{"id":1253,"date":"2025-02-03T10:48:32","date_gmt":"2025-02-03T13:48:32","guid":{"rendered":"https:\/\/enapol.com\/xii\/eje-1-hablar-de-eso-de-lo-que-no-se-puede-hablar1\/"},"modified":"2025-03-24T12:32:24","modified_gmt":"2025-03-24T15:32:24","slug":"eje-1-hablar-de-eso-de-lo-que-no-se-puede-hablar1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/enapol.com\/xii\/eje-1-hablar-de-eso-de-lo-que-no-se-puede-hablar1\/","title":{"rendered":"EIXO 1- Falar de \u201cisso de que n\u00e3o se pode falar\u201d[1]"},"content":{"rendered":"<h4><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>EIXO 1<\/strong><\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Falar de \u201cisso de que n\u00e3o se pode falar\u201d<a style=\"color: #ff0000;\" href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/strong><\/span><\/h4>\n<p>Uma experi\u00eancia anal\u00edtica orientada pelo singular tenta captar palavras ou frases escutadas na inf\u00e2ncia, sem sentido, proferidas pelo Outro. <em>Lal\u00edngua<\/em> afeta o corpo. O sujeito experimenta um excesso inomin\u00e1vel que resta enigm\u00e1tico. Esse encontro com o real produz um <em>troumatismo<\/em> e deixa suas marcas significantes, assim como a fixa\u00e7\u00e3o em um gozo imposs\u00edvel de dizer que comandar\u00e1 a repeti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um dos elementos que designa isso que n\u00e3o \u00e9 significante \u00e9 o objeto <em>a<\/em>, inven\u00e7\u00e3o de Lacan que segue a pista do \u201cexcedente sexual\u201d freudiano. Miller indica o paradoxo: captamos a presen\u00e7a do objeto <em>a <\/em>a partir da impot\u00eancia experimentada ao falar dele. \u00c9 em dire\u00e7\u00e3o a \u201cisso de que n\u00e3o se pode falar\u201d e ao que n\u00e3o se quer saber que orientamos a an\u00e1lise. O analisante decide ir al\u00e9m, por\u00e9m n\u00e3o \u00e9 uma aposta simples, as defesas erguem-se como gigantes.<\/p>\n<p>Este eixo convida a conversar sobre as manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas desse \u201ca mais\u201d que faz furo e sobre as opera\u00e7\u00f5es anal\u00edticas sobre ele. Recebemos sujeitos muito relutantes, com mutismo ou verborragia. Outros, a quem a invas\u00e3o da ang\u00fastia impede de pronunciar uma palavra e os conduz \u00e0 <em>passagem ao ato<\/em>, ao <em>acting-out<\/em> ou ao consumo de subst\u00e2ncias. Vemos a repeti\u00e7\u00e3o nos trope\u00e7os das rela\u00e7\u00f5es de casal ou nos la\u00e7os com os semelhantes. Recebemos tamb\u00e9m crian\u00e7as com adi\u00e7\u00e3o \u00e0s telas, hiperatividade, medos e sem a cristaliza\u00e7\u00e3o de uma defesa. Diante da irrup\u00e7\u00e3o do sexual nos adolescentes, constatamos desorienta\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da identidade sexual, err\u00e2ncia digital e dificuldades nos la\u00e7os.<\/p>\n<p>Como faz\u00ea-los falar com isso na an\u00e1lise?<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> MILLER, J.-A Causa y consentimiento. Buenos Aires, Paid\u00f3s, 2019, p. 213.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EIXO 1 Falar de \u201cisso de que n\u00e3o se pode falar\u201d[1] Uma experi\u00eancia anal\u00edtica orientada pelo singular tenta captar palavras ou frases escutadas na inf\u00e2ncia, sem sentido, proferidas pelo Outro. Lal\u00edngua afeta o corpo. O sujeito experimenta um excesso inomin\u00e1vel que resta enigm\u00e1tico. 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