{"id":8021,"date":"2025-11-26T06:43:08","date_gmt":"2025-11-26T09:43:08","guid":{"rendered":"https:\/\/enapol.com\/xii\/lectora-2o-tiempo\/"},"modified":"2025-11-26T07:30:42","modified_gmt":"2025-11-26T10:30:42","slug":"lectora-2o-tiempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/enapol.com\/xii\/lectora-2o-tiempo\/","title":{"rendered":"Leitora 2\u00ba Tempo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><em>Louise Lhullier \u2013 EBP\/AMP<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O que aconteceu na primeira inf\u00e2ncia? Nada, mas j\u00e1 havia o germe de um primeiro impulso sexual<\/em>.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meu ponto de partida \u00e9 o <em>nada <\/em>dessa cita\u00e7\u00e3o de Freud, que se l\u00ea em ep\u00edgrafe no texto <em>O germe do pulsional e a lal\u00edngua<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><strong>[2]<\/strong><\/a><\/em>, do qual fui leitora nas Confer\u00eancias Federativas do XII ENAPOL.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como ler esse <em>nada<\/em>? A pergunta que o antecede \u2013 O que aconteceu na primeira inf\u00e2ncia? d\u00e1 uma indica\u00e7\u00e3o: nada <em><u>aconteceu<\/u><\/em>. Nada de <em>acontecimento<\/em>. \u00a0Por outro lado, este <em>mas j\u00e1 havia<\/em> que vem ap\u00f3s a v\u00edrgula aponta que nesse nada de acontecimento havia o germe do pulsional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 poss\u00edvel elencar uma s\u00e9rie de nadas anteriores a esse acontecimento. Nada de representa\u00e7\u00f5es, de significado, de significa\u00e7\u00f5es. Portanto, nada de sujeito, seja o da fenomenologia, esse sujeito que tem consci\u00eancia de si, que fala como Eu, operador de sentido, seja o sujeito do inconsciente.\u00a0 Nada de palavra, nada de mundo, nada de ser. Nada de imagin\u00e1rio, mas tamb\u00e9m nada de simb\u00f3lico pois, para que haja simb\u00f3lico, \u00e9 preciso que se conte pelo menos 1<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. Podemos questionar tamb\u00e9m se caberia falar de real, desse<em> real que n\u00e3o est\u00e1 enla\u00e7ado a nada <\/em>e que <em>condensa o puro fato do traumatismo<\/em><a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><em>, <\/em>como o definiu Lacan<em>. <\/em>Como poderia um real que <em>condensa o puro fato do traumatismo<\/em> ser anterior ao trauma, isto \u00e9, ao acontecimento de corpo que inaugura a experi\u00eancia de cada <em>falasser<\/em>?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do <em>nada<\/em> ao <em>acontecimento<\/em> ao <em>Um do gozo. Choque pulsional, nos termos de Freud, acontecimento de corpo, com Lacan. <\/em>Sigo o que o texto indica: um <em>antes<\/em> que \u00e9 o tempo desse <em>nada <\/em>&#8211; <em>Fora da hist\u00f3ria, fora do tempo do inconsciente<\/em> \u2013 <em>e <\/em>um <em>acontecimento <\/em>que inaugura o \u201cdepois\u201d, tempo do <em>falasser <\/em>e daquilo de que se ocupa a psican\u00e1lise.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lacan distingue o acontecimento do fen\u00f4meno de corpo, pois o primeiro implica na incid\u00eancia do significante. Em outras palavras, esse tempo do nada n\u00e3o era o de um corpo sem fen\u00f4menos, ou seja, sem manifesta\u00e7\u00f5es observ\u00e1veis da vida que o habitava. Mas o tempo do corpo falante somente advir\u00e1 se e quando o significante incidir sobre ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O conceito de <em>clinamen<\/em> evocado no texto e o belo v\u00eddeo recomendado dizem de como pela psican\u00e1lise e pela arte \u00e9 poss\u00edvel uma aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 ideia dessa origem fora do sentido, mero acidente em meio \u00e0 desordem, do qual o <em>falasser<\/em> \u00e9 a consequ\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u200bUma desordem pr\u00f3pria do que Miller definiu como <em>gozo \u201cnatural\u201d de um corpo vivo<\/em>, colocando esse \u201cnatural\u201d entre aspas<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.\u00a0 Mas tamb\u00e9m desordem dos significantes que v\u00eam do Outro como <em>enxame<\/em>, zumbido de <em>lalingua<\/em>, materialidade sonora, anterior ao sentido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 que, por acidente, algo da\u00ed se recorta, ressoa, faz vibrar a mat\u00e9ria bruta do corpo vivo, de <em>sua natureza de corpo<\/em>, fazendo existir Um gozo, origem do corpo enquanto <em>subst\u00e2ncia gozante<\/em>, nos termos de Lacan.\u00a0 Esse algo que se recorta constitui-se, ent\u00e3o, como significante Um, <em>que n\u00e3o faz cadeia, que n\u00e3o se articula e conta-se como zero de sentido<\/em>. Para designar esse encontro fundador do <em>falasser<\/em>, a que Lacan se referiu como o <em>mist\u00e9rio do corpo falante, <\/em>Bernardino Horne sugeriu o termo <em>encarna\u00e7\u00e3o<\/em>. Nas suas palavras,<\/p>\n<blockquote><p><em>O mist\u00e9rio da encarna\u00e7\u00e3o \u00e9, ent\u00e3o, a realiza\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o da palavra \u2013 n\u00e3o em sua significa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o em seu sentido, mas na materialidade de suas resson\u00e2ncias \u2013 com o corpo, tamb\u00e9m como mat\u00e9ria bruta. (&#8230;) Se trata de um acontecimento que \u00e9 do registro do real. (&#8230;) o que nasce desse encontro \u00e9 o falasser<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup><strong>[6]<\/strong><\/sup><\/a>.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como pensar a letra enquanto materialidade na sua rela\u00e7\u00e3o com o som? No texto encontramos as met\u00e1foras da cicatriz e da ferida e a refer\u00eancia a uma escrita indiz\u00edvel, a um saldo de gozo que <em>se precipita de lal\u00edngua como ileg\u00edvel<\/em>. Lacan atribuiu a fun\u00e7\u00e3o de letra a esse significante Um, fora do sentido e que n\u00e3o se confunde com o n\u00famero 1 da s\u00e9rie dos n\u00fameros naturais. Ele o escreve como algarismo romano I, para que n\u00e3o se confunda com o 1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O apagamento desse I, produzir\u00e1 o furo, a falta, o zero da inexist\u00eancia e, tamb\u00e9m, o zero que d\u00e1 in\u00edcio \u00e0 sequ\u00eancia dos n\u00fameros naturais e \u00e0 possibilidade de contar, requisito essencial \u00e0 instaura\u00e7\u00e3o da ordem simb\u00f3lica, como ensinou Lacan.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na perspectiva de Plotino, refer\u00eancia de Lacan em rela\u00e7\u00e3o ao Um, que Sergio Givone aborda em <em>Historia de la nada<\/em>, o nada \u00e9 o \u00fanico predicado que cabe a esse Um, <em>que n\u00e3o \u00e9 algo<\/em> (&#8230;) <em>mas que \u00e9 propriamente \u201co nada\u201d das coisas de que \u00e9 o princ\u00edpio<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><strong>[7]<\/strong><\/a>. <\/em>Como princ\u00edpio, <em>nada<\/em> <em>precede ao Um, que de nada tem necessidade e a nada est\u00e1 vinculado<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><strong>[8]<\/strong><\/a>. <\/em>O ato pelo qual o Um se faz <em>princ\u00edpio, fonte, pot\u00eancia<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><strong>[9]<\/strong><\/a><\/em>, <em>\u00e9 profundamente infundado<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><strong>[10]<\/strong><\/a><\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A isso que Plotino chama <em>ato <\/em>nos referimos, a partir de Lacan, como <em>acontecimento. <\/em>Um <em>acontecimento <\/em>que est\u00e1 na origem e que acessamos guiados por Freud, que <em>nos apresenta a via de acesso que nos leva a encontrar com o trauma. Trauma enquanto f\u00f3rmula geral do acontecimento de corpo que deixa marcas de afeto<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\"><strong>[11]<\/strong><\/a><\/em>. Essa \u00e9 a hip\u00f3tese apresentada no texto do qual sou leitora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marcas de afeto que podemos ler no sintoma. Segundo Miller,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>o gozo em quest\u00e3o no sintoma n\u00e3o \u00e9 prim\u00e1rio. Ele \u00e9 produzido pelo significante. E \u00e9 precisamente essa incid\u00eancia significante que faz do gozo do sintoma um acontecimento, n\u00e3o apenas um fen\u00f4meno. O gozo do sintoma demonstra que houve um acontecimento, um acontecimento de corpo ap\u00f3s o qual o gozo natural entre aspas, que se pode imaginar como o gozo natural do corpo vivo, encontrou-se perturbado e desviado. Esse gozo n\u00e3o \u00e9 prim\u00e1rio, mas \u00e9 primeiro em rela\u00e7\u00e3o ao sentido que o sujeito lhe d\u00e1, e o faz por meio do seu sintoma como interpret\u00e1vel<\/em>.<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, \u200b\u00e9 pela via do sintoma \u200b que se pode\u00a0\u200bt\u200bocar, em uma an\u00e1lise, \u200ba\u200blgo desse\u00a0real, \u200bdessa marca\u00a0deixada pelo acontecimento de corpo inaugural, encarna\u00e7\u00e3o do significante. Esse nada encarnado, \u200bpura letra,\u00a0que est\u00e1 na origem e resta irredut\u00edvel, \u200bleio no texto, \u00e9 algo da ordem do gozo que <em>n\u00e3o se pode dizer, mas se pode usar<\/em>. Assim, a pergunta pelo saber-fazer nas an\u00e1lises que os autores nos apresentam encontra uma orienta\u00e7\u00e3o que repercute no t\u00edtulo do XII ENAPOL: Falar com a crian\u00e7a implica uma opera\u00e7\u00e3o que siga as pistas desse incur\u00e1vel, desarmando as armadilhas do sentido e resistindo ao desejo de dormir, para que cada um possa encontrar o seu imposs\u00edvel e inventar \u200bcom isso\u00a0algo mais digno \u200bque a mis\u00e9ria do sofrimento sintom\u00e1tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Analistas da Escola testemunham sobre esse poss\u00edvel face ao imposs\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Freud, S. Carta de Freud a Fliess &#8211; 3 de janeiro de 1899. A correspond\u00eancia completa de Freud para Fliess 1887-1904. Rio de Janeiro: Imago, 1986, p. 339<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Dispon\u00edvel pelo link: <a href=\"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2025\/08\/O-germen-pulsional-e-a-lalingua.pdf\">O-germen-pulsional-e-a-lalingua.pdf<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Lacan, J. O semin\u00e1rio, livro XVI: de um outro ao Outro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2008, p. 290.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Miller, J.-A. <em>Piezas Sueltas. <\/em>Buenos Aires, Paid\u00f3s, 2013, p. 50<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Miller, J.-A. <em>Ler um sintoma.<\/em> Op\u00e7\u00e3o Lacaniana: Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise, n. 70, junho 2015, p. 19<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Horne, B. El mist\u00e9rio. In: Bernardino Horne; Iordan Gurgel (compiladores). <em>El campo uniano<\/em>:<em> la \u00faltima ense\u00f1anza de Lacan y sus consecuencias.<\/em> Olivos: Grama Ediciones, 2023, p. 47. (tradu\u00e7\u00e3o livre)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Givone, S. <em>Historia de la nada<\/em>. C\u00f3rdoba: Adriana Hidalgo Editora, 2001, p. 76<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Id., p. 86<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Id., p. 76<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Id., p. 86<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Dispon\u00edvel pelo link: <a href=\"https:\/\/enapol.com\/xii\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2025\/08\/O-germen-pulsional-e-a-lalingua.pdf\">O-germen-pulsional-e-a-lalingua.pdf<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Miller, J.-A. <em>Ler um sintoma, op.cit.<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Louise Lhullier \u2013 EBP\/AMP O que aconteceu na primeira inf\u00e2ncia? 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