{"id":5915,"date":"2025-06-26T08:00:32","date_gmt":"2025-06-26T11:00:32","guid":{"rendered":"https:\/\/enapol.com\/xii\/?page_id=5915"},"modified":"2025-07-19T05:22:42","modified_gmt":"2025-07-19T08:22:42","slug":"teatro-musica","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/enapol.com\/xii\/acolhimento\/teatro-musica\/","title":{"rendered":"Teatro\/M\u00fasica"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil viver de forma coletiva, mas \u00e9 poss\u00edvel<\/span> <\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos grupos de teatro mais longevos e atuantes do pa\u00eds, o Grupo Galp\u00e3o, nasce a partir das oficinas de teatro da UFMG e, hoje, \u00e9 refer\u00eancia nas artes e no fazer teatral. Paulo Andr\u00e9, ator integrante da trupe, nos oferece sua leitura da constru\u00e7\u00e3o do teatro mineiro. A partir dos anos 1930, em Belo Horizonte, o teatro amador surge com uma no\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria na arte circense. A partir dos anos 1960, um movimento teatral mais profissional na cidade tem seu in\u00edcio; j\u00e1 nos anos 1980, com a abertura pol\u00edtica e o final da Ditadura, surge o Grupo Galp\u00e3o \u2013 o teatro vai para a rua. Outra contribui\u00e7\u00e3o do Galp\u00e3o para a cultura nacional \u00e9 inaugurar um fazer teatral a partir de patroc\u00ednios, que visam \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da companhia. Esse aporte \u00e9 o que permite ao grupo pensar a m\u00e9dio e longo prazo, momento de virada para esta trupe de teatro. O Galp\u00e3o se torna uma das refer\u00eancias em gest\u00e3o teatral, indicando ser poss\u00edvel aos artistas viver de teatro. N\u00e3o h\u00e1 um diretor fixo, mas uma permuta\u00e7\u00e3o constante dessa fun\u00e7\u00e3o, em que: ora o diretor \u00e9 um convidado de fora do grupo, ora um membro do grupo que vai dirigir, altern\u00e2ncia que trata o \u201cdesejo de dire\u00e7\u00e3o\u201d de cada um:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cA gente se autogere assim, porque a gente tem a percep\u00e7\u00e3o clara de que um coletivo forte \u00e9 feito de individualidades fortes, s\u00e3o cabe\u00e7as muito diferentes. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, mas \u00e9 bastante poss\u00edvel. Ningu\u00e9m faz teatro sozinho\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paulo nos transmite, ainda, que \u201co teatro \u00e9 uma viv\u00eancia coletiva, e viver coletivamente virou uma maneira de sobreviver\u201d. Belo Horizonte passou a ter uma tradi\u00e7\u00e3o de teatro de grupo a partir dessa virada proposta pelo Galp\u00e3o. A ideia de grupo passa a ser uma maneira de conseguir fazer teatro, marcando a import\u00e2ncia do teatro de grupo no cen\u00e1rio mineiro. Uma vida de verdadeira democracia, formadora de cidad\u00e3os. Convidamos voc\u00eas a conhecer a nossa produ\u00e7\u00e3o teatral e art\u00edstica, que tem o tra\u00e7o da experi\u00eancia coletiva de estar na cidade.<\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;]<figure class=\"vcex-image vcex-module\"><div class=\"vcex-image-inner wpex-relative wpex-inline-block\"><a href=\"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2025\/06\/galpao.jpg\" class=\"wpex-lightbox\"><img width=\"602\" height=\"383\" src=\"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2025\/07\/Imagem1.jpg\" class=\"vcex-image-img wpex-align-middle\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" srcset=\"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2025\/07\/Imagem1.jpg 602w, https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2025\/07\/Imagem1-300x191.jpg 300w, https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2025\/07\/Imagem1-500x318.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 602px) 100vw, 602px\" \/><\/a><\/div><\/figure>[vc_column_text css=&#8221;&#8221;]\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-size: 10px;\">Paulo Andr\u00e9 Gomes Batista e Grupo Galp\u00e3o<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 10px;\">Cr\u00e9ditos foto individual: Mateus Lustosa<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 10px;\">Cr\u00e9ditos foto coletiva: Danielle Wilhem<\/span><\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Paulo Santos e a Jornada do Uakti: Da Experimenta\u00e7\u00e3o \u00e0 Harmonia<\/span><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paulo Santos, m\u00fasico multi-instrumentista e um dos cofundadores do grupo Uakti, relembra com carinho e intensidade o in\u00edcio de sua trajet\u00f3ria musical, profundamente marcada pela experi\u00eancia no Festival de Inverno da UFMG, em Ouro Preto. \u201cFoi ali que tudo come\u00e7ou\u201d, diz ele. \u201cNaquele tempo, o Festival era uma das poucas manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas de grande porte no Brasil. Ele reunia gente do mundo inteiro, artistas das mais variadas \u00e1reas. A cidade inteira se transformava: todas as casas, as ruas&#8230; tudo respirava arte.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nascido em Minas Gerais, mas vivendo em Bras\u00edlia na juventude, Paulo estudava Hist\u00f3ria na UnB durante a ditadura militar. O clima era tenso, dif\u00edcil. \u201cAbandonei a hist\u00f3ria pela m\u00fasica\u201d, afirma. Retornou a Belo Horizonte e foi justamente no Festival de Inverno que encontrou um novo caminho, mergulhando de vez na arte. \u201cO n\u00edvel de excel\u00eancia era muito alto, e a constru\u00e7\u00e3o art\u00edstica era intensa.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao lado de Marco Ant\u00f4nio Guimar\u00e3es, Arthur Andr\u00e9s e D\u00e9cio Ramos, Paulo fundou o grupo Uakti. A proposta era ousada: criar e tocar instrumentos musicais n\u00e3o convencionais, desenvolvidos por Marco. \u201cEra tudo novo, a gente tinha que inventar a t\u00e9cnica para tocar os instrumentos. N\u00e3o existia m\u00e9todo. Era o corpo e o som, puro e simples. Foi um processo de anos, de pesquisa, de tentativa e erro, de muita disciplina.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa dedica\u00e7\u00e3o foi moldada tamb\u00e9m pela viv\u00eancia orquestral. \u201cTodos n\u00f3s t\u00ednhamos passado por orquestras\u201d, explica. \u201cE isso traz uma bagagem de disciplina, de repert\u00f3rio, de respeito ao tempo e \u00e0 t\u00e9cnica. A gente tinha rotina de ensaio puxada. Toc\u00e1vamos de quinta a segunda, e ainda estud\u00e1vamos durante o dia. Era um trabalho intenso.\u201d Ressalta ainda que moraram todos numa mesma casa, conviv\u00eancia que influenciou de forma profunda a origem do grupo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ponto de virada veio no fim da d\u00e9cada de 1970, quando o m\u00fasico Tavinho Moura mostrou o trabalho do grupo a Milton Nascimento. Impressionado, Milton quis colaborar. O convite foi decisivo. \u201cAt\u00e9 ent\u00e3o, o Uakti era um grupo de m\u00fasica puramente experimental. Nossos instrumentos nem eram afinados dentro do padr\u00e3o da m\u00fasica ocidental. N\u00e3o dava para tocar com bandas convencionais.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi ent\u00e3o que Marco, com sua genialidade, criou um sistema de afina\u00e7\u00e3o para os instrumentos de PVC do grupo. \u201cEle desenvolveu pe\u00e7as, extensores, e com isso conseguimos afinar nossos instrumentos dentro do padr\u00e3o, usado em pianos e orquestras. Isso foi como reinventar a roda. A partir da\u00ed, pudemos tocar com Milton e com outros m\u00fasicos.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A colabora\u00e7\u00e3o com Milton Nascimento n\u00e3o s\u00f3 levou o grupo a um novo patamar art\u00edstico, como tamb\u00e9m provou que era poss\u00edvel unir o experimental ao tradicional, o artesanal ao erudito. \u201cMilton \u00e9 um dos artistas mais generosos que conheci. Sempre abrindo espa\u00e7o, estudando, chamando gente nova.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Uakti se consolidou como um dos grupos mais inovadores da m\u00fasica brasileira, com uma identidade \u00fanica, constru\u00edda com rigor, sensibilidade e muita experimenta\u00e7\u00e3o. E tudo isso, como Paulo gosta de lembrar, come\u00e7ou com um festival de inverno e a coragem de seguir o som desconhecido.<\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;]<figure class=\"vcex-image vcex-module\"><div class=\"vcex-image-inner wpex-relative wpex-inline-block\"><a href=\"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2025\/07\/musica.jpg\" class=\"wpex-lightbox\"><img width=\"750\" height=\"497\" src=\"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2025\/07\/musica.jpg\" class=\"vcex-image-img wpex-align-middle\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" srcset=\"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2025\/07\/musica.jpg 750w, https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2025\/07\/musica-300x199.jpg 300w, https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2025\/07\/musica-500x331.jpg 500w, https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2025\/07\/musica-700x464.jpg 700w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/a><\/div><\/figure>[vc_column_text css=&#8221;&#8221;]\n<p style=\"margin: 0cm; text-align: right;\" align=\"center\"><span style=\"font-size: 10px; font-family: Arial, sans-serif; color: #202122; background: white;\">Audit\u00f3rio Ibirapuera. S\u00e3o Paulo. Brasil. Foto: Gerardo Lazzari (Olhos da Terra Fotografia)<\/span><\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;] N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil viver de forma coletiva, mas \u00e9 poss\u00edvel Um dos grupos de teatro mais longevos e atuantes do pa\u00eds, o Grupo Galp\u00e3o, nasce a partir das oficinas de teatro da UFMG e, hoje, \u00e9 refer\u00eancia nas artes e no fazer teatral. 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