{"id":6709,"date":"2025-08-03T18:23:36","date_gmt":"2025-08-03T21:23:36","guid":{"rendered":"https:\/\/enapol.com\/xii\/?p=6709"},"modified":"2025-08-04T07:46:16","modified_gmt":"2025-08-04T10:46:16","slug":"transpusemos-a-linha-a-devastacao-da-natureza-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/enapol.com\/xii\/transpusemos-a-linha-a-devastacao-da-natureza-humana\/","title":{"rendered":"TRANSPUSEMOS A LINHA? A DEVASTA\u00c7\u00c3O DA NATUREZA HUMANA"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: justify;\">SALA: A DEVASTA\u00c7\u00c3O DA PALAVRA<br \/>\n<span style=\"color: #ff0000;\"><strong>TRANSPUSEMOS A LINHA?<br \/>\n<\/strong><strong>A DEVASTA\u00c7\u00c3O DA NATUREZA HUMANA<\/strong><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u201cA cria\u00e7\u00e3o do reino ps\u00edquico da fantasia encontra sua perfeita contrapartida na<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>institui\u00e7\u00e3o de &#8220;\u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o&#8221; e &#8220;reservas naturais&#8221;, onde as demandas da<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>agricultura, do tr\u00e2nsito e da ind\u00fastria amea\u00e7am modificar rapidamente o semblante<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>original da Terra e torn\u00e1-lo irreconhec\u00edvel. A reserva natural conserva o velho estado<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>que em geral, lamentavelmente, foi sacrificado \u00e0 necessidade. Nela, tudo pode vicejar e<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>crescer como bem entende, at\u00e9 o que \u00e9 in\u00fatil, mesmo o que \u00e9 daninho. Uma tal &#8220;\u00e1rea de<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>prote\u00e7\u00e3o&#8221;, subtra\u00edda ao princ\u00edpio da realidade, \u00e9 tamb\u00e9m o reino ps\u00edquico da fantasia\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">(Freud, S. O caminho de forma\u00e7\u00e3o de sintomas. <em>Obras Completas v. 13 Confer\u00eancias<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Introdut\u00f3rias \u00e0 psican\u00e1lise 1916-1917<\/em>. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 494).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Relatores<\/strong>: <em>Viviana Mozzi<\/em> (EOL); <em>Paula Iturra<\/em> (NEL); <em>Oscar Reymundo<\/em> (EBP)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Participantes:<\/strong> Ariel Hern\u00e1ndez (La Plata), Camila Poupadouk (S\u00e3o Paulo), Daiana Regojo (Buenos Aires), Jos\u00e9 Augusto Rocha (Ba\u00eda da Trai\u00e7\u00e3o), Jos\u00e9 Juan Ruiz Reyes (Ciudad de M\u00e9xico), Juliana Horowitz (Buenos Aires), Lucas Horvath (Buenos Aires), Luisa Carvalho Miranda de Lima (Palmas), Miguel Ram\u00edrez (Cochabamba), Milena Nadier (Salvador), Peter Molineaux\u00a0(Santiago de Chile), Stephanie Rudeke (Ciudad de Guatemala).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong> De que linha se trata?<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos situar, de in\u00edcio, as perguntas que funcionaram como pistas de leitura do pr\u00f3prio t\u00edtulo deste Observat\u00f3rio: a natureza \u00e9 humana? Trata-se da devasta\u00e7\u00e3o humana da natureza? O humano devastando a natureza? Devastado pela natureza? Devasta\u00e7\u00e3o da humanidade? Ou ser\u00e1, talvez, que a natureza humana \u201c\u00e9\u201d a pr\u00f3pria devasta\u00e7\u00e3o? Paradoxos que levaram a situar que n\u00e3o se trata apenas do inc\u00eandio do mundo, mas tamb\u00e9m da fogueira \u00edntima. A devasta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 estranha ao sujeito \u2014 o devastado nos constitui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da mesma forma, tr\u00eas significantes extra\u00eddos tamb\u00e9m do t\u00edtulo geraram contradi\u00e7\u00f5es, paradoxos, tens\u00f5es: a devasta\u00e7\u00e3o, a natureza, o humano. Algo \u201cressoa\u201d, provoca enigma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, o t\u00edtulo tamb\u00e9m inclui uma pergunta que Lacan dirige a seu audit\u00f3rio enquanto dita seu semin\u00e1rio sobre <em>A \u00e9tica da psican\u00e1lise<\/em>:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c[&#8230;] \u2013 transpusemos a linha?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o se trata do que fazemos aqui, mas do que ocorre no mundo em que vivemos. Isso n\u00e3o \u00e9 motivo, pois o que a\u00ed se profere faz um assaz ru\u00eddo vulgar n\u00e3o para n\u00e3o o ouvirmos.\u201d<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">De que linha se trata?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A aposta de Lacan \u00e9 situar a barreira n\u00e3o t\u00e3o n\u00edtida entre o desejo e o gozo \u2014 aquilo que excede o campo do Bem que se desdobra entre eles e a Lei como sua fun\u00e7\u00e3o interditora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para isso, sustenta-se nos desenvolvimentos freudianos de que o desejo se funda sobre um vazio central que ultrapassa o princ\u00edpio do prazer. <em>Das Unheimliche<\/em>, <em>das Ding<\/em>, s\u00e3o alguns dos nomes freudianos para esse mais al\u00e9m, fora de sentido e intraduz\u00edvel. O sujeito se mant\u00e9m a dist\u00e2ncia desse n\u00facleo \u00e9xtimo que o funda \u2014 que barreiras o det\u00eam e o protegem de seu pr\u00f3prio centro?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma dessas barreiras \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o do Belo, na medida em que \u201cdet\u00e9m o sujeito diante do campo inomin\u00e1vel do desejo radical, uma vez que \u00e9 o campo da destrui\u00e7\u00e3o absoluta\u201d. E acrescenta: \u201c\u00e9 evidentemente pelo verdadeiro n\u00e3o ser muito bonito de se ver, que o belo \u00e9, se n\u00e3o o seu esplendor, pelo menos sua cobertura\u201d<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[ii]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A transgress\u00e3o dessa linha\/barreira nos convoca a interrogar o que h\u00e1 mais al\u00e9m dela. Lacan nos adverte: \u201cN\u00e3o esque\u00e7amos que se sabemos que existe barreira e que existe um para al\u00e9m &#8211; do que existe para al\u00e9m dela, nada sabemos.\u201d<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[iii]<\/a>.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"2\">\n<li><strong> De que natureza se trata?<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dado que somos seres falantes, a natureza, assim como seus fen\u00f4menos, n\u00e3o pode ser outra coisa sen\u00e3o uma s\u00e9rie de hip\u00f3teses inventadas pelo desejo de conhecimento do cientista. Assim, o significante \u201cnatureza\u201d nada mais \u00e9 do que uma inven\u00e7\u00e3o do ser falante, que deve ser situada, como toda inven\u00e7\u00e3o, em um tempo hist\u00f3rico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De fato, segundo o discurso sobre a natureza, aquilo que os seres falantes acreditam ter descoberto sobre suas leis j\u00e1 foi dito e continua sendo dito. Quaisquer que sejam os fen\u00f4menos da natureza, eles n\u00e3o falam, n\u00e3o t\u00eam inconsciente, nem s\u00e3o afetados por sintomas. Portanto, os fen\u00f4menos que a ci\u00eancia estuda n\u00e3o dizem sen\u00e3o o que o cientista os faz dizer \u2014 em cada \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua confer\u00eancia de 1974, em Mil\u00e3o, Lacan se referiu a uma amea\u00e7a que n\u00e3o estava sendo escutada: \u201c&#8221;A for\u00e7a de remexer nas coisas que jamais haviam realmente conseguido fazer vir, sen\u00e3o do c\u00e9u, [a humanidade] agora est\u00e1 sendo devorada pelo real.\u201d<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[iv]<\/a> \u00c9 certo que a ci\u00eancia produz conhecimento que, ao tocar o real, de um lado salva milh\u00f5es de vidas, e de outro, as arru\u00edna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sintagma \u201cA devasta\u00e7\u00e3o da natureza humana\u201d \u00e9 equ\u00edvoco: pode-se interpretar que a natureza humana est\u00e1 sendo devastada ou que ela mesma \u00e9 devastadora. Ambas as leituras s\u00e3o poss\u00edveis e n\u00e3o se excluem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos dizer que a natureza \u00e9 uma fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, mas tamb\u00e9m uma fic\u00e7\u00e3o civilizat\u00f3ria, se se coloca o acento nos semblantes das diferentes culturas que enra\u00edzam sua identidade na terra que habitam, em seus s\u00edmbolos&#8230; No entanto, a natureza humana se caracteriza pelo fato de que o falante \u00e9 o \u00fanico ser vivo do planeta que deve inventar, um a um, seu modo de lidar com o real do vazio da exist\u00eancia. Isso implica que n\u00e3o se trata de retornar a uma \u201cnatureza ideal\u201d, que sabemos perdida desde o in\u00edcio, e tampouco de um atravessamento brutal das fic\u00e7\u00f5es\/semblantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lacan n\u00e3o prop\u00f5e um retorno rom\u00e2ntico \u00e0 natureza nem a uma moral conservadora. Sua proposta \u00e9 \u00e9tica e implica em n\u00e3o \u201cceder em seu desejo\u201d<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[v]<\/a> \u2014 levando em conta a dimens\u00e3o do que corre sob ele \u2014 mas tamb\u00e9m em n\u00e3o ir mais al\u00e9m de certo ponto, n\u00e3o for\u00e7ar o Real<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[vi]<\/a>, posto que o belo funciona como um v\u00e9u, uma forma de sustentar uma rela\u00e7\u00e3o com a Coisa sem violent\u00e1-la.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sabemos que estamos diante \u201cda possibilidade de ultrapassar esse limite, esse ponto de n\u00e3o retorno, n\u00e3o prov\u00e9m somente da amea\u00e7a nuclear\u201d<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[vii]<\/a> (como aconteceu durante a crise dos m\u00edsseis em 1959, ano em que Lacan come\u00e7a a ditar esse semin\u00e1rio), \u201cA outra grande amea\u00e7a \u00e9 a mudan\u00e7a clim\u00e1tica e, de maneira geral, a devasta\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica do planeta\u201d.<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[viii]<\/a><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"3\">\n<li><strong> A aposta da psican\u00e1lise<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9ric Laurent prop\u00f5e que \u201co irrespir\u00e1vel do ar contaminado \u00e9 tomado como exemplo dos efeitos da ci\u00eancia [e das tecnoci\u00eancias] que tornam o mundo irrespir\u00e1vel\u201d<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[ix]<\/a>, produzindo efeitos de sufocamento a n\u00edvel da civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 possibilidade de fazer la\u00e7o para al\u00e9m do saber imposto pela ci\u00eancia baseada em evid\u00eancias? O analista disp\u00f5e de uma ferramenta fundamental: a transfer\u00eancia. E prop\u00f5e a psican\u00e1lise como um espa\u00e7o de respira\u00e7\u00e3o artificial; um \u201cpulm\u00e3o artificial\u201d<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[x]<\/a> em rela\u00e7\u00e3o ao ar contaminado pelo agente do imperativo da paix\u00e3o pelo saber, inerente \u00e0 conjun\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia e discurso universit\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, o irrespir\u00e1vel da paix\u00e3o pelo saber se distingue do desejo de saber em jogo no discurso anal\u00edtico, que funciona como uma ajuda \u201ccontra\u201d, um lugar entre par\u00eanteses a essa paix\u00e3o mort\u00edfera; e o analista, no uso da fun\u00e7\u00e3o de sujeito suposto saber, visa prescindir dele ao final. Um sujeito suposto saber fazer la\u00e7o, um saber-fazer com aquilo que permita fazer respirar os corpos frente aos efeitos de certeza da viraliza\u00e7\u00e3o dos discursos dominantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A aposta, desde o campo da psican\u00e1lise, \u00e9 escutar o \u201cru\u00eddo\u201d daquilo que jamais poder\u00e1 ser escrito, para sustentar a tens\u00e3o dessa \u201clinha\u201d e seu mais al\u00e9m, do qual nada sabemos, e lograr tornar operativos os semblantes. A psican\u00e1lise nos ensina que a \u201clinha\u201d n\u00e3o diz respeito apenas \u00e0 transgress\u00e3o de uma lei, ao atravessamento de uma interdi\u00e7\u00e3o, mas ao risco de ir mais al\u00e9m do j\u00e1 sabido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pr\u00f3prio Freud transp\u00f4s os diques de seu tempo, perturbou a defesa ao dar lugar \u00e0 palavra das hist\u00e9ricas para que falassem de seus sintomas, e descobriu nelas, em suas palavras, que tinham uma rela\u00e7\u00e3o com a sexualidade. E mais ainda: situou aquilo que do sexual jamais ter\u00e1 inscri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O analista, com seu ato, perturba, n\u00e3o h\u00e1 retorno. Os finais de an\u00e1lise tamb\u00e9m nos ensinam sobre a transposi\u00e7\u00e3o de uma \u201clinha\u201d, o fantasma, e seu mais al\u00e9m: localizar o programa de gozo que d\u00e1 conta do efeito sobre o n\u00f3 do corpo e do gozo, para produzir um novo arranjo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Advertidos pela \u00e9tica das consequ\u00eancias, h\u00e1 modos e modos de transpor essa \u201clinha\u201d. N\u00e3o se trata de devastar o <em>parl\u00eatre<\/em>; trata-se de uma orienta\u00e7\u00e3o pelo real e n\u00e3o de for\u00e7ar o real. N\u00e3o se trata de um atravessamento selvagem das fic\u00e7\u00f5es, tendo em conta que a pr\u00f3pria natureza, tamb\u00e9m, \u00e9 uma fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Propomos que h\u00e1 modalidades de \u201ctranspor a linha\u201d: pode operar como defesa, pode ser brutal, pode provocar uma mudan\u00e7a radical em um sujeito, mas sempre esse atravessamento toca o corpo, e ali a psican\u00e1lise tem seu lugar, orientada a produzir um novo arranjo com o gozo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 nesse ponto que situamos a cita\u00e7\u00e3o que preside esta mesa acerca de \u201cresponder \u00e0 devasta\u00e7\u00e3o generalizada criando o campo sens\u00edvel para que as palavras possam operar construindo as fic\u00e7\u00f5es, seus modos de diz\u00ea-las, mantendo-as pr\u00f3ximas ao corpo. \u00c9 assim que a psican\u00e1lise pode fazer com que a roda da alian\u00e7a entre a ci\u00eancia e o capital se detenha por um instante\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\"><sup>[i]<\/sup><\/a> Lacan, J., (1959-1960) <em>O semin\u00e1rio, livro 7: a \u00e9tica da psican\u00e1lise<\/em>, Rio de Janeiro, Zahar, 2008, p. 275.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\"><sup>[ii]<\/sup><\/a> Ib\u00edd., p. 259-260.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\"><sup>[iii]<\/sup><\/a> Ib\u00edd., p. 276.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\"><sup>[iv]<\/sup><\/a> Lacan, J., \u201cA la Escuela Freudiana\u201d, Conferencia en Mil\u00e1n, 30 de marzo de 1974. p, 15. Acessado em: 08 de julho de 2005. Dispon\u00edvel em:\u00a0 https:\/\/ecole-lacanienne.net\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/30-03-1974.pdf . Tradu\u00e7\u00e3o nossa. No original: \u201c\u00c0 force de remuer les choses qu\u2019ils n\u2019avaient jamais vraiment pu faire venir que du ciel, ils sont maintenant mang\u00e9s par le r\u00e9el\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\"><sup>[v]<\/sup><\/a> Lacan, J., (1959-1960), <em>O semin\u00e1rio, livro sete<\/em>\u2026, \u00f3p. cit., p. 375.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\"><sup>[vi]<\/sup><\/a> Ib\u00edd., p. 91.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\"><sup>[vii]<\/sup><\/a> Castrillo Mirat, D., <em>Psicoan\u00e1lisis y pol\u00edtica, un encuentro necesario<\/em>, Espa\u00f1a, Xoroi Ediciones, 2024. p. 151. Tradu\u00e7\u00e3o nossa. No original:\u201cLa posibilidad de traspasar ese l\u00edmite, ese punto de no retorno, no proviene solo de la amenaza nuclear\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\"><sup>[viii]<\/sup><\/a> Ib\u00edd. Tradu\u00e7\u00e3o nossa. No original: \u201cLa otra gran amenaza es la del cambio clim\u00e1tico y, en general, la devastaci\u00f3n ecol\u00f3gica del planeta\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\"><sup>[ix]<\/sup><\/a> Laurent, \u00c9., \u201cLa angustia del sabio y su s\u00edntoma ecol\u00f3gico\u201d, <em>Zadig Espa\u00f1a<\/em>, 10 de janeiro de 2023. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/zadigespana.com\/2023\/01\/10\/la-angustia-del-sabio-y-su-sintoma-ecologico\/\">https:\/\/zadigespana.com\/2023\/01\/10\/la-angustia-del-sabio-y-su-sintoma-ecologico\/<\/a> Tradu\u00e7\u00e3o nossa. No original: \u201clo irrespirable del aire contaminado es tomado como ejemplo mismo de los efectos de la ciencia [y de las tecnociencias] que hacen irrespirable al mundo\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\"><sup>[x]<\/sup><\/a> Ib\u00edd. Tradu\u00e7\u00e3o nossa. No original: \u201cpulm\u00f3n artificial\u201d.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SALA: A DEVASTA\u00c7\u00c3O DA PALAVRA TRANSPUSEMOS A LINHA? A DEVASTA\u00c7\u00c3O DA NATUREZA HUMANA \u00a0 \u201cA cria\u00e7\u00e3o do reino ps\u00edquico da fantasia encontra sua perfeita contrapartida na institui\u00e7\u00e3o de &#8220;\u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o&#8221; e &#8220;reservas naturais&#8221;, onde as demandas da agricultura, do tr\u00e2nsito e da ind\u00fastria amea\u00e7am modificar rapidamente o semblante original da Terra e torn\u00e1-lo irreconhec\u00edvel.&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[106],"tags":[],"post_series":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6709"}],"collection":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6709"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6709\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6761,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6709\/revisions\/6761"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6709"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6709"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6709"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=6709"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}