex-w-100 wpex-clear\" style=\"height:50px;\"><\/div>[\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]\n<h3><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>FREUD<\/strong><\/span><\/h3>\n<p>&#8220;[&#8230;] as experi\u00eancias dos primeiros anos de nossa inf\u00e2ncia deixam tra\u00e7os inerradic\u00e1veis nas profundezas de nossa mente. Entretanto, ao procurarmos averiguar em nossa mem\u00f3ria quais as impress\u00f5es que se destinavam a influenciar-nos at\u00e9 o fim da vida, o resultado \u00e9, ou absolutamente nada, ou um n\u00famero relativamente pequeno de recorda\u00e7\u00f5es isoladas que s\u00e3o frequentemente de import\u00e2ncia duvidosa ou enigm\u00e1tica&#8221;.<\/p>\n<p>FREUD, S. <strong>Lembran\u00e7as encobridoras.<\/strong> Em Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira. Rio de Janeiro: Imago Ed. Vol III, 1986, p. 271.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO excesso de sexualidade, por si s\u00f3, n\u00e3o \u00e9 suficiente para causar o recalcamento; \u00e9 necess\u00e1ria a coopera\u00e7\u00e3o da defesa; contudo, sem um excesso de sexualidade, a defesa n\u00e3o produz neurose.\u201d<\/p>\n<p>FREUD, S. <strong>&#8220;Isolamento da comunidade cient\u00edtica\u201d<\/strong> In: A correspond\u00eancia completa de Sigmund Freud para Wilhem Fliess.\u00a0 Rio de Janeiro, Ed Imago, 1986, p. 189.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;[&#8230;] o trauma ps\u00edquico &#8211; ou, mais precisamente, a lembran\u00e7a do trauma &#8211; age como um corpo estranho que, muito depois de sua entrada, deve continuar a ser considerado como um agente que ainda est\u00e1 em a\u00e7\u00e3o [&#8230;]&#8221;.<\/p>\n<p>FREUD, S. e Breuer, J. <strong>\u201cSobre o mecanismo ps\u00edquico dos fen\u00f4menos hist\u00e9ricos: Comunica\u00e7\u00e3o preliminar\u201d<\/strong> (1893). Em ESB. Rio de Janeiro: Imago Ed. Vol II, 1987, p. 44.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Cada pormenor da hist\u00f3ria ter\u00e1 de ser repetido mais tarde e \u00e9 apenas com estas repeti\u00e7\u00f5es que aparecer\u00e1 material adicional para suprir as importantes associa\u00e7\u00f5es que s\u00e3o desconhecidas do paciente.&#8221;<\/p>\n<p>FREUD, S. <strong>\u201cSobre o in\u00edcio do tratamento (Novas Recomenda\u00e7\u00f5es Sobre a T\u00e9cnica da Psican\u00e1lise I)\u201d<\/strong> (1913). Em ESB. Rio de Janeiro: Imago Ed. Vol XII, 2006, p. 151.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201c[&#8230;]o paciente n\u00e3o recorda coisa alguma do que esqueceu e reprimiu, mas expressa-o pela atua\u00e7\u00e3o ou atua-o ( _acts in out_ ). Ele o reproduz n\u00e3o como lembran\u00e7a, mas como a\u00e7\u00e3o, repete-o, sem, naturalmente, saber que o est\u00e1 repetindo.&#8221;<\/p>\n<p>FREUD, S. <strong>\u201cRecordar, repetir e elaborar (Novas Recomenda\u00e7\u00f5es Sobre a T\u00e9cnica da Psican\u00e1lise II)&#8221; <\/strong>(1914). Em ESB. Rio de Janeiro: Imago Ed. Vol XII, 2006, p. 165.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201c A evoca\u00e7\u00e3o, em \u00e9poca posterior, de uma lembran\u00e7a sexual de \u00e9poca anterior, produz um excesso de sexualidade na psique que atua como inibidor do pensamento e confere \u00e0 lembran\u00e7a e a suas consequ\u00eancias um car\u00e1ter obsessivo \u2013 impossibilidade de inibi\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201dFreud, S. <strong>A correspond\u00eancia Completa de Sigmund Freud e Wilheim Fliess<\/strong> (1887-1889). Jeffrey MoussaiefMasson. Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Imago, \u00a01986, p.188. Carta de 30 de maio de 1896.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cUma recorda\u00e7\u00e3o como essa, cujo valor consiste no fato de que representa na mem\u00f3ria impress\u00f5es e pensamentos de uma data posterior cujo conte\u00fado \u00e9 ligado a ela por elos simb\u00f3licos ou semelhantes, pode apropriadamente denominar-se \u201clembran\u00e7a encobridora\u201d.<\/p>\n<p><strong>Freud, S.\u00a0\u201cLembran\u00e7as encobridoras&#8221;\u00a0(1899). Em <em>Obras Completas<\/em>. Rio de Janeiro: Imago Ed. Vol III, 2006, pp 346-347<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>\u201c\u2026 a recorda\u00e7\u00e3o do passado remoto \u00e9, em si mesma, facilitada por algum motivo prazeroso: <em>forsan et haec olim meminisse juvabit<\/em>.\u201d<\/p>\n<p><strong>Freud, S.\u00a0\u201cLembran\u00e7as encobridoras&#8221;\u00a0(1899). Em <em>Obras Completas<\/em>. Rio de Janeiro: Imago Ed. Vol III, 2006, p.<\/strong><strong> 348<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201c\u2026Espero [ter] esclarecido em alguna extens\u00e3o o conceito de \u2018lembran\u00e7a encobridora\u2019como sendo aquela que deve seu valor enquanto lembran\u00e7a n\u00e3o a seu pr\u00f3prio conte\u00fado mas \u00e0s rela\u00e7\u00f5es existentes entre aquele conte\u00fado e algum outro, que foi suprimido. Pode-se distinguir v\u00e1rias classes de lembran\u00e7as encobridoras, de acordo com a natureza daquela rela\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p><strong>Freud, S.\u00a0\u201cLembran\u00e7as encobridoras&#8221;\u00a0(1899). Em <em>Obras Completas<\/em>. Rio de Janeiro: Imago Ed. Vol III, 2006, <\/strong><strong>p. 351<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEm grande quantidade de lembran\u00e7as infant\u00eds de experi\u00eancias importantes, todas elas com a mesma nitidez e clareza, haver\u00e1 algunas cenas que, quando testadas, (por exemplo, pela recorda\u00e7\u00e3o de outros adultos) revelam ter sido falsificadas.\u201d<\/p>\n<p><strong>Freud, S.\u00a0\u201cLembran\u00e7as encobridoras&#8221;\u00a0(1899). Em <em>Obras Completas<\/em>. Rio de Janeiro: Imago Ed. Vol III, 2006, p. 353.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nesses per\u00edodos de despertar, as lembran\u00e7as infantis, como nos acostumamos a dizer, n\u00e3o <em>emergiram<\/em>, elas foram\u00a0 <em>formadas <\/em>nessa \u00e9poca. E in\u00fameros motivos, sem nenhuma refer\u00eancia \u00e0 precis\u00e3o hist\u00f3rica, participaram de sua forma\u00e7\u00e3o, assim como da sele\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias lembran\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>Freud, S.\u00a0\u201cLembran\u00e7as encobridoras&#8221;\u00a0(1899). Em <em>Obras Completas<\/em>. Rio de Janeiro: Imago Ed. Vol III, 2006, p. 354. <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cHav\u00edamos arriscado dizer que o infamiliar do Homem da Areia remeteria \u00e0 angustia provocada pelo complexo de castra\u00e7\u00e3o infantil. Mas, ao passo que surge a ideia de levar em conta um fator infantil como esse para o surgimento do sentimento infamiliar, tamb\u00e9m somos impulsionados a considerar a mesma dedu\u00e7\u00e3o para otros exemplos do infamiliar.\u201d<\/p>\n<p><strong>Freud, S.\u00a0\u201cO infamiliar&#8221;\u00a0(1919). Em Obras Incompletas de Sigmund Freud, Belo Horizonte: Aut\u00eantica editora, 2019<\/strong> p.65.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cNo inconsciente an\u00edmico, \u00e9 poss\u00edvel, de fato, reconhecer-se o dom\u00edmio de uma incessante <em>compuls\u00e3o \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o<\/em> das mo\u00e7\u00f5es pulsionais, a qual, provavelmente depende da mais \u00edntima natureza das puls\u00f5es, e que \u00e9 suficientemente forte para se imp\u00f4r ao principio do prazer, conferindo um car\u00e1ter demon\u00edaco a certos aspectos da vida an\u00edmica, algo que ainda se expressa claramente nas aspira\u00e7\u00f5es da crian\u00e7a e que domina uma parte do decurso da psican\u00e1lise dos neur\u00f3ticos.\u201d<\/p>\n<p><strong>Freud, S.\u00a0\u201cO infamiliar&#8221;\u00a0(1919). Em Obras Incompletas de Sigmund Freud, Belo Horizonte: Aut\u00eantica editora, 2019, p.79<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<h3><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>LACAN<\/strong><\/span><\/h3>\n<p>\u201cDe fato, n\u00e3o se trata, na repeti\u00e7\u00e3o, de qualquer efeito de mem\u00f3ria no sentido biol\u00f3gico. A repeti\u00e7\u00e3o tem uma certa rela\u00e7\u00e3o com aquilo que, desse saber, \u00e9 o limite \u2013 e que se chama gozo.\u201d<\/p>\n<p><strong>Lacan J. \u201cProdu\u00e7\u00e3o dos quatro discursos\u201d Li\u00e7\u00e3o I In <em>O semin\u00e1rio<\/em> livro 17 O avesso<em> da psican\u00e1lise<\/em>. (1959-1960) Rio de janeiro: Jorge Zahar ed. 1992, p 13.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA rememora\u00e7\u00e3o, a historiza\u00e7\u00e3o, \u00e9 coextensiva ao funcionamento da puls\u00e3o no que se chama de psiquismo humano. \u00c9 igualmente l\u00e1, que se grava, que entra no registro da experi\u00eancia, a destrui\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p><strong>Lacan J. \u201cA puls\u00e3o de morte\u201d Li\u00e7\u00e3o XVI In <em>O semin\u00e1rio<\/em> livro 7 <em>A \u00e9tica da psican\u00e1lise<\/em>. (1959-1960) Rio de janeiro:Jorge Zahar ed. 1996, p 256<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA an\u00e1lise se distingue, entre tudo o que foi producido at\u00e9 agora de discurso, por enunciar isto, que constitui o osso de meu ensino: que eu falo sem saber. Falo com meu corpo, e isto, sem saber. Digo, portanto, sempre mais do que sei.\u201d<\/p>\n<p><strong>Lacan J. \u201cRodinhas de barbante\u201d Li\u00e7\u00e3o X In <em>O semin\u00e1rio<\/em> livro 20 <em>mais, ainda<\/em>. (1973) Rio de janeiro:Jorge Zahar ed. 1985, p 161<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA linguagem \u00e9 apenas aquilo que o discurso cient\u00edfico elabora para dar conta do que chamo de al\u00edngua. [\u2026]\n<p>A linguagem \u00e9 o que se tenta saber concernentemente \u00e0 fun\u00e7\u00e3o da al\u00edngua.\u201d<\/p>\n<p><strong>Lacan J. \u201cO Rato no Labirinto\u201d Li\u00e7\u00e3o XI In <em>O semin\u00e1rio<\/em> livro 20 <em>mais, ainda<\/em>. (1973) Rio de janeiro:Jorge Zahar ed. 1985, p 188 &#8211; 189 <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cSe se pode dizer que o inconsciente \u00e9 estruturado como uma linguagem, \u00e9 no que os efeitos de al\u00edngua, que j\u00e1 est\u00e3o l\u00e1 como saber, v\u00e3o bem al\u00e9m de tudo que o ser que fala \u00e9 suscet\u00edvel de enunciar.\u201d<\/p>\n<p><strong>Lacan J. \u201cO Rato no Labirinto\u201d Li\u00e7\u00e3o XI In <em>O semin\u00e1rio<\/em> livro 20 <em>mais, ainda<\/em>. (1973) Rio de janeiro:Jorge Zahar ed. 1985, p 190<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cToda forma\u00e7\u00e3o humana tem por ess\u00eancia, e n\u00e3o por acaso, de refrear o gozo. A coisa nos aparece nua &#8211; e n\u00e3o mais atrav\u00e9s desses prismas ou pequenas lentes chamados religi\u00e3o, filosof\u00eda\u2026ou at\u00e9 hedonismo, porque o principio do prazer \u00e9 o freio do gozo.\u201d<\/p>\n<p><strong>Lacan, J., \u201cAlocu\u00e7\u00e3o sobre as psicoses da crian\u00e7a\u201d In <em>Outros Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. 2003 P 362<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>SEMIN\u00c1RIOS\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p><em>\u201cA hist\u00f3ria \u00e9 o passado na medida em que \u00e9 historiado no presente &#8211; historiado no presente porque foi vivido no passado.\u201d<\/em><\/p>\n<p>LACAN, J., <strong>\u201cCap\u00edtulo I: Introdu\u00e7\u00e3o aos coment\u00e1rios sobre os Escritos T\u00e9cnicos de Freud\u201d<\/strong> (1953-1954). <em>\u00a0<\/em>Em: <em>O semin\u00e1rio livro 1: os escritos t\u00e9cnicos de Freud<\/em>,\u00a0texto estabelecido por Jacques-Alain Miller: vers\u00e3o brasileira Betty Milan, Rio de Janeiro, Zahar, 2009, p. 22.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201cToda palavra tem sempre um mais-al\u00e9m, sustenta muitas fun\u00e7\u00f5es, envolve muitos sentidos. Atr\u00e1s do que se diz um discurso, h\u00e1 o que ele quer dizer, e, atr\u00e1s do que quer dizer, h\u00e1 ainda um outro querer-dizer (&#8230;)<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>LACAN, J.,<strong> \u201cCap\u00edtulo XIX: A fun\u00e7\u00e3o criativa da palavra\u201d<\/strong>\u00a0(1953-1954). Em: <em>O semin\u00e1rio livro 1: os escritos t\u00e9cnicos de Freud<\/em>.\u00a0Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller: vers\u00e3o brasileira Betty Milan, Rio de Janeiro, Zahar, 2009, p. 314.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201cH\u00e1 uma outra forma de defesa que aquela que provoca uma tend\u00eancia ou uma significa\u00e7\u00e3o proibida. \u00c9 a defesa que consiste em n\u00e3o se aproximar do lugar em que n\u00e3o h\u00e1 resposta \u00e0 quest\u00e3o.\u201d <\/em><\/p>\n<p>LACAN, J.,<strong> \u201cCap\u00edtulo XV: Dos significantes primordiais, e da falta de um\u201d<\/strong> (1955-56). En: O semin\u00e1rio livro 3, As Psicoses. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller, vers\u00e3o brasileira de Aluisio Menezes. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed, 2002, p. 229<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cUma nostalgia liga o sujeito ao objeto perdido, atrav\u00e9s da qual se exerce todo o esfor\u00e7o da busca. Ela marca a redescoberta do signo de uma repeti\u00e7\u00e3o imposs\u00edvel, j\u00e1 que, precisamente, este n\u00e3o \u00e9 o mesmo objeto, n\u00e3o poderia s\u00ea-lo<em>.\u201d<\/em><\/p>\n<p>LACAN, J., <strong>\u201cCap\u00edtulo I: Introdu\u00e7\u00e3o\u201d\u00a0<\/strong>(1956-57). Em: O semin\u00e1rio livro 4: a rela\u00e7\u00e3o de objeto. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller, tradu\u00e7\u00e3o Dulce Duque Estrada. Rio de Janeiro, 1995, p. 13<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201cA elucida\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o do sujeito com o falo, na medida em que ele n\u00e3o o \u00e9, mas deve vir em seu lugar, \u00e9 a \u00fanica apropriada a permitir que se conceba a conclus\u00e3o ideal que Freud articula em seu Wo Es war, soll Ich werden<\/em>.\u201d<\/p>\n<p>LACAN, J., <strong>\u201cCap\u00edtulo XXVII: Uma sa\u00edda pelo sintoma\u201d<\/strong> (1957-1958). Em: O semin\u00e1rio livro 5, As forma\u00e7\u00f5es do inconsciente. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller, tradu\u00e7\u00e3o Vera Ribeiro, vers\u00e3o final: Marcus Andr\u00e9 Viera. Rio de Janeiro, 1999, p.499.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201c\u00c9 a\u00ed que ele se une ao ponto do horizonte onde se articula o preceito de Freud, seu Wo Es war, soll Ich werden.<\/em><\/p>\n<p><em>Ele \u00e9 tamb\u00e9m o que uma outra sabedoria exprime em seu Tu \u00e9s isto.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00c9 isso que se deve, no final, vir marcar a assun\u00e7\u00e3o aut\u00eantica e plena do sujeito em sua pr\u00f3pria fala.<\/em><\/p>\n<p><em>O que significa \u2014 no horizonte da fala sem o qual, exceto tra\u00e7ando rotas falsas e produzindo desconhecimentos, nada na an\u00e1lise poderia ser articulado \u2014 que o sujeito reconhe\u00e7a onde est\u00e1&#8230;<\/em>\u201d<\/p>\n<p>LACAN, J., <strong>\u201cCap\u00edtulo XXVIII: Tu \u00e9s aquele quem odeias\u201d<\/strong> (1957-1958). Em: O semin\u00e1rio livro 5, As forma\u00e7\u00f5es do inconsciente. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller, tradu\u00e7\u00e3o Vera Ribeiro, vers\u00e3o final: Marcus Andr\u00e9 Viera. Rio de Janeiro, 1999, p.521.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA partir do momento em que uma parte do mundo simb\u00f3lico emerge, ela cria, efetivamente, seu pr\u00f3prio passado. Mas n\u00e3o do mesmo jeito que a forma no n\u00edvel intuitivo. \u00a0\u00c9 justamente na confus\u00e3o dos dois planos que reside o erro, o erro de crer que aquilo que a ci\u00eancia constitui por interm\u00e9dio da interven\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica estava a\u00ed desde sempre, de crer que est\u00e1 dado.<br \/>\nEste erro existe em todo saber, visto que \u00e9 apenas uma cristaliza\u00e7\u00e3o da atividade simb\u00f3lica, e que, uma vez constitu\u00eddo, ele a esquece. H\u00e1 em todo saber, uma vez constitu\u00eddo, uma dimens\u00e3o de erro, que consiste em esquecer a fun\u00e7\u00e3o criadora da verdade em sua forma nascente. Que a gente se esque\u00e7a no \u00e2mbito experimental, ainda passa, j\u00e1 que est\u00e1 ligado a atividades puramente operantes [\u2026]. Mas n\u00f3s, analistas, que trabalhamos na dimens\u00e3o desta verdade em estado nascente, n\u00e3o podemos esquec\u00ea-la\u201d.<\/p>\n<p>LACAN, J. <strong>\u201cCap\u00edtulo II: Saber, Verdade, Opini\u00e3o\u201d<\/strong> (1954-1955). In: O Semin\u00e1rio, livro 2: o eu na teoria de Freud e na t\u00e9cnica da psican\u00e1lise. 2. Ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2010. p. 33.<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>ESCRITOS<\/strong><\/span><\/p>\n<p><em>\u201cFez-se quest\u00e3o apenas de repetir, segundo Freud, o dito de sua descoberta: isso fala, e sem d\u00favida o faz onde menos seria de se esperar, ali onde isso sofre.\u201d<\/em><\/p>\n<p>LACAN, J., <strong>\u201cA coisa freudiana, ou\u00a0 Sentido do retorno a Freud em psican\u00e1lise\u201d <\/strong>(1955). Em: Escritos. Tradu\u00e7\u00e3o Vera Ribeiro, Rio de Janeiro, Zahar, 1998, p.414.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201cEssa paix\u00e3o do significante, por conseguinte, torna-se uma nova dimens\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o humana, na medida em que n\u00e3o somente o homem fala, mas em que, no homem e atrav\u00e9s do homem, isso fala.\u201d<\/em><\/p>\n<p>LACAN, J., <strong>\u201cA significa\u00e7\u00e3o do falo\u201d <\/strong>(1958). Em: Escritos. Tradu\u00e7\u00e3o Vera Ribeiro, Rio de Janeiro, Zahar, 1998, p.695.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cPois, afirmar da psican\u00e1lise e da hist\u00f3ria que, como ci\u00eancias elas s\u00e3o ci\u00eancias do particular n\u00e3o quer dizer que os fatos com que elas lidam sejam puramente acidentais, sen\u00e3o fact\u00edcios, e que seu valor \u00faltimo se reduza ao aspecto bruto do trauma. Os acontecimentos se engendram numa historiciza\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, ou seja, a hist\u00f3ria j\u00e1 se faz no palco em que ser\u00e1 encenada depois da escrita, no foro \u00edntimo e no foro externo.\u201d<\/p>\n<p>Lacan, J. <strong>Fun\u00e7\u00e3o e campo da fala e da linguagem em psican\u00e1lise<\/strong> (1953). In: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. 1998, p.262<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>OUTROS ESCRITOS<\/strong><\/span><\/p>\n<p><em>\u201cO inconsciente, isso fala, o que o faz responder da linguagem, da qual pouco sabemos, apesar do que designo como ling\u00fcisteria\u201d.<\/em><\/p>\n<p>LACAN, J.<strong> <em>\u201c<\/em>Televis\u00e3o<em>\u201d<\/em> <\/strong>(1973). Em: Outros Escritos (1901-1981). Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro; vers\u00e3o final Angelina Harari e Marcus Andr\u00e9 Vieira; 3. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p.510.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201c&#8230;a quest\u00e3o de saber se, em virtude da ignor\u00e2ncia em que \u00e9 mantido esse corpo pelo sujeito da ci\u00eancia, chegaremos a ter direito de desmembr\u00e1-lo para a troca.<\/p>\n<p>Acaso n\u00e3o se discerne do que eu disse hoje na converg\u00eancia? Haveremos de destacar pelo termo crian\u00e7a generalizado a consequ\u00eancia disso? \u2026 \u201cAcabei acreditando, veja s\u00f3, neste decl\u00ednio de minha vida<em>\u201d <\/em>disse-lhe ele, \u201cque n\u00e3o existe gente grande.\u201d<\/p>\n<p>LACAN, J.<strong> <em>\u201c<\/em>Alocu\u00e7\u00e3o sobre as psicoses da crian\u00e7a<em>\u201d<\/em> <\/strong>(1967). In: Outros Escritos (1901-1981). Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro; vers\u00e3o final Angelina Harari e Marcus Andr\u00e9 Vieira; 3. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p.367.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 outro traumatismo do nascimento se n\u00e3o o de nascer como desejado. Desejado. Ou n\u00e3o \u2013 \u00e9 a mesma coisa, j\u00e1 que \u00e9 pelo falasser. O falasser em quest\u00e3o, em geral, reparte-se em dois falantes. Dois falantes que n\u00e3o falam a mesma l\u00edngua. Dois que n\u00e3o se entendem, pura e simplesmente. Dois que simplesmente n\u00e3o se entendem. Dois que se conjuram para a reprodu\u00e7\u00e3o, mas por um mal-entendido realizado, que o seu corpo veicular\u00e1 com a chamada reprodu\u00e7\u00e3o\u201d<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. <strong>\u201cO mal-entendido\u201d<\/strong>. Op\u00e7\u00e3o Lacaniana n\u00b072. S\u00e3o Paulo: Edi\u00e7\u00f5es Eolia, 2016. p.11<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA crian\u00e7a realiza a presen\u00e7a [\u2026] do objeto a no fantasma. Ela satura, substituindo-se a esse objeto, a modalidade de falta em que se especifica o desejo (da m\u00e3e), seja qual for sua estrutura especial: neur\u00f3tica, perversa ou psic\u00f3tica. Ela aliena em si qualquer acesso poss\u00edvel da m\u00e3e a sua pr\u00f3pria verdade, dando-lhe corpo, exist\u00eancia e at\u00e9 a exig\u00eancia de ser protegida. O sintoma som\u00e1tico \u00a0[\u2026] \u00a0oferece o m\u00e1ximo de garantia a esse desconhecimento; \u00e9 o recurso inesgot\u00e1vel, conforme o caso, a atestar a culpa, servir de fetiche ou encarnar uma recusa primordial.\u201d<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. <strong>Nota sobre a crian\u00e7a.<\/strong> In: Outros Escritos. Trad. De Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 2003. P370<\/p>\n<hr \/>\n<h3><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>MILLER<\/strong><\/span><\/h3>\n<p><em>\u201c(&#8230;) all\u00ed donde eso se callaba, all\u00ed donde eso no dec\u00eda nada m\u00e1s, yo debo advenir a rememorarme.\u201d<\/em><\/p>\n<p>MILLER, J.-A., <strong>\u201cCap\u00edtulo XIII: El deseo del analista en la experiencia anal\u00edtica\u201d\u00a0<\/strong>(1982-83). En: Del s\u00edntoma al fantasma. Y retorno, Buenos Aires, Paid\u00f3s, 2018, p. 222<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201c\u2026 la defensa califica de manera electiva la relaci\u00f3n subjetiva con lo real,\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cLa defensa (\u2026) apunta a otra operaci\u00f3n y no recae sobre un significante.\u201d<\/em><\/p>\n<p>MILLER, J.-A. \u201c<strong>Cap\u00edtulo III: Perturbar la defensa<\/strong>\u201d (1998-1999). En: La experiencia de lo real en la cura psicoanal\u00edtica. Buenos Aires, Paid\u00f3s, 2008. p. 51.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201c\u2026 para Freud la defensa califica una relaci\u00f3n con la pulsi\u00f3n respecto de la cual la interpretaci\u00f3n no es la operaci\u00f3n prescripta en el an\u00e1lisis.\u201d<\/em><\/p>\n<p>MILLER, J.-A. <strong>\u201cCap\u00edtulo III: Perturbar la defensa\u201d <\/strong>(1998-1999). En: La experiencia de lo real en la cura psicoanal\u00edtica. Buenos Aires, Paid\u00f3s, 2008. p. 52.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00a0\u201c\u2026 el acontecimiento (\u2026) fundador de la huella de afecto, mantiene un desequilibrio permanente, mantiene en el cuerpo y en la psique un exceso de excitaci\u00f3n que no se deja reabsorber.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>\u201c\u2026 acontecimiento traum\u00e1tico, ese que dejar\u00e1 huellas en la vida subsecuente del parl\u00e9tre.\u201d<\/em><\/p>\n<p>MILLER, J.-A. <strong>\u201cCap\u00edtulo XXI: Acontecimientos del cuerpo\u201d <\/strong>(1998-1999). En: La experiencia de lo real en la cura psicoanal\u00edtica. Buenos Aires, Paid\u00f3s, 2008, p.378.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201c<\/em>a<em> es aquello a lo cual hablamos (&#8230;) Ese objeto a, que es eso de lo que no podemos hablar, llegado el caso se encarna en sustancias diversas. Que preferimos hablar a A antes que a a, es un hecho<\/em>.\u201d<\/p>\n<p>MILLER, J.-A <strong>\u201cCap\u00edtulo XII: El resto de un an\u00e1lisis\u201d <\/strong>(1987-1988). En: Causa y consentimiento, Buenos Aires, Paid\u00f3s, 2019, p. 215-216.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201cLa sexualidad siempre es traumatizante.\u201d<\/em><\/p>\n<p>MILLER, J.-A <strong>\u201cCap\u00edtulo XII: El resto de un an\u00e1lisis\u201d<\/strong> (1987-1988). En: Causa y consentimiento, Buenos Aires, Paid\u00f3s, 2019, p. 283.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><em>\u201cSin duda, hay una distancia entre no saber lo que se dice y decir lo que no se sabe. Pero hay que empezar por no saber lo que se dice para poder llegar a decir lo que no se sabe\u201d.<\/em><\/p>\n<p>MILLER, J.-A.<strong> \u201cCap\u00edtulo I: Construcci\u00f3n de lo real\u201d<\/strong> (1983-1984). En: Respuestas de lo real, Buenos Aires, Paid\u00f3s, 2024, p. 13.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201c[&#8230;] se concentra a aten\u00e7\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o m\u00e3e\/crian\u00e7a &#8211; concebida de uma forma dual, rec\u00edproca, se assim o desejaram, como se a m\u00e3e e a crian\u00e7a estivesse fechadas numa esfera\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Miller, J-A. <strong>\u201cA crian\u00e7a, entre a mulher e a m\u00e3e\u201d<\/strong> in Op\u00e7\u00e3o Lacaniana n\u00ba 21. S\u00e3o Paulo: Edi\u00e7\u00f5es Eolia, 1998. p.7<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201c[&#8230;]quando se atenta na rela\u00e7\u00e3o m\u00e3e\/crian\u00e7a, n\u00e3o \u00e9 somente a fun\u00e7\u00e3o do pai, cuja incid\u00eancia sobre o desejo da m\u00e3e \u00e9, sem d\u00favida, necess\u00e1ria para permitir ao sujeito um acesso normativo a sua posi\u00e7\u00e3o sexual.\u201d\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Miller, J-A. <strong>\u201cA crian\u00e7a, entre a mulher e a m\u00e3e\u201d<\/strong> in Op\u00e7\u00e3o Lacaniana n\u00ba 21. S\u00e3o Paulo: Edi\u00e7\u00f5es Eolia, 1998. p.7<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201c\u00abEl hombre naci\u00f3 libre, y por doquier se encuentra sujeto con cadenas\u00bb. Nada m\u00e1s<\/p>\n<p>falso que esto. El hombre naci\u00f3 con cadenas. Es prisionero del lenguaje, y su estatuto<\/p>\n<p>primero es el de ser objeto. Causa de deseo de sus padres, si tiene suerte. Si no, desecho<\/p>\n<p>de sus goces.\u201d<\/p>\n<p><strong>Miller, J.-A.; Prefacio a <em>El inconsciente del ni\u00f1o. Del s\u00edntoma al deseo de saber.<\/em> H\u00e9l\u00e8ne Bonnaud, Gredos, Barcelona, 2014, p. 6<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEn un an\u00e1lisis efectivo podemos acompa\u00f1ar esa transformaci\u00f3n que va de la familiaridad con la familia al surgimiento de lo que en ella se revela extra\u00f1o (\u2026) la familia es el marco en el que se experimenta ese viraje de lo familiar a lo extra\u00f1o\u201d.<\/p>\n<p><strong>Miller, J.-A., Clase I, \u201cCausalidad y libertad\u201d<\/strong> <strong>(1987-1988), En: <em>Causa y consentimiento,<\/em> Paid\u00f3s, Buenos Aires, 2019, p. 13<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201c(\u2026) lo decisivo (\u2026) no es que el trauma sea un hecho de historia, sino que en ese momento podemos hablar del trauma como significante enigm\u00e1tico. La f\u00f3rmula \u201cel significante enigm\u00e1tico del trauma sexual\u201d, que encontramos en \u201cLa instancia de la letra\u201d, ya indica (\u2026) aprehender el trauma (\u2026) a partir del enigma, que es el \u201ccolmo del sentido\u201d.<\/p>\n<p><strong>Miller, J.-A.,<\/strong> <strong>Clase VIII, \u201cEl estatus del trauma\u201d<\/strong> <strong>(1987-1988), En: <em>Causa y consentimiento<\/em>, Paid\u00f3s, Buenos Aires, 2019, p. 149<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cSe necesita que haya un decir para que exista algo como la verdad, y ni siquiera alcanza la escritura, la cual puede ser solamente \u00edndice, si se la descifra. La idea de verdad supone que hay una superposici\u00f3n de lo simb\u00f3lico y lo real, que el dicho puede recubrir el hecho.\u201d<\/p>\n<p><strong>Miller, J.-A., Clase IX \u201cLa verdad mentirosa\u201d<\/strong> <strong>(2008-2009), En: <em>Sutilezas anal\u00edticas,<\/em> Paid\u00f3s, Buenos Aires, 2012, p. 141<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cAdem\u00e1s, la articulaci\u00f3n misma del discurso anal\u00edtico conduce al analizante a construir, a tejer \u2013a partir de las contingencias pasadas y de las cotidianas- una trama de verdad mentirosa, una trama de verdad variable, cambiante, de verdad que bascula incesantemente en la mentira, que no es m\u00e1s que transitoria\u201d.<\/p>\n<p><strong>Miller, J.-A., Clase IX \u201cLa verdad mentirosa\u201d<\/strong> <strong>(2008-2009), En: <em>Sutilezas anal\u00edticas,<\/em> Paid\u00f3s, Buenos Aires, 2012, p. 144<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cY en el fondo no se trata tanto de que estos tres elementos (S1, S2, $) sean significantes o efectos de verdad, sino de que son <em>functores para gozar, <\/em>son elementos de un aparato de goce.\u201d.<\/p>\n<p><strong>Miller, J.-A., Clase IX \u201cLa verdad mentirosa\u201d<\/strong> <strong>(2008-2009), En: <em>Sutilezas anal\u00edticas,<\/em> Paid\u00f3s, Buenos Aires, 2012, p. 145<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cY se trata menos de saber lo que se extrajo del goce, lo que se extrajo del fantasma, en t\u00e9rmino de efectos de verdad, en t\u00e9rminos de saber, que es decir la satisfacci\u00f3n que se logr\u00f3 extraer del modo de gozar, pues este es lo que es.\u201d<\/p>\n<p><strong>Miller, J.-A., Clase IX \u201cLa verdad mentirosa\u201d<\/strong> <strong>(2008-2009), En: <em>Sutilezas anal\u00edticas,<\/em> Paid\u00f3s, Buenos Aires, 2012, p. 145<\/strong><\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;] FREUD &#8220;[&#8230;] as experi\u00eancias dos primeiros anos de nossa inf\u00e2ncia deixam tra\u00e7os inerradic\u00e1veis nas profundezas de nossa mente. Entretanto, ao procurarmos averiguar em nossa mem\u00f3ria quais as impress\u00f5es que se destinavam a influenciar-nos at\u00e9 o fim da vida, o resultado \u00e9, ou absolutamente nada, ou um n\u00famero relativamente pequeno de recorda\u00e7\u00f5es isoladas que&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"parent":638,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"templates\/no-sidebar.php","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1746"}],"collection":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1746"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1746\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5154,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1746\/revisions\/5154"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/638"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1746"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}