{"id":5586,"date":"2025-06-12T17:22:16","date_gmt":"2025-06-12T20:22:16","guid":{"rendered":"https:\/\/enapol.com\/xii\/?p=5586"},"modified":"2025-06-12T17:22:16","modified_gmt":"2025-06-12T20:22:16","slug":"rubrica-eixo-4-como-falar-com-o-feminino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/enapol.com\/xii\/rubrica-eixo-4-como-falar-com-o-feminino\/","title":{"rendered":"RUBRICA EIXO 4:  COMO FALAR COM O FEMININO?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><strong>Margarida Elia Assad &#8211; <\/strong><strong>EBP\/AMP<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o muitas as manifesta\u00e7\u00f5es do que se extravia na constitui\u00e7\u00e3o do <em>falasser<\/em>. Ao assistirmos a s\u00e9rie <em>Adolesc\u00eancia<\/em>, muito comentada nas redes sociais, ficamos pensando sobre o qu\u00ea\u00a0 falar com esses sujeitos que acabaram de sair do que chamamos Inf\u00e2ncia, tradicionalmente chamados de p\u00faberes ou adolescentes, e se mostram desorientados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s parcerias sexuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Penso mais em escutar do que falar; o que escutamos quando vemos uma gera\u00e7\u00e3o desorientada, angustiada e sem rumo? O que est\u00e1 acontecendo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como psicanalistas, somos advertidos pela revela\u00e7\u00e3o freudiana de que enquanto <em>ser-para-o-sexo<\/em>, somos tamb\u00e9m <em>ser-para-a morte<\/em>. Quando atravessamos uma \u00e9poca em que a diferen\u00e7a sexual, que nomeamos de feminino, n\u00e3o encontra semblantes na forma de refer\u00eancias para um saber que venha a provocar um endere\u00e7amento ao Outro, o que vemos s\u00e3o sujeitos \u201c<em>suspensos num futuro l\u00edquido&#8221;<\/em> no sentido de Zigmunt Bauman. Diante da liquidez desse futuro, e causados por um n\u00e3o saber do feminino, surgem <em>gangs<\/em> e grupos massacrados pelo desvario do sexo sem Outro, sem transfer\u00eancia no sentido do amor. <em>Machosfera, Cultura Incel (celibat\u00e1rios involunt\u00e1rios!!), O Estuprador es tu, Masculinismo, Feminismo,<\/em> s\u00e3o algumas das manifesta\u00e7\u00f5es dessa liquidez que atravessa a sexualidade. O <em>ser-para-morte<\/em>, na sua forma mais radical:\u00a0 suic\u00eddio ou assassinato, se apresenta como uma ordem de ferro, manipuladas por outros falasseres, marcados pela mesma segrega\u00e7\u00e3o do feminino, que se utilizam da ferramenta tecnol\u00f3gica para exercerem sua pr\u00f3pria puls\u00e3o de morte frente ao que est\u00e1 segregado em si mesmo: o gozo feminino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resta investigarmos como interferir sobre a puls\u00e3o de morte que vem se dirigindo \u00e0 mulher,\u00a0 e at\u00e9 para as meninas, como corpos que, mesclados pelo feminino, s\u00e3o suportes do indiz\u00edvel, com o qual os sintomas da nova ordem social, entre meninos e meninas, atribuem\u00a0 como causa da solid\u00e3o e da ang\u00fastia. O frenesi de dan\u00e7as er\u00f3ticas pelo <em>Tik Tok<\/em>, os memes agressivos e insultantes, que s\u00e3o veiculados livremente pelos aparelhos celulares atestam essa fluidez do sexo. Como falar com o feminino segregado encarcerado pelo Um-dividualismo Moderno? Como falar e escutar essa galera jovem e suas experi\u00eancias complexas com a inevit\u00e1vel diferen\u00e7a sexual?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Margarida Elia Assad &#8211; EBP\/AMP S\u00e3o muitas as manifesta\u00e7\u00f5es do que se extravia na constitui\u00e7\u00e3o do falasser. Ao assistirmos a s\u00e9rie Adolesc\u00eancia, muito comentada nas redes sociais, ficamos pensando sobre o qu\u00ea\u00a0 falar com esses sujeitos que acabaram de sair do que chamamos Inf\u00e2ncia, tradicionalmente chamados de p\u00faberes ou adolescentes, e se mostram desorientados em&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[93],"tags":[],"post_series":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5586"}],"collection":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5586"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5586\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5591,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5586\/revisions\/5591"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5586"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5586"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5586"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=5586"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}