{"id":5159,"date":"2025-05-28T16:57:24","date_gmt":"2025-05-28T19:57:24","guid":{"rendered":"https:\/\/enapol.com\/xii\/?p=5159"},"modified":"2025-05-28T16:58:39","modified_gmt":"2025-05-28T19:58:39","slug":"nada-ninguem-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/enapol.com\/xii\/nada-ninguem-1\/","title":{"rendered":"Nada. Ningu\u00e9m.<sup>[1]<\/sup>"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\">Eugenia Serrano<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 280px;\">Gosto dessas frases de Freud t\u00e3o prudentes, judiciosas, antigas, envelhec\u00edeis:<br \/>\nAs inumer\u00e1veis particularidades da vida amorosa humana s\u00e3o restos da inf\u00e2ncia.<br \/>\nA ternura materna \u00e9 sexual.<br \/>\n\u00c9 a lat\u00eancia que entrega todas as crian\u00e7as \u00e0 perversidade.<br \/>\nO amor n\u00e3o tem objeto.<br \/>\nA puls\u00e3o sexual \u00e9 anormal (n\u00e3o normatizada)<br \/>\n(&#8230;)<br \/>\nUma esp\u00e9cie sexuada, pode dizer n\u00f3s?<br \/>\nN\u00e3o. Nunca.\u201d <a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agrade\u00e7o ao Charly por ter me aproximado dessa refer\u00eancia t\u00e3o bonita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A festa freudiana <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para mim, sempre \u00e9 uma festa voltar a Freud. Os anos passam e esse banquete nunca me decepciona. \u00c0s vezes penso que se trata do que ele diz; outras, simplesmente creio que o segredo do que me captura est\u00e1 na forma como ele diz o que diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Encontrei algo bonito de Jacques-Alain Miller h\u00e1 um tempo, uma pequena anedota escondida em uma confer\u00eancia sua sobre um tema que n\u00e3o deixa de ter resson\u00e2ncias com o que nos convoca aqui hoje. Miller se pergunta, naquela oportunidade, se a viol\u00eancia infantil \u00e9 um sintoma, e diz que, para poder se orientar, se dirigiu \u00e0 Freud: \u201cQuis me assegurar da defini\u00e7\u00e3o freudiana de sintoma\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>. Vou insistir para dar a essa hist\u00f3ria todo o seu peso. \u00c9 o mesm\u00edssimo Miller dizendo que retorna a Freud para ter certeza de sua defini\u00e7\u00e3o de sintoma? Sim, \u00e9. Isso n\u00e3o comove voc\u00eas?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rias desculpas para participar de uma boa festa, e se a festa \u00e9 freudiana, como nos ensina Miller, o motivo pode ser o sintoma ou, como neste caso, o fator infantil. Mas acredito que h\u00e1 algo mais nesta anedota. Vou dizer assim: a festa de Freud tem algo de reencontro com um velho amigo \u2013 a gente j\u00e1 conhece suas manhas, as m\u00fasicas que n\u00e3o podem faltar, as voltas repetidas de algumas conversas, etc. No entanto, nesse cen\u00e1rio de intimidade conhecida, inclusive no seio mesmo dessa familiaridade, algo in\u00e9dito, algo impensado pode surgir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O fator sexual<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Freud se deparou desde muito cedo em seu percurso com o estatuto problem\u00e1tico da satisfa\u00e7\u00e3o. Aquilo que deveria ser vivido como satisfat\u00f3rio, podia adquirir um car\u00e1ter desprazeroso e vice-versa, e o que era efetivamente satisfat\u00f3rio se apresentava como fracassado, insuficiente. Miller assinala que Freud expressa isso muito claramente em seu texto \u201cO mal estar na cultura\u201d: \u201ch\u00e1 algo que torna o homem incapaz de uma satisfa\u00e7\u00e3o completa, h\u00e1 algo podre no reino do gozo\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>. Por outro lado, ele muito rapidamente localizou o car\u00e1ter traum\u00e1tico da sexualidade para o ser falante. Em sua escrita, \u00e9 poss\u00edvel perceber o esfor\u00e7o para situar as raz\u00f5es pelas quais a sexualidade adv\u00e9m traum\u00e1tica a tal ponto de requerer uma resposta defensiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi uma viv\u00eancia precoce passiva! N\u00e3o, n\u00e3o! Foi ativa com ganho de prazer! Nem ativa, nem passiva, \u00e9 a prematura\u00e7\u00e3o! N\u00e3o foi uma viv\u00eancia, \u00e9 a fantasia! Talvez a no\u00e7\u00e3o de excedente posterior \u00e0 puberdade! Enfim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, como nos recordam na <em>Revista Lacaniana 26<\/em> e retoma Irene em um dos textos de orienta\u00e7\u00e3o para este ENAPOL, Freud tamb\u00e9m disse em uma Carta a Fliess o seguinte: \u201c\u00c0 pergunta: o \u2018que aconteceu nos prim\u00f3rdios da inf\u00e2ncia\u2019? a resposta \u00e9: \u2018nada\u2019. Mas o embri\u00e3o de um impulso sexual estava l\u00e1\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O g\u00e9rmen infantil <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora eu me declare absolutamente f\u00e3 dos <em>Tr\u00eas Ensaios<\/em> \u2013 um dos meus textos preferidos de Freud, sem d\u00favida \u2013, acho que nunca havia lido a Confer\u00eancia N\u00famero 20, intitulada \u2013 \u201cA vida sexual dos seres humanos\u201d. Como fa\u00e7o parte do grupo de hereges que marca os livros sem nenhum tipo de pudor, posso reconhecer rapidamente o que li e o que n\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Tr\u00eas ensaios sobre a teoria da sexualidade<\/em> \u00e9 de 1905; \u201cA vida sexual dos seres humanos\u201d, de 1917. Na confer\u00eancia mencionada, ele retoma de maneira um pouco condensada o que desenvolveu no seus <em>Tr\u00eas Ensaios<\/em>. Talvez seja essa condensa\u00e7\u00e3o, que o faz avan\u00e7ar muito mais r\u00e1pido, que me permitiu situar a sequ\u00eancia que quero compartilhar com voc\u00eas hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 uma dial\u00e9tica no texto que me interessa cernir. S\u00e3o tr\u00eas movimentos freudianos que me interessa isolar, tr\u00eas opera\u00e7\u00f5es sobre o que, na edi\u00e7\u00e3o de Ballesteros, foi traduzido como \u201cdesvios sexuais\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, primeiro movimento. Os desvios\/pervers\u00f5es sexuais s\u00e3o mais normais do que se pensa, n\u00e3o h\u00e1 nada de estranho neles. O ponto de partida de Freud \u00e9 cl\u00ednico, ele constata que no cora\u00e7\u00e3o dos sintomas neur\u00f3ticos se ocultam todo tipo de satisfa\u00e7\u00f5es sexuais. Freud normaliza \u2013 para dizer de maneira mais atual \u2013 \u201cdespatologiza\u201d as pervers\u00f5es ao sintomatiz\u00e1-las.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 80px;\">Eu disse que os sintomas neur\u00f3ticos s\u00e3o substitutos da satisfa\u00e7\u00e3o sexual [pag.305] e lhes indiquei que a confirma\u00e7\u00e3o desta assertiva pela an\u00e1lise dos sintomas viria a defrontar-se com numerosas dificuldades. Pois somente ser\u00e1 v\u00e1lida se na \u2018satisfa\u00e7\u00e3o sexual\u2019 incluirmos a satisfa\u00e7\u00e3o daquilo que se chama necessidades sexuais pervertidas, de vez que, com frequ\u00eancia surpreendente, se nos imp\u00f5e uma interpreta\u00e7\u00e3o de sintomas dessa esp\u00e9cie.<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o segundo movimento, ele dar\u00e1 um passo al\u00e9m que \u00e9 bem conhecido por n\u00f3s. Freud nos indica que as inclina\u00e7\u00f5es perversas t\u00eam suas ra\u00edzes na inf\u00e2ncia:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 80px;\">\u201cA sexualidade pervertida n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o uma sexualidade infantil cindida em seus impulsos separados\u201d. \u201cEsta semelhan\u00e7a, contudo, \u00e9 evidente: se de fato uma crian\u00e7a tem vida sexual, esta n\u00e3o pode ser sen\u00e3o uma vida sexual de tipo pervertido; pois, exceto quanto a alguns detalhes obscuros, as crian\u00e7as s\u00e3o desprovidas daquilo que transforma a sexualidade em fun\u00e7\u00e3o reprodutiva\u201d. \u201cOs senhores est\u00e3o cometendo o erro de confundir sexualidade com reprodu\u00e7\u00e3o, e com isto est\u00e3o bloqueando seu caminho para a compreens\u00e3o da sexualidade, das pervers\u00f5es e das neuroses.\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ressalto, de passagem, que este \u00e9 um tema extremamente atual, se levarmos em conta algo que Miller mencionou h\u00e1 alguns anos ao caracterizar o s\u00e9culo XXI, entre outras coisas, como atravessado pelo empuxo ao porn\u00f4. H\u00e1 uma nova maneira, eu diria, de confundir a sexualidade infantil n\u00e3o mais com a reprodu\u00e7\u00e3o, mas com a dimens\u00e3o do ato sexual. Isso traz grandes dificuldades para quem trabalha com crian\u00e7as pequenas, e abre toda uma problem\u00e1tica que \u00e9 a da cl\u00ednica do ato antes da puberdade, que conv\u00e9m interrogar a cada vez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resta situar o terceiro movimento. Para isso, remeto-os \u00e0 Conferencia 23 \u2013 \u201cOs Caminhos da Forma\u00e7\u00e3o dos Sintomas\u201d \u2013 essa, sim, eu tinha totalmente marcada\u2014onde Freud desenvolve suas s\u00e9ries complementares. Este terceiro passo sintetiza os anteriores. Vou retom\u00e1-los:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeiro movimento: no cora\u00e7\u00e3o do sintoma, a satisfa\u00e7\u00e3o \u00e9 perversa. Segundo movimento: a inf\u00e2ncia perversa e polimorfa. Terceiro e \u00faltimo: a satisfa\u00e7\u00e3o perversa no sintoma t\u00eam sua raiz na inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Nada. Ningu\u00e9m.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O retorno de Lacan a Freud \u00e9 um retorno de depura\u00e7\u00e3o. Se Freud disse \u201co fator infantil\u201d, com Lacan poder\u00edamos at\u00e9 prescindir do infantil e ficar apenas com o fator, poder\u00edamos, inclusive, nos contentar com a palavra g\u00e9rmen. Penso que g\u00e9rmen \u00e9 uma palavra muito boa, cont\u00e9m certa equivocidade, tem a pot\u00eancia do que se propaga, do que infecta, para o bem ou para o mal.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px; text-align: justify;\">Entre os cinco e sete anos, um menino \u00e9 visitado por uma fantasma que vinha do quarto dos pais. O movimento era preciso, vinha de l\u00e1 e o sujeito a esperava aparecer. Ele a via se aproximar, assustado, at\u00e9 que ela chegava \u00e0 sua cama e, nesse momento, de medo m\u00e1ximo, cobria-se com as cobertas. Escapava por pouco, mas permanecia coberto e enclausurado. O grito ficava engasgado, sem pedir ajuda. O menino sabia que todas as noites a fantasma viria e com ela, o medo.<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a><\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px; text-align: justify;\">Uma menina de cinco anos observa a m\u00e3e se arrumar em frente ao espelho. O telefone toca e ela atende. Do outro lado da linha, uma voz feminina diz o nome da menina e se apresenta como a namorada do pai. A pequena sujeito n\u00e3o sabe quem desligou a chamada. De volta com a m\u00e3e, esta lhe pergunta quem era. A resposta n\u00e3o demora, a menina responde:<em> \u201cN\u00e3o sei, ningu\u00e9m\u201d.<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><strong>[10]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Certamente voc\u00eas conhecem bem estes fragmentos, foram extra\u00eddos dos testemunhos de Alejandro Reinoso e D\u00e9bora Rabinovich. Em ambos, recorta-se a presen\u00e7a ominosa do feminino. No primeiro, a coisa dura tr\u00eas anos; no segundo, apenas o tempo de dizer uma frase curta. Em ambos os casos, podemos gritar: bingo! \u201cFiquei ali fixada\u201d, relata D\u00e9bora; \u201cN\u00e3o havia escapat\u00f3ria\u201d, afirma Alejandro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agrade\u00e7o a Reinoso pela luz que lan\u00e7ou sobre minha cl\u00ednica cotidiana ao chamar seu fen\u00f4meno de \u201cminha pequena alucina\u00e7\u00e3o infantil\u201d. Toda vez que discuto com algu\u00e9m que quer diagnosticar uma crian\u00e7a pela presen\u00e7a isolada de uma alucina\u00e7\u00e3o, cito o seu caso. Por outro lado, que ele a chame de \u201cpequena\u201d tem toda uma ironia. Mas agora, que me atrevo a colocar o fragmento de Debora junto ao de Alejandro para esta noite, percebo que, na verdade, a voz no telefone tem um car\u00e1ter similar.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px; text-align: justify;\">Esse nada.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px; text-align: justify;\">Esse ningu\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px; text-align: justify;\">Um g\u00e9rmen.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px; text-align: justify;\">Um fator em torno do qual \u00e9 poss\u00edvel inventar-se uma vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\">Tradu\u00e7\u00e3o: Camilla Baratto<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\">Revis\u00e3o: Paola Salinas<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Texto apresentado na Preparat\u00f3ria da EOL em 15\/05\/2025.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Membro da EOL\/AMP.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> <strong>Quignard, P.<\/strong> <em>Complementos a la teor\u00eda sexual y sobre el amor<\/em>. (2024) Buenos Aires: El Cuenco de Plata, 2025. <strong>p. 181<\/strong><strong>.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Miller, J-A. Crian\u00e7as violentas. <em>Op\u00e7\u00e3o lacaniana, Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise, <\/em>S\u00e3o Paulo, n. 77, ago. 2017, p.24.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Miller, J.-A. <em>Los divinos detalles<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2010. p.29. Tradu\u00e7\u00e3o nossa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Cf. Freud, S. Carta 101. (3 e 4 de janeiro de 1899). In<em>:__ Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud<\/em>. V.I. Rio de Janeiro: Imago, 1987, p. 296.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Freud, S. Confer\u00eancia XX. A vida sexual dos seres humanos. (1916-1917). In<em>:__ Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud<\/em>. V.I. Rio de Janeiro: Imago, 1996, p.313.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Ibidem, p. 316;321;317. N.T: Embora a cita\u00e7\u00e3o esteja em um par\u00e1grafo \u00fanico, salientamos que se refere a trechos de p\u00e1ginas distintas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Reinoso, A. O\u00fcir. <em>Freudiana, <\/em>Barcelona, n.88, p. 124-125, 2020. Tradu\u00e7\u00e3o nossa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Rabinovich, D. Mi mentira, mi fixi\u00f3n, <em>Revista Lacaniana de Psicoan\u00e1lisis,<\/em> Buenos Aires, n.23, p.84, out. de 2017. Tradu\u00e7\u00e3o nossa.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eugenia Serrano[2] Gosto dessas frases de Freud t\u00e3o prudentes, judiciosas, antigas, envelhec\u00edeis: As inumer\u00e1veis particularidades da vida amorosa humana s\u00e3o restos da inf\u00e2ncia. A ternura materna \u00e9 sexual. \u00c9 a lat\u00eancia que entrega todas as crian\u00e7as \u00e0 perversidade. O amor n\u00e3o tem objeto. 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