{"id":6749,"date":"2025-08-03T19:17:17","date_gmt":"2025-08-03T22:17:17","guid":{"rendered":"https:\/\/enapol.com\/xii\/me-divierto\/"},"modified":"2025-08-13T12:13:15","modified_gmt":"2025-08-13T15:13:15","slug":"me-divirto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/enapol.com\/xii\/me-divirto\/","title":{"rendered":"ME DIVIRTO!"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">SALA: N\u00c3O EXISTE GENTE GRANDE<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #ff0000;\"><strong>ME DIVIRTO!<\/strong><\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u201cTenho sempre cinco anos\u201d (Jacques Lacan)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u201cTodos sabem que sou alegre, dizem at\u00e9 moleque: eu me divirto (&#8230;). \u00c9 verdade. N\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">sou triste. Ou, mais exatamente, s\u00f3 tenho uma tristeza, naquilo que me foi tra\u00e7ado como<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">carreira: \u00e9 haver cada vez menos pessoas a quem eu possa dizer as raz\u00f5es de minha<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">alegria, quando as tenho\u201d (Lacan, J. \u201cAlocu\u00e7\u00e3o sobre as psicoses da inf\u00e2ncia\u201d. <em>Outros<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003, p. 361).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Relatores<\/strong>: Alessandra Pecego (EBP) e Flory Kruger (EOL)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Participantes:<\/strong> Adriana Dolengiewich (Mendoza), Alejandro G\u00f3ngora (Santiago de Chile), Fernanda Carvalho (S\u00e3o Paulo), Giselle Cardozo (Caracas), Guacira Cavalcante (Salvador), Ishtar Rinc\u00f3n (Maracaibo), Jussara Jovita da Rosa (Florian\u00f3polis), Livia Beatriz Pereira (Rio de Janeiro), Martina Gonz\u00e1lez Arufe (Buenos Aires), Sebasti\u00e1n Zurita (Buenos Aires), Violeta Paolini (Bariloche), Yndira Parra (Maracaibo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>\u201c<\/em><em>O menino fremia no acor\u00e7\u00f4o, alegre de se rir para si, confortavelzinho, <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>com um jeito de folha a cair. A vida podia \u00e0s vezes raiar numa verdade extraordin\u00e1ria. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>Mesmo o afivelarem-lhe o cinto de seguran\u00e7a virava forte afago, <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>de prote\u00e7\u00e3o, e logo novo senso de esperan\u00e7a: <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>ao n\u00e3o sabido, ao mais. Assim um crescer e desconter-se \u2013 <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>certo como o ato de respirar \u2013 o de fugir para um espa\u00e7o em branco.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u201cAs margens da alegria\u201d, de Guimar\u00e3es Rosa<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">1. Acrian\u00e7a, o gozo e a alegria<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este relat\u00f3rio \u00e9 o resultado de uma pesquisa realizada por 12 membros das 3 Escolas da Am\u00e9rica Latina, a NEL, a EBP e a EOL. O conjunto dos textos aqui analisados nos permitir\u00e1 extrair pontos em comum e aprofundar a seguinte frase de J. Lacan, proposta para a realiza\u00e7\u00e3o deste trabalho:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cTenho sempre cinco anos\u201d. \u201cTodos sabem que sou alegre, dizem at\u00e9 moleque: me divirto. [&#8230;] \u00c9 verdade. N\u00e3o sou triste. Ou, mais exatamente, s\u00f3 tenho uma tristeza, naquilo que me foi tra\u00e7ado como carreira: \u00e9 haver cada vez menos pessoas a quem eu possa dizer as raz\u00f5es de minha alegria, quando as tenho\u201d<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a>.<a href=\"https:\/\/www.deepl.com\/en\/translator?ref=opentoolz&amp;utm_term=&amp;utm_campaign=BR%7CPMAX%7CC%7CEnglish&amp;utm_source=google&amp;utm_medium=paid&amp;hsa_acc=1083354268&amp;hsa_cam=21569273274&amp;hsa_grp=&amp;hsa_ad=&amp;hsa_src=x&amp;hsa_tgt=&amp;hsa_kw=&amp;hsa_mt=&amp;hsa_net=adwords&amp;hsa_ver=3&amp;gad_source=1&amp;gad_campaignid=21569276520&amp;gbraid=0AAAAABbqoWBJrIpApgZL1T0e9GIyntut4&amp;gclid=Cj0KCQjwyvfDBhDYARIsAItzbZF09KAYviv9xFDqKr86p5ePMgdp-ihV4bWmL6yq5qKfWfTMbo4w5fUaAvJvEALw_wcB#_ftn1\">[1]<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta frase de Lacan: \u201ceu tenho sempre cinco anos\u201d n\u00e3o remete para uma infantiliza\u00e7\u00e3o ing\u00eanua, mas para uma orienta\u00e7\u00e3o \u00e9tica que atravessa seu ensino: a de sustentar o infantil como uma dimens\u00e3o estrutural do sujeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa posi\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 articulada com o tema do XII ENAPOL \u201cFalar com a crian\u00e7a\u201d, mobiliza uma s\u00e9rie de quest\u00f5es cl\u00ednicas, te\u00f3ricas e pol\u00edticas sobre o estatuto da crian\u00e7a, do gozo, do trauma e da alegria, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 experi\u00eancia anal\u00edtica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A crian\u00e7a n\u00e3o \u00e9 um sujeito de ordem cronol\u00f3gica, trata-se de uma quest\u00e3o estrutural: um modo de ser atravessado pela <em>lalangue<\/em>, pela demanda e pelo gozo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se explorarmos o conceito de <em>adultus<\/em> a partir de sua etimologia \u2013 termo que poderia muito bem substituir o t\u00edtulo que nos convoca, \u201cgente grande\u201d \u2013 e o contrapor ao \u201cadulterado\u201d, podemos deduzir que, na psican\u00e1lise, n\u00e3o h\u00e1 completude, n\u00e3o h\u00e1\u00a0 ser adulto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A crian\u00e7a \u00e9 \u201co pai do homem\u201d, dizia Freud, indicando que o fundamento da neurose \u00e9 infantil. A castra\u00e7\u00e3o, como opera\u00e7\u00e3o estruturante, marca essa adultera\u00e7\u00e3o constitutiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No processo de uma an\u00e1lise, o sujeito retorna a essa posi\u00e7\u00e3o infantil, onde a demanda e o desejo se fundem em uma exig\u00eancia sem media\u00e7\u00f5es. De tal forma que o infantil n\u00e3o \u00e9 um est\u00e1gio a ser superado, mas uma condi\u00e7\u00e3o que persiste como um modo de gozar e de habitar a linguagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2- Trauma, <em>lalangue <\/em>e o gozo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em conson\u00e2ncia com essa tese estrutural, o trauma inaugural se situa como um acontecimento de gozo: o momento em que o significante toca o corpo e o mortifica. Essa experi\u00eancia n\u00e3o se apaga, mas funda uma rela\u00e7\u00e3o sintom\u00e1tica com o gozo que persiste na vida do sujeito. Seguindo essa linha, vemos como o infantil reaparece como ponto de fixa\u00e7\u00e3o do gozo e como uma an\u00e1lise pode conduzir \u00e0 disjun\u00e7\u00e3o do sujeito com esse objeto que o fixa. O infantil \u00e9 o ponto de enodamento entre corpo, gozo e significante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que encontramos na cl\u00ednica atual, articulando esses tr\u00eas conceitos, s\u00e3o crian\u00e7as sem bordas e adultos desorientados, uma \u00e9poca em que a fun\u00e7\u00e3o paterna est\u00e1 debilitada e a crian\u00e7a muitas vezes fica como mestre, objeto de um Outro que n\u00e3o sabe o que fazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9poca de queda dos ideais, em que as crian\u00e7as muitas vezes se encontram sozinhas diante do gozo e em que os adultos n\u00e3o encarnam fun\u00e7\u00f5es de limite ou transmiss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse tipo de desarranjo dentro da estrutura familiar \u00e9 que produz diversos sintomas nas crian\u00e7as e efeitos de desorienta\u00e7\u00e3o nos adultos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse contexto, a psican\u00e1lise tem a responsabilidade de oferecer um lugar onde seja poss\u00edvel uma inven\u00e7\u00e3o subjetiva, um la\u00e7o com o Outro que n\u00e3o se sustente, nem na moral, nem no diagn\u00f3stico, mas no desejo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3- A alegria como prova do desejo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dimens\u00e3o da alegria, longe de se situar como um simples afeto, apresenta-se como um efeito do saber fazer com o gozo. Para Lacan, a alegria \u00e9 uma consequ\u00eancia do ato anal\u00edtico, da subvers\u00e3o do sentido e da rela\u00e7\u00e3o viva com a <em>lalangue<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Freud tamb\u00e9m vincula a alegria \u00e0 libera\u00e7\u00e3o do reprimido e a um retorno l\u00fadico \u00e0s formas primitivas da linguagem. Lacan se pergunta: \u201cQue alegria encontramos naquilo que constitui nosso trabalho?\u201d e a vincula \u00e0 transmiss\u00e3o do desejo, tanto na pr\u00e1tica anal\u00edtica, quanto no ensino. N\u00e3o h\u00e1 alegria sem gozo, mas tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 alegria sem o trabalho de subjetiva\u00e7\u00e3o que o relan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4- O sintoma como inven\u00e7\u00e3o singular.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cl\u00ednica do passe permite observar como o curso de uma an\u00e1lise modifica a posi\u00e7\u00e3o do sujeito em rela\u00e7\u00e3o ao seu sintoma e ao seu gozo. N\u00e3o se trata, na an\u00e1lise, de eliminar o infantil, mas de produzir uma separa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao seu lugar no fantasma. O fim da an\u00e1lise n\u00e3o apaga o passado, mas produz uma travessia do infantil, uma releitura do gozo que o fixava a uma inven\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao seu sintoma que permite aloj\u00e1-la de outra maneira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa inven\u00e7\u00e3o n\u00e3o passa pela compreens\u00e3o, mas por uma opera\u00e7\u00e3o com a <em>lalangue<\/em>, que permite a cada um assumir sua singularidade no dizer. \u00c9 a\u00ed que se joga a alegria como efeito do encontro com uma satisfa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 da ordem do sentido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A travessia do fantasma n\u00e3o \u00e9 a elimina\u00e7\u00e3o do infantil, mas sua separa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao lugar imagin\u00e1rio que ocupava; \u00e9 a verifica\u00e7\u00e3o da mentira contida na estrutura fantasm\u00e1tica que a sustentava como verdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os testemunhos de passe transmitem a experi\u00eancia que cada analisante p\u00f4de atravessar em sua an\u00e1lise, revelam narrativas in\u00e9ditas e os diversos modos que cada um encontrou para lidar com o real em jogo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Surge a pergunta: como encontrar a satisfa\u00e7\u00e3o e a alegria, como ressalta Lacan, quando o infantil que se apresenta \u00e0 an\u00e1lise \u00e9 da ordem do trauma?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao fazer um breve levantamento dos testemunhos de passe, o que encontramos s\u00e3o cenas, passagens, significantes de uma experi\u00eancia infantil marcada por dificuldades, ang\u00fastia e terror.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recordemos o testemunho de Silvia Salman e seu relato sobre o dano materno, provocador de um sintoma que perdurava desde a inf\u00e2ncia, uma anorexia como marca da rela\u00e7\u00e3o m\u00e3e-filha e que circunscrevia o curto-circuito entre o objeto oral e a demanda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou, ainda mais, o passe de Mar\u00eda Cristina Giraldo<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[ii]<\/a><a href=\"https:\/\/www.deepl.com\/en\/translator?ref=opentoolz&amp;utm_term=&amp;utm_campaign=BR%7CPMAX%7CC%7CEnglish&amp;utm_source=google&amp;utm_medium=paid&amp;hsa_acc=1083354268&amp;hsa_cam=21569273274&amp;hsa_grp=&amp;hsa_ad=&amp;hsa_src=x&amp;hsa_tgt=&amp;hsa_kw=&amp;hsa_mt=&amp;hsa_net=adwords&amp;hsa_ver=3&amp;gad_source=1&amp;gad_campaignid=21569276520&amp;gbraid=0AAAAABbqoWBJrIpApgZL1T0e9GIyntut4&amp;gclid=Cj0KCQjwyvfDBhDYARIsAItzbZF09KAYviv9xFDqKr86p5ePMgdp-ihV4bWmL6yq5qKfWfTMbo4w5fUaAvJvEALw_wcB#_ftn2\">[2]<\/a>, onde ela descreve as tentativas do Outro materno de suprimir seu gozo autoer\u00f3tico \u2014 o de chupar os dedos para dormir \u2014 imobilizando seus bra\u00e7os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos encontrar passagens que trazem explicitamente lembran\u00e7as da crian\u00e7a como sintoma do casal parental, como no caso de Graciela Brodsky<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[iii]<\/a><a href=\"https:\/\/www.deepl.com\/en\/translator?ref=opentoolz&amp;utm_term=&amp;utm_campaign=BR%7CPMAX%7CC%7CEnglish&amp;utm_source=google&amp;utm_medium=paid&amp;hsa_acc=1083354268&amp;hsa_cam=21569273274&amp;hsa_grp=&amp;hsa_ad=&amp;hsa_src=x&amp;hsa_tgt=&amp;hsa_kw=&amp;hsa_mt=&amp;hsa_net=adwords&amp;hsa_ver=3&amp;gad_source=1&amp;gad_campaignid=21569276520&amp;gbraid=0AAAAABbqoWBJrIpApgZL1T0e9GIyntut4&amp;gclid=Cj0KCQjwyvfDBhDYARIsAItzbZF09KAYviv9xFDqKr86p5ePMgdp-ihV4bWmL6yq5qKfWfTMbo4w5fUaAvJvEALw_wcB#_ftn3\">[3]<\/a>, filha \u00fanica, \u201cser a \u00fanica\u201d, mas tamb\u00e9m ser \u201ca exclu\u00edda da festa alegre dos pais\u201d e, por isso, do gozo do Outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou o de D\u00e9bora Rabinovich<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[iv]<\/a><a href=\"https:\/\/www.deepl.com\/en\/translator?ref=opentoolz&amp;utm_term=&amp;utm_campaign=BR%7CPMAX%7CC%7CEnglish&amp;utm_source=google&amp;utm_medium=paid&amp;hsa_acc=1083354268&amp;hsa_cam=21569273274&amp;hsa_grp=&amp;hsa_ad=&amp;hsa_src=x&amp;hsa_tgt=&amp;hsa_kw=&amp;hsa_mt=&amp;hsa_net=adwords&amp;hsa_ver=3&amp;gad_source=1&amp;gad_campaignid=21569276520&amp;gbraid=0AAAAABbqoWBJrIpApgZL1T0e9GIyntut4&amp;gclid=Cj0KCQjwyvfDBhDYARIsAItzbZF09KAYviv9xFDqKr86p5ePMgdp-ihV4bWmL6yq5qKfWfTMbo4w5fUaAvJvEALw_wcB#_ftn4\">[4]<\/a>, que em meio \u00e0 briga do casal, para negar a exist\u00eancia de outra mulher, passou a sustentar um \u201cn\u00e3o sei\u201d que a acompanhou por toda a vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m podemos lembrar as experi\u00eancias traum\u00e1ticas que incluem o real do corpo e as interven\u00e7\u00f5es na inf\u00e2ncia, tratadas nos testemunhos de Ram Mandil<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[v]<\/a><a href=\"https:\/\/www.deepl.com\/en\/translator?ref=opentoolz&amp;utm_term=&amp;utm_campaign=BR%7CPMAX%7CC%7CEnglish&amp;utm_source=google&amp;utm_medium=paid&amp;hsa_acc=1083354268&amp;hsa_cam=21569273274&amp;hsa_grp=&amp;hsa_ad=&amp;hsa_src=x&amp;hsa_tgt=&amp;hsa_kw=&amp;hsa_mt=&amp;hsa_net=adwords&amp;hsa_ver=3&amp;gad_source=1&amp;gad_campaignid=21569276520&amp;gbraid=0AAAAABbqoWBJrIpApgZL1T0e9GIyntut4&amp;gclid=Cj0KCQjwyvfDBhDYARIsAItzbZF09KAYviv9xFDqKr86p5ePMgdp-ihV4bWmL6yq5qKfWfTMbo4w5fUaAvJvEALw_wcB#_ftn5\">[5]<\/a> (EBP), com o insuport\u00e1vel de um corpo com um \u201csaco vazio\u201d, ou no corpo submetido a diversas interna\u00e7\u00f5es desde os tr\u00eas anos e meio, como no caso de Sergio Laia<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[vi]<\/a><a href=\"https:\/\/www.deepl.com\/en\/translator?ref=opentoolz&amp;utm_term=&amp;utm_campaign=BR%7CPMAX%7CC%7CEnglish&amp;utm_source=google&amp;utm_medium=paid&amp;hsa_acc=1083354268&amp;hsa_cam=21569273274&amp;hsa_grp=&amp;hsa_ad=&amp;hsa_src=x&amp;hsa_tgt=&amp;hsa_kw=&amp;hsa_mt=&amp;hsa_net=adwords&amp;hsa_ver=3&amp;gad_source=1&amp;gad_campaignid=21569276520&amp;gbraid=0AAAAABbqoWBJrIpApgZL1T0e9GIyntut4&amp;gclid=Cj0KCQjwyvfDBhDYARIsAItzbZF09KAYviv9xFDqKr86p5ePMgdp-ihV4bWmL6yq5qKfWfTMbo4w5fUaAvJvEALw_wcB#_ftn6\">[6]<\/a> (EBP).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em todos esses testemunhos encontramos as solu\u00e7\u00f5es, as sa\u00eddas singulares, os circuitos pulsionais, que demonstram o que uma an\u00e1lise pode fazer em seu limite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Miller, em \u201cComo terminam as an\u00e1lises\u201d, dir\u00e1 que, na verdade, frequentemente, o que observamos no passe \u00e9 a trag\u00e9dia, mas tamb\u00e9m h\u00e1 a com\u00e9dia oculta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A trag\u00e9dia estava antes, e a passagem s\u00f3 ter\u00e1 sentido se a trag\u00e9dia ficar no passado, para que ali se possa inventar, alegremente, uma pequena com\u00e9dia. Com o pior, \u00e9 preciso produzir o riso<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[vii]<\/a>.<a href=\"https:\/\/www.deepl.com\/en\/translator?ref=opentoolz&amp;utm_term=&amp;utm_campaign=BR%7CPMAX%7CC%7CEnglish&amp;utm_source=google&amp;utm_medium=paid&amp;hsa_acc=1083354268&amp;hsa_cam=21569273274&amp;hsa_grp=&amp;hsa_ad=&amp;hsa_src=x&amp;hsa_tgt=&amp;hsa_kw=&amp;hsa_mt=&amp;hsa_net=adwords&amp;hsa_ver=3&amp;gad_source=1&amp;gad_campaignid=21569276520&amp;gbraid=0AAAAABbqoWBJrIpApgZL1T0e9GIyntut4&amp;gclid=Cj0KCQjwyvfDBhDYARIsAItzbZF09KAYviv9xFDqKr86p5ePMgdp-ihV4bWmL6yq5qKfWfTMbo4w5fUaAvJvEALw_wcB#_ftn7\">[7]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esses testemunhos dos AEs demonstram isso, pois eles conseguiram encontrar solu\u00e7\u00f5es que lhes permitiram recuperar, em vez da ang\u00fastia, um tipo de alegria infantil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com isso, finalmente, sustentamos a hip\u00f3tese da alegria do infantil no final da an\u00e1lise, quando se verifica a passagem de um inconsciente transferencial produzido em an\u00e1lise para um inconsciente real, no qual \u201cse extingue o sentido da verdade e da mentira\u201d<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[viii]<\/a><a href=\"https:\/\/www.deepl.com\/en\/translator?ref=opentoolz&amp;utm_term=&amp;utm_campaign=BR%7CPMAX%7CC%7CEnglish&amp;utm_source=google&amp;utm_medium=paid&amp;hsa_acc=1083354268&amp;hsa_cam=21569273274&amp;hsa_grp=&amp;hsa_ad=&amp;hsa_src=x&amp;hsa_tgt=&amp;hsa_kw=&amp;hsa_mt=&amp;hsa_net=adwords&amp;hsa_ver=3&amp;gad_source=1&amp;gad_campaignid=21569276520&amp;gbraid=0AAAAABbqoWBJrIpApgZL1T0e9GIyntut4&amp;gclid=Cj0KCQjwyvfDBhDYARIsAItzbZF09KAYviv9xFDqKr86p5ePMgdp-ihV4bWmL6yq5qKfWfTMbo4w5fUaAvJvEALw_wcB#_ftn8\">[8]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lacan nos assegura o encontro com uma satisfa\u00e7\u00e3o que marca o fim. A alegria diante da transforma\u00e7\u00e3o do sintoma, que possibilita uma nova solu\u00e7\u00e3o: a de saber fazer com ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, podemos dizer que a alegria da crian\u00e7a, aquela que Lacan, o moleque de cinco anos, conseguiu encontrar, \u00e9 recuperada atrav\u00e9s do nosso trabalho como analistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5- Um real que n\u00e3o envelhece<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A frase \u201cn\u00e3o h\u00e1 gente grande\u201d tamb\u00e9m pode ser lida como uma afirma\u00e7\u00e3o sobre a atemporalidade do inconsciente. As marcas da castra\u00e7\u00e3o e do trauma n\u00e3o esperam a idade adulta para se expressar: est\u00e3o sempre ativas. Por isso, o infantil n\u00e3o \u00e9 o que se supera, mas o que retorna como marca, como resto, como n\u00f3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A frase \u201cn\u00e3o existe gente grande\u201d deve ser lida como uma provoca\u00e7\u00e3o e como uma orienta\u00e7\u00e3o. Provoca\u00e7\u00e3o porque subverte os ideais de amadurecimento, de normaliza\u00e7\u00e3o, de evolu\u00e7\u00e3o linear do sujeito; e orienta\u00e7\u00e3o porque convida a ouvir o sujeito em sua dimens\u00e3o mais radical: a de seu gozo, sua singularidade, seu modo de falar e de ser falado pela <em>lalangue.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, a psican\u00e1lise n\u00e3o busca curar nem educar, mas acolher a palavra do sujeito, l\u00e1 onde n\u00e3o h\u00e1 sentido, mesmo onde h\u00e1 puro equ\u00edvoco. A alegria, ent\u00e3o, \u00e9 o sinal de que essa opera\u00e7\u00e3o foi poss\u00edvel: que o sujeito conseguiu separar seu ser do sentido do Outro, que p\u00f4de assumir seu modo de gozar, que p\u00f4de construir um estilo pr\u00f3prio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O infantil, entendido como estrutura, n\u00e3o \u00e9 superado, nem educado: \u00e9 assumido, reinscrito, alojado de outra forma. A an\u00e1lise permite essa passagem do infantil como sintoma, ao infantil como causa, como ponto de inven\u00e7\u00e3o. E isso produz, de fato, alegria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A aposta da psican\u00e1lise, em tempos de decl\u00ednio dos ideais, de perda das fun\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas e de novas configura\u00e7\u00f5es familiares, \u00e9 sustentar a escuta do sujeito, promover a inven\u00e7\u00e3o singular, alojar o gozo sem moral e sem pedagogia. E faz\u00ea-lo com alegria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, podemos afirmar que \u201cn\u00e3o existe gente grande\u201d porque n\u00e3o h\u00e1 um fim definitivo para o sujeito do inconsciente: h\u00e1, sim, uma possibilidade de reinven\u00e7\u00e3o, de alojamento, de saber fazer. E essa possibilidade \u00e9 o que sustenta nossa pr\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A alegria, ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 apenas um afeto, mas o sinal de que o sujeito conseguiu fazer algo com seu gozo, transformar o sintoma em <em>sinthome <\/em>e encontrar um caminho singular de satisfa\u00e7\u00e3o. \u00c9 a alegria daquele que atravessou seu fantasma e conseguiu alojar o infantil, sem ser capturado por ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A psican\u00e1lise n\u00e3o busca curar a crian\u00e7a, mas falar com ela, abrir um espa\u00e7o onde seu gozo possa ter lugar, onde sua palavra possa ser escutada, onde sua inven\u00e7\u00e3o seja poss\u00edvel. Esta \u00e9 a aposta \u00e9tica que articula esta investiga\u00e7\u00e3o e que o discurso anal\u00edtico tem como tarefa sustentar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><strong>Bibliografia<\/strong><\/span><span style=\"font-size: 13px;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\">Brousse, M.H. (2017). \u201cViolencias en las familias. Pegar y ser pegado\u201d. Bit\u00e1cora Lacaniana, revista da NEL. Grama edi\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\">Fryd, A. (2019). \u201cEl muro del Infantilismo\u201d em El factor infantil N\u00b0 26. Grama Edi\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\">Lacan, J. (2008). O Semin\u00e1rio, Livro 4 \u201cA rela\u00e7\u00e3o de objeto\u201d (1956-57). Paid\u00f3s.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\">Lacan, J. (2008). O Semin\u00e1rio, Livro 17 \u201cO reverso da psican\u00e1lise\u201d (1969-70). Paid\u00f3s.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\">Lacan, J. (2007). O Semin\u00e1rio, Livro 20 \u201cAinda\u201d (1972-73). Paid\u00f3s.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\">Laurent, E. (2006). \u201cOs sinais do gozo\u201d. Buenos Aires: Paid\u00f3s.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\">Laurent, E. (2015). \u201cPatologias da identifica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\">Miller, J.-A. (2010). \u201cA fuga do sentido\u201d. Em Revista Lacaniana.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\">Miller, J.-A. (2005). \u201cComo terminam as an\u00e1lises\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\">Paolini, V., Zurita, S., Parra, Y., Dolengiewich, A., Carvalho, F., Cardozo, G., Cavalcante, G., Rinc\u00f3n, I., Jovita da Rosa, J., Pereira, L., Gonzalez Arufe, M., G\u00f3ngora, A. Textos apresentados no \u00e2mbito do Grupo de Pesquisa do XII ENAPOL. (2025).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a> Lacan, J. \u201cAlocu\u00e7\u00e3o sobre as psicoses da inf\u00e2ncia\u201d. Outros Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p. 361<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[ii]<\/a> Primeiro testemunho de Maria Cristina Giraldo: A voz opaca.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[iii]<\/a> Primeiro testemunho de Graciela Brodsky. Em: \u201cA ordem simb\u00f3lica no s\u00e9culo XXI \u2013 colet\u00e2nea de textos do VIII congresso mundial de psican\u00e1lise \u2013 AMP. Rio de Janeiro, Subversos, 2013.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[iv]<\/a> Testemunho de Debora Rabinovich. Em: Revista Lacaniana de Psicoan\u00e1lise. Cidade Aut\u00f4noma de Buenos Aires, ano XIII, n\u00famero 25, 2018.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[v]<\/a> Testemunho de Debora Rabinovich. Em: Revista Lacaniana de Psicoan\u00e1lise. Cidade Aut\u00f4noma de Buenos Aires, ano XIII, n\u00famero 25, 2018.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[vi]<\/a> Testemunho de Sergio Laia. In: \u201cAposta no passe\u201d. Rio de Janeiro: Contra capa, 2018.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[vii]<\/a> MILLER, J-A. \u201cComo terminam as an\u00e1lises: Paradoxos do passe.\u201d Olivos: Grama edi\u00e7\u00f5es, 2022. p.145.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[viii]<\/a> MILLER, J-A&#8230; [ et al]. \u201cAposta no passe\u201d. Rio de Janeiro: Contra capa, 2018, p. 77.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SALA: N\u00c3O EXISTE GENTE GRANDE ME DIVIRTO! &nbsp; \u201cTenho sempre cinco anos\u201d (Jacques Lacan) \u201cTodos sabem que sou alegre, dizem at\u00e9 moleque: eu me divirto (&#8230;). \u00c9 verdade. N\u00e3o sou triste. 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