{"id":5193,"date":"2025-06-02T17:17:39","date_gmt":"2025-06-02T20:17:39","guid":{"rendered":"https:\/\/enapol.com\/xii\/?p=5193"},"modified":"2025-06-02T21:24:11","modified_gmt":"2025-06-03T00:24:11","slug":"a-magnifica-desolacao-e-a-encarnacao-do-corte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/enapol.com\/xii\/a-magnifica-desolacao-e-a-encarnacao-do-corte\/","title":{"rendered":"A MAGN\u00cdFICA DESOLA\u00c7\u00c3O E A ENCARNA\u00c7\u00c3O DO CORTE"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ram Mandil &#8211; <\/strong><strong>EBP\/AMP<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_5188\" aria-describedby=\"caption-attachment-5188\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2025\/05\/Imagem2.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-5188\" src=\"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2025\/05\/Imagem2.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"218\" srcset=\"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2025\/05\/Imagem2.jpg 986w, https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2025\/05\/Imagem2-300x131.jpg 300w, https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2025\/05\/Imagem2-768x334.jpg 768w, https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2025\/05\/Imagem2-500x218.jpg 500w, https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2025\/05\/Imagem2-700x305.jpg 700w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5188\" class=\"wp-caption-text\">Foto: NASA. Cr\u00e9dito Digitaliza\u00e7\u00e3o: NASA Johnson\/Kipp Teague<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O epis\u00f3dio \u00e9 pouco conhecido.\u00a0 Instantes antes de fazer o primeiro pouso na Lua, um alarme soa no computador do M\u00f3dulo Lunar: o enigm\u00e1tico \u201cc\u00f3digo 1202\u201d, indicando sobrecarga de dados no sistema.\u00a0 Nem os astronautas a bordo, Neil Armstrong e Edwin \u201cBuzz\u201d Aldrin, nem a Central em Houston sabiam as causas. Tens\u00e3o, seguida de checagem de todos os par\u00e2metros para embasar a decis\u00e3o: GO ou ABORT STAGE.\u00a0 Mesmo sem saber exatamente a causa, Houston d\u00e1 seu parecer: \u201cSomos pelo GO\u201d. As an\u00e1lises indicavam tratar-se de um \u201crisco aceit\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quarenta anos depois, \u201cBuzz\u201d Aldrin, em seu livro <em>Magnificient Desolation: the long journey home from the Moon<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\"><strong>[i]<\/strong><\/a><\/em>,\u00a0 vai esclarecer o motivo da sobrecarga de dados do computador de bordo durante a descida para a Lua:\u00a0 \u201c<em>Em algum momento, depois que\u00a0 Eagle <\/em>[o M\u00f3dulo Lunar]<em>\u00a0 se separou da Columbia <\/em>[a nave m\u00e3e]<em>, eu deveria ter desligado o \u00b4radar de rendez-vous\u00b4 <\/em>[o radar que permitiria o acoplamento de volta \u00e0 nave m\u00e3e quando do retorno da superf\u00edcie lunar]<em>, mas optei por n\u00e3o fazer isso (&#8230;) e simplesmente o deixei ligado\u201d. <\/em>\u00a0\u00a0Justificativa: \u201c<em>Eu queria uma precau\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a para o caso de termos de fazer uma subida r\u00e1pida, afastando-nos da superf\u00edcie da Lua e voltando ao espa\u00e7o para alcan\u00e7ar Mike Collins e o Columbia, nossa carona de volta para casa\u201d. <\/em>O que o leva a reconhecer que \u201c<em>na verdade, n\u00e3o t\u00ednhamos ideia de que os computadores n\u00e3o conseguiriam lidar com as informa\u00e7\u00f5es do \u00b4radar de rendez-vous\u00b4 e do \u00b4radar de pouso\u2019 ao mesmo tempo\u201d<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\"><strong>[ii]<\/strong><\/a><\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ningu\u00e9m, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o de Buzz Aldrin, poderia suspeitar que o sucesso da miss\u00e3o envolvia uma quest\u00e3o subjetiva diante da ideia de separa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">*<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma separa\u00e7\u00e3o de tipo especial, da qual podemos fazer a leitura a partir das teses de Lacan sobre o desmame (<em>le sevrage<\/em>). O desmame entendido como \u201cregula\u00e7\u00e3o de uma fun\u00e7\u00e3o social\u201d, uma regula\u00e7\u00e3o cultural, portanto, e n\u00e3o instintiva, e que teria por fun\u00e7\u00e3o suprir \u201cuma insufici\u00eancia vital\u201d<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[iii]<\/a>. Momento, inclusive, em que \u201cuma tens\u00e3o vital\u201d est\u00e1 associada a uma \u201cinten\u00e7\u00e3o mental\u201d<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[iv]<\/a>: por exemplo, a da aceita\u00e7\u00e3o e\/ou recusa do desmame. Como \u201cfixa\u00e7\u00e3o\u201d, o desmame marca, de modo permanente, \u201ca rela\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica que ele interrompe\u201d<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[v]<\/a>. Por extens\u00e3o, o nascimento tamb\u00e9m \u00e9 apreendido na perspectiva de um desmame, aquele que \u201csepara a crian\u00e7a da matriz, numa separa\u00e7\u00e3o prematura da qual prov\u00e9m um mal-estar\u201d<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[vi]<\/a>. \u00c9 daqui que, para Lacan, prov\u00e9m as \u201cnostalgias da humanidade\u201d: \u201ca miragem metaf\u00edsica da harmonia universal, o abismo m\u00edstico da fus\u00e3o afetiva, a utopia social de uma tutela totalit\u00e1ria, todos sa\u00eddos da obsess\u00e3o com o para\u00edso perdido de antes do nascimento e da mais obscura aspira\u00e7\u00e3o \u00e0 morte\u201d<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[vii]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas n\u00e3o ser\u00e3o as \u00faltimas palavras de Lacan sobre o tema. No <em>Semin\u00e1rio 10: a ang\u00fastia,<\/em> o parceiro da crian\u00e7a no desmame j\u00e1 n\u00e3o ser\u00e1 a m\u00e3e, mas o objeto.\u00a0 \u00c9 com o \u201cobjeto seccionado\u201d, separado, n\u00e3o do organismo da m\u00e3e, mas da pr\u00f3pria crian\u00e7a, que se d\u00e1 a \u201cdial\u00e9tica do desmame\u201d.\u00a0 A rela\u00e7\u00e3o fundamental \u00e9 com esse objeto, que n\u00e3o assegura uma liga\u00e7\u00e3o plena com o Outro<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[viii]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa dial\u00e9tica, cumpre assinalar a fun\u00e7\u00e3o do corte e a emerg\u00eancia do objeto ced\u00edvel.\u00a0 O corte \u2013 ou se quisermos, a mordida do significante &#8211; n\u00e3o se d\u00e1 entre a crian\u00e7a e a m\u00e3e, mas \u201centre aquilo em que se transformar\u00e1 o indiv\u00edduo lan\u00e7ado no mundo exterior e seus envolt\u00f3rios\u201d, sejam eles placenta ou mama<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[ix]<\/a>.\u00a0 A \u201cang\u00fastia do desmame\u201d n\u00e3o prov\u00e9m da falta do seio para suprir a necessidade do sujeito, mas, antes, do fato da crian\u00e7a ter que ceder um objeto \u201ca que est\u00e1 apensa como se fosse uma parte dela mesma\u201d<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[x]<\/a>.\u00a0 Em resumo: \u201cn\u00e3o \u00e9 verdade que a crian\u00e7a seja desmamada. Ela <em>se<\/em> desmama. Desliga-se do seio, brinca\u201d<a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\">[xi]<\/a>. Do \u201cobjeto seccionado\u201d, temos agora o \u201cobjeto ced\u00edvel\u201d e a satisfa\u00e7\u00e3o que acompanha esse singular jogo de <em>fort-da<\/em> por meio do soltar-se e tornar a pegar o seio. \u00c9 por essa via que Lacan ir\u00e1 evocar um \u201cdesejo de desmame\u201d<a href=\"#_edn12\" name=\"_ednref12\">[xii]<\/a>. Se n\u00e3o fosse poss\u00edvel reconhecer esse desejo, \u201ccomo poder\u00edamos sequer conceber os fatos sumamente primitivos, sumamente primordiais em seu aparecimento, da recusa do seio, as formas prim\u00e1rias da anorexia, cujas correla\u00e7\u00f5es no n\u00edvel do grande Outro nossa experi\u00eancia nos ensina imediatamente a procurar?\u201d<a href=\"#_edn13\" name=\"_ednref13\">[xiii]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A incid\u00eancia do corte e a emerg\u00eancia do objeto ced\u00edvel n\u00e3o se fazem sem a fun\u00e7\u00e3o de uma borda.\u00a0 Vale lembrar que o ato de suc\u00e7\u00e3o s\u00f3 entra em fun\u00e7\u00e3o a partir dos l\u00e1bios, essa borda que faz com que o orif\u00edcio seja operativo: \u201cO fato de o l\u00e1bio nos apresentar a pr\u00f3pria imagem da borda, de ser ele mesmo a encarna\u00e7\u00e3o, digamos, de um corte, \u00e9 perfeito para nos fazer intuir que estamos em terreno seguro\u201d<a href=\"#_edn14\" name=\"_ednref14\">[xiv]<\/a>. Que terreno seguro seria esse? Seria uma refer\u00eancia \u00e0 borda, considerada como litoral, onde se enla\u00e7am o corpo e a l\u00edngua, o orif\u00edcio corporal e a articula\u00e7\u00e3o labial dos fonemas?<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">*<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trajeto entre o impasse em ceder o objeto at\u00e9 a possibilidade de manejo com o objeto ced\u00edvel n\u00e3o foi percorrido sem deixar suas marcas em Buzz Aldrin. Ao pisar seus p\u00e9s na superf\u00edcie lunar e olhar \u00e0 sua volta, s\u00f3 lhe ocorre a express\u00e3o: \u201cque desola\u00e7\u00e3o magn\u00edfica!\u201d (\u201c<em>magnificient desolation\u201d<\/em>). No entanto, o que mais pareceu comov\u00ea-lo no solo lunar foi a impress\u00e3o que suas botas realizaram sobre essa superf\u00edcie. Marcas indel\u00e9veis de sua presen\u00e7a, ao mesmo tempo que de sua iminente aus\u00eancia. Os sulcos ali tra\u00e7ados n\u00e3o deixam de evocar a met\u00e1fora das ravinas da Sib\u00e9ria por onde Lacan via depositar o gozo que se precipita a partir da ruptura dos semblantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O reencontro de Buzz Aldrin com sua m\u00e3e, quando do seu retorno da viagem \u00e0 Lua, j\u00e1 n\u00e3o estava mais no horizonte. Marion Moon havia deixado esse mundo, por decis\u00e3o pr\u00f3pria, no ano anterior ao da miss\u00e3o espacial. \u00a0Anos depois, em mensagens pelo Twitter, ele cogita se n\u00e3o teria sido o nome de sua m\u00e3e o que o teria conduzido \u00e0 Lua e se nesse nome j\u00e1 n\u00e3o estaria escrito o seu destino de \u201cpioneiro\u201d.\u00a0 Mas tamb\u00e9m podemos nos perguntar se, uma vez tendo sido poss\u00edvel desprender-se da nave m\u00e3e, Buzz Aldrin pode, por fim, constituir para si uma borda, ao imprimir as marcas de seu corpo na superf\u00edcie lunar e realizar a acoplagem do \u201cmagn\u00edfico\u201d ao que poderia ter sido uma desola\u00e7\u00e3o sem fim.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5190\" aria-describedby=\"caption-attachment-5190\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2025\/05\/Imagem3.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5190\" src=\"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2025\/05\/Imagem3.jpg\" alt=\"\" width=\"310\" height=\"244\" srcset=\"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2025\/05\/Imagem3.jpg 310w, https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2025\/05\/Imagem3-300x236.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 310px) 100vw, 310px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5190\" class=\"wp-caption-text\">Foto: NASA. Cr\u00e9dito Digitaliza\u00e7\u00e3o: NASA Johnson\/Kipp Teague<\/figcaption><\/figure>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a> Aldrin, Buzz (com Ken Abraham). <em>Magnificent Desolation: The Long Journey Home from the Moon. <\/em>London: Bloomsbury Publishing PLC, 2009.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[ii]<\/a> Idem, p.17.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[iii]<\/a> Lacan, J. Os complexos familiares na forma\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo. In: <em>Outros Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003. p.40.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[iv]<\/a> Idem, p.37.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[v]<\/a> Ibidem.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[vi]<\/a> Lacan, Os complexos familiares&#8230;, p. 40.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[vii]<\/a> Idem, p.42.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[viii]<\/a> Lacan, J. <em>O Semin\u00e1rio livro 10: a ang\u00fastia<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2005. p. 328.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[ix]<\/a> Idem, p.256.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[x]<\/a>Idem, p.340.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\">[xi]<\/a> Idem, p.355.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref12\" name=\"_edn12\">[xii]<\/a> Idem, p.356.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref13\" name=\"_edn13\">[xiii]<\/a> Ibidem.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref14\" name=\"_edn14\">[xiv]<\/a> Idem, p.254.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ram Mandil &#8211; EBP\/AMP O epis\u00f3dio \u00e9 pouco conhecido.\u00a0 Instantes antes de fazer o primeiro pouso na Lua, um alarme soa no computador do M\u00f3dulo Lunar: o enigm\u00e1tico \u201cc\u00f3digo 1202\u201d, indicando sobrecarga de dados no sistema.\u00a0 Nem os astronautas a bordo, Neil Armstrong e Edwin \u201cBuzz\u201d Aldrin, nem a Central em Houston sabiam as causas.&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[104,99],"tags":[],"post_series":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5193"}],"collection":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5193"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5193\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5394,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5193\/revisions\/5394"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5193"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5193"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5193"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=5193"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}