{"id":7140,"date":"2025-08-14T10:06:12","date_gmt":"2025-08-14T13:06:12","guid":{"rendered":"https:\/\/enapol.com\/xii\/acolhimento\/danza\/"},"modified":"2025-08-14T10:11:07","modified_gmt":"2025-08-14T13:11:07","slug":"danca","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/enapol.com\/xii\/acolhimento\/danca\/","title":{"rendered":"Dan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]\n<h3><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Rodrigo Pederneiras e o Grupo Corpo: A dan\u00e7a que brotou do quintal<\/strong><\/span><\/h3>\n<p>Quando se fala em identidade cultural em Belo Horizonte, o Grupo Corpo \u00e9 um dos marcos fundamentais dessa constru\u00e7\u00e3o. Nascido em 1975, em Minas Gerais, o grupo \u00e9 hoje refer\u00eancia nacional e internacional pela forma como construiu, ao longo de d\u00e9cadas, uma linguagem coreogr\u00e1fica autoral, profundamente enraizada na cultura brasileira \u2014 mas sempre de olhos bem abertos para o mundo.<\/p>\n<p>Rodrigo Pederneiras, core\u00f3grafo do grupo desde os anos 1980, compartilha que talvez a maior contribui\u00e7\u00e3o do Corpo tenha sido justamente sua recusa em seguir tend\u00eancias internacionais. Enquanto muitas companhias importavam modismos da Europa ou dos Estados Unidos ou os estilos franceses, o Grupo Corpo escolheu escavar o pr\u00f3prio solo. \u201cA gente buscava no quintal. E cavando, a gente achava p\u00e9rolas\u201d, resume Rodrigo.<\/p>\n<p>Essa busca por uma linguagem pr\u00f3pria foi se consolidando ao longo do tempo. Segundo ele, no fim dos anos 80 e in\u00edcio dos 90, come\u00e7ou um movimento mais consciente de encontrar uma \u201cdan\u00e7a brasileira\u201d, n\u00e3o s\u00f3 no conte\u00fado tem\u00e1tico, mas na forma, na m\u00fasica, nos corpos e no modo de fazer. Foi nesse momento que o grupo passou a contar com a colabora\u00e7\u00e3o de m\u00fasicos brasileiros que, mais do que criar trilhas, traziam universos inteiros para dentro da sala de ensaio.<\/p>\n<p>Parcerias com nomes como Marco Ant\u00f4nio Guimar\u00e3es, Caetano Veloso, Jos\u00e9 Miguel Wisnik, Arnaldo Antunes, Tom Z\u00e9, entre outros, foram fundamentais para moldar a identidade da companhia. \u201cEles vinham com ideias que a gente jamais teria. O <em>Parabelo<\/em>, por exemplo, jogou o xaxado no palco, mas de um jeito novo, ressignificado\u201d, diz Rodrigo. J\u00e1 em <em>Gira<\/em>, ele teve que mergulhar no universo das religi\u00f5es de matriz africana \u2014 algo completamente novo para ele, criado em uma forma\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica r\u00edgida. \u201cMudou minha vida aos 60 anos. Hoje eu frequento o terreiro. Foi uma transforma\u00e7\u00e3o real\u201d, conta.<\/p>\n<p>Rodrigo tamb\u00e9m destaca que, ao contr\u00e1rio do que ocorre em outras companhias que trabalham com m\u00faltiplos core\u00f3grafos, o Grupo Corpo se beneficia do foco criativo em uma \u00fanica dire\u00e7\u00e3o coreogr\u00e1fica \u2014 a dele. Isso permitiu, ao longo do tempo, a constru\u00e7\u00e3o de uma assinatura coreogr\u00e1fica s\u00f3lida e reconhec\u00edvel. \u201cFoi uma linguagem que s\u00f3 podia ter sido feita no Brasil, com esse nosso jeito de olhar, de se mover, de existir\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Outro pilar essencial \u00e9 a integra\u00e7\u00e3o de todos os elementos do espet\u00e1culo: coreografia, m\u00fasica, cenografia, figurino, ilumina\u00e7\u00e3o. \u201cA gente sempre entendeu que tudo precisa dialogar. N\u00e3o \u00e9 sobre um elemento brilhar mais que o outro, mas sobre como todos constroem uma experi\u00eancia coesa para quem assiste.\u201d<\/p>\n<p>O impacto do Grupo Corpo, segundo Rodrigo, vai al\u00e9m da dan\u00e7a. Ele acredita que a companhia chegou at\u00e9 a influenciar o teatro e a dan\u00e7a brasileira em certo momento, especialmente pela forma de produ\u00e7\u00e3o coletiva e pelo cuidado est\u00e9tico. E embora o grupo nunca tenha se proposto a influenciar ningu\u00e9m, o desejo sempre foi o de se deixar influenciar \u2014 pelos m\u00fasicos, pelos artistas, pelo Brasil.<\/p>\n<p>O Grupo Corpo \u00e9 o retrato de uma arte viva, que se reinventa sem perder sua origem. Uma dan\u00e7a que nasce do ch\u00e3o de Minas, mas que fala uma l\u00edngua que ecoa pelo mundo. E como Rodrigo bem diz, foi uma trajet\u00f3ria que n\u00e3o nasceu pronta mas foi constru\u00edda, com \u201ccoragem, escuta e uma vontade profunda de dizer algo novo \u2014 com o corpo, com a m\u00fasica, com a alma\u201d. Uma constru\u00e7\u00e3o que insiste em ser Brasil h\u00e1 50 anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;]<figure class=\"vcex-image vcex-module\"><div class=\"vcex-image-inner wpex-relative wpex-inline-block\"><img width=\"360\" height=\"484\" src=\"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2025\/08\/danca1.jpg\" class=\"vcex-image-img wpex-align-middle\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" srcset=\"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2025\/08\/danca1.jpg 360w, https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2025\/08\/danca1-223x300.jpg 223w\" sizes=\"(max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><\/div><\/figure>[vc_column_text css=&#8221;&#8221;]\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-size: 13px;\">Fotos: Jos\u00e9 Luiz Pederneiras<\/span><\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;] Rodrigo Pederneiras e o Grupo Corpo: A dan\u00e7a que brotou do quintal Quando se fala em identidade cultural em Belo Horizonte, o Grupo Corpo \u00e9 um dos marcos fundamentais dessa constru\u00e7\u00e3o. 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