{"id":1254,"date":"2025-02-03T10:49:06","date_gmt":"2025-02-03T13:49:06","guid":{"rendered":"https:\/\/enapol.com\/xii\/eje-2-hablar-testimoniar-de-la-mejor-manera-posible-sobre-la-verdad-mentirosa2\/"},"modified":"2025-03-24T12:32:23","modified_gmt":"2025-03-24T15:32:23","slug":"eje-2-hablar-testimoniar-de-la-mejor-manera-posible-sobre-la-verdad-mentirosa2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/enapol.com\/xii\/eje-2-hablar-testimoniar-de-la-mejor-manera-posible-sobre-la-verdad-mentirosa2\/","title":{"rendered":"EIXO 2 &#8211; Falar &#8230; \u201ctestemunhar da melhor maneira poss\u00edvel sobre a verdade mentirosa\u201d[2]"},"content":{"rendered":"<h4><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>EIXO 2<\/strong><\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Falar &#8230; \u201ctestemunhar da melhor maneira poss\u00edvel sobre a verdade mentirosa\u201d<a style=\"color: #ff0000;\" href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> <\/strong><\/span><\/h4>\n<p>O falar com a crian\u00e7a na experi\u00eancia anal\u00edtica remete ao que no <em>falasser<\/em> est\u00e1 escrito como resposta do real e como desde a\u00ed as respostas aparecem na cl\u00ednica: as teorias sexuais infantis, as lembran\u00e7as encobridoras, as mentiras e seus equ\u00edvocos da l\u00edngua, os sonhos, os del\u00edrios, as fobias, a raiz aditiva do sintoma e tudo mais que o <em>falasser<\/em> inventa para lidar com o acontecimento de sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, as estruturas cl\u00ednicas s\u00e3o como defesas, defesas contra o real que, ao n\u00e3o poder sen\u00e3o mentir, inscreve-se como neurose, pervers\u00e3o e psicose. Ou seja, disso se fala atrav\u00e9s da culpa, do fetiche e do recha\u00e7o, sendo as forma\u00e7\u00f5es do inconsciente respostas ao que reverbera do mal-entendido nascente no corpo do banho de <em>lal\u00edngua<\/em> onde todo falasser se v\u00ea submerso.<\/p>\n<p>Portanto, nesse eixo, buscaremos desdobrar como, em uma an\u00e1lise, falar com a crian\u00e7a testemunha a melhor maneira poss\u00edvel de falar sobre a verdade mentirosa. Na neurose \u00e9 fazer falar o objeto da satisfa\u00e7\u00e3o que surge na virtualidade da hi\u00e2ncia entre o objeto reencontrado e o esperado. Como a neurose responde hoje a esse desencontro? Em <em>Bate-se numa crian\u00e7a, <\/em>Freud demonstra que a l\u00f3gica do fantasma constr\u00f3i uma tela que enla\u00e7a tr\u00eas elementos: o golpeado, o que golpeia e o que olha a cena, fixando a dimens\u00e3o perversa do gozo. Qual destino do gozo quando a tela falha, disso se fala? Se na psicose o real fala, como convencer o falasser que o real mente? O que o encontro com o autismo ensina quando o fazemos falar? E por fim, os casos contempor\u00e2neos confirmariam, como disse Miller, que a psican\u00e1lise segue sendo, em seus momentos cruciais, a psican\u00e1lise do filho?<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> LACAN, J. Pref\u00e1cio \u00e0 edi\u00e7\u00e3o inglesa do Semin\u00e1rio 11. (1976) In: Outros Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p. 569.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EIXO 2 Falar &#8230; \u201ctestemunhar da melhor maneira poss\u00edvel sobre a verdade mentirosa\u201d[2] O falar com a crian\u00e7a na experi\u00eancia anal\u00edtica remete ao que no falasser est\u00e1 escrito como resposta do real e como desde a\u00ed as respostas aparecem na cl\u00ednica: as teorias sexuais infantis, as lembran\u00e7as encobridoras, as mentiras e seus equ\u00edvocos da l\u00edngua,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[93],"tags":[],"post_series":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1254"}],"collection":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1254"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1254\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1700,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1254\/revisions\/1700"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1254"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1254"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1254"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=1254"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}