{"id":744,"date":"2021-06-02T10:11:14","date_gmt":"2021-06-02T13:11:14","guid":{"rendered":"http:\/\/x-enapol.org\/pt\/?post_type=avada_portfolio&#038;p=744"},"modified":"2021-06-02T10:11:14","modified_gmt":"2021-06-02T13:11:14","slug":"o-amor-como-invencao","status":"publish","type":"avada_portfolio","link":"https:\/\/enapol.com\/xpt\/portfolio-items\/o-amor-como-invencao\/","title":{"rendered":"O amor como inven\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1352px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p style=\"text-align: justify;\">A teoria psicanal\u00edtica do amor, elaborada por Freud, concebe o amor a partir da perspectiva da repeti\u00e7\u00e3o. No decorrer de sua obra, podemos perceber:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>\u201cO encontro do objeto de amor \u00e9 propriamente um reencontro\u201d. <em>Tr\u00eas ensaios para a sexualidade<\/em>, <em>(1905).<\/em><\/li>\n<li>\u201cExiste um clich\u00ea (para o exerc\u00edcio da vida amorosa) que se repete de maneira regular na trajet\u00f3ria da vida\u201d. <em>Sobre a din\u00e2mica da transfer\u00eancia<\/em> <em>(1912).<\/em><\/li>\n<li>\u201cCertas pessoas elegem seu posterior objeto de amor segundo um modelo\u201d. <em>Introdu\u00e7\u00e3o ao narcisismo (1914)<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Freud, existiria um tempo anterior no qual o ser humano teria encontrado um objeto de amor fundamental que determina toda elei\u00e7\u00e3o futura. Toda elei\u00e7\u00e3o de objeto na realidade n\u00e3o \u00e9 outra coisa, sen\u00e3o o substituto de um objeto de amor primordial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00c9dipo freudiano aporta o marco referencial por excel\u00eancia \u00e0 teoria freudiana do amor: todo amor \u00e9 repeti\u00e7\u00e3o. Assim, quando se ama, n\u00e3o se trata de um encontro amoroso, mas de um reencontro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o de Lacan em rela\u00e7\u00e3o ao amor. Para Lacan, o amor de transfer\u00eancia n\u00e3o \u00e9 repeti\u00e7\u00e3o mas, ao contr\u00e1rio, o amor lacaniano \u00e9 inven\u00e7\u00e3o, como assinala J.-A. Miller em <em>L\u00f3gicas da vida amorosa<\/em><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lacan, no Semin\u00e1rio 11, sugere n\u00e3o confundir a transfer\u00eancia com a repeti\u00e7\u00e3o: \u201c[&#8230;] a transfer\u00eancia, como modo operat\u00f3rio, n\u00e3o poderia bastar-se em se confundir com a efic\u00e1cia da repeti\u00e7\u00e3o, com a restaura\u00e7\u00e3o do que est\u00e1 ocultado no inconsciente [&#8230;]\u201d <a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conceber o amor de transfer\u00eancia como repeti\u00e7\u00e3o de uma viv\u00eancia anterior \u00e9 confin\u00e1-lo ao registro do <em>aut\u00f4maton<\/em> do registro do simb\u00f3lico; ao contr\u00e1rio disto, Lacan, a partir do Semin\u00e1rio <em>Mais, ainda<\/em> ligar\u00e1 a transfer\u00eancia ao registro do real, do lado da <em>tiqu\u00ea<\/em>, o que a define n\u00e3o como repeti\u00e7\u00e3o, mas como inven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A concep\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica do amor, antes de Lacan, estava circunscrita \u00e0s dimens\u00f5es imagin\u00e1ria e simb\u00f3lica, tomadas das ideias freudianas sobre o amor narcisista e sobre o amor anacl\u00edtico ou por apoio, definidos por Freud em <em>Introdu\u00e7\u00e3o ao narcisismo<\/em>. Lacan introduz o registro do real no amor de transfer\u00eancia, trazendo uma grande novidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Semin\u00e1rio 20, Lacan considera que uma inven\u00e7\u00e3o pode vir a ocupar o lugar do vazio do \u201c<em>rapport<\/em>\u201d sexual inexistente, funcionando como suplemento desse furo no real. Na terceira parte do cap\u00edtulo IV, <em>O amor e o significante<\/em>, afirma: \u201cO que vem em supl\u00eancia \u00e0 rela\u00e7\u00e3o sexual, \u00e9 precisamente o amor\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No semin\u00e1rio 21, in\u00e9dito, <em>Os n\u00e3o tolos erram<\/em>, na aula de 19 de fevereiro de 1972, Lacan declara:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c[&#8230;] o inconsciente n\u00e3o descobre nada, n\u00e3o h\u00e1 nada para descobrir no real, s\u00f3 que existe ali um furo, ent\u00e3o o inconsciente inventa. Todos n\u00f3s inventamos algo para tapar o furo no real, ali onde n\u00e3o existe o <em>rapport<\/em> sexual. Ali onde se produz um <em>troumatisme<\/em> Um inventa, inventa o que pode\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em raz\u00e3o da aus\u00eancia de programa\u00e7\u00e3o sexual se inventa \u201cum modo de rela\u00e7\u00e3o no qual cada um se arranja, ainda que n\u00e3o sem certo fracasso, quer dizer, um sinthoma, expressa Jacques-Alain Miller na entrevista <em>La invenci\u00f3n del partenaire<\/em>, realizada em France-Culture em 16-06-2005<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Frente ao furo no real, surgem tr\u00eas inven\u00e7\u00f5es por parte do <em>falasser<\/em>, novo nome proposto por Lacan para o inconsciente: o gozo, o desejo e o amor. Cada um destes se apresenta dotado de um <em>partenaire<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O gozo, express\u00e3o da demanda imperativa e insaci\u00e1vel da puls\u00e3o, n\u00e3o conhece limites, n\u00e3o necessita do Outro para se realizar. Sua parceria \u00e9 com sua pr\u00f3pria satisfa\u00e7\u00e3o, facilitando que o corpo do falasser goze de si mesmo; \u00e9 a puls\u00e3o autoer\u00f3tica freudiana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desejo, enigm\u00e1tico, necessita da parceria com o Outro que introduz um limite, que pode ser ou n\u00e3o desej\u00e1vel. O desejo n\u00e3o sabe o que deseja e, em muitas ocasi\u00f5es, fica eclipsado, desaparece frente \u00e0 puls\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os dois, est\u00e1 o amor como terceira inven\u00e7\u00e3o resultante da supl\u00eancia; aqui, podemos localizar a frase de Lacan no Semin\u00e1rio 10: \u201cS\u00f3 o amor permite ao gozo condescender ao desejo\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O amor, instalado em uma parceria, permite crer que \u00e9 poss\u00edvel encontrar o Outro que faz falta ao desejo e que tamb\u00e9m facilita o acesso \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o a qual a puls\u00e3o aspira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O amor inventa um \u201c<em>partenaire<\/em>\u201d quase divino, a quem exaltar e idolatrar, um objeto elevado, em algumas ocasi\u00f5es, \u00e0 dignidade da Coisa. Contudo, apesar da fun\u00e7\u00e3o de media\u00e7\u00e3o que o amor exerce entre a puls\u00e3o e o desejo, a inexist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual segue presente para al\u00e9m dos encontros amorosos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O real pulsional, correlato da inexist\u00eancia do \u201crapport\u201d sexual, invade o campo do amor nas categorias freudianas referidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O amor narcisista \u00e9 o tipo de amor que, na maioria das vezes, p\u00f5e em evid\u00eancia a inexist\u00eancia do \u201crapport\u201d sexual, pois exclui o Outro. \u00c9 a variante do amor ligada ao registro do Um, campo da puls\u00e3o autoer\u00f3tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O amor anacl\u00edtico comporta um tipo de amor que inclui o Outro. O amor anacl\u00edtico faz existir o <em>rapport sexual<\/em> ao introduzir o parceiro como solu\u00e7\u00e3o frente ao furo no real, abrindo assim as portas para que a puls\u00e3o possa intervir nos assuntos do desejo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos dizer que, se o amor narcisista est\u00e1 intimamente ligado \u00e0 puls\u00e3o, o amor do tipo anacl\u00edtico est\u00e1 relacionado \u00e0 inven\u00e7\u00e3o frente ao furo no real. \u00c9 o n\u00f3 topol\u00f3gico do amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A revaloriza\u00e7\u00e3o do amor, colocada por Lacan no Semin\u00e1rio m<em>ais, ainda<\/em> e destacada por Miller em seu curso <em>El partenaire-s\u00edntoma<\/em>, introduz a participa\u00e7\u00e3o do amor na sexualidade feminina, na qual o Outro, marcado pela castra\u00e7\u00e3o, joga um papel fundamental, mantendo sua posi\u00e7\u00e3o de \u00fanico, de insubstitu\u00edvel<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O gozo feminino seria um gozo erotoman\u00edaco, ligado ao Outro, enquanto que o gozo masculino seria do tipo fetichista, submetido \u00e0 inflexibilidade pulsional. O gozo masculino necessita femininizar-se, quer dizer, permitir a introdu\u00e7\u00e3o do Outro marcado pela castra\u00e7\u00e3o, para poder amar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o amor que processa a inexist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual: o discurso \u2013 quer dizer o la\u00e7o social \u2013 tamb\u00e9m se alimenta de tal furo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO la\u00e7o social \u00e9 o termo que responde ao <em>rapport <\/em>sexual\u201d, afirma Miller<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Formular o tratamento do real pulsional por interm\u00e9dio do amor, abre uma nova perspectiva em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 transfer\u00eancia. O amor de transfer\u00eancia pode permitir que a puls\u00e3o necessite do Outro para orientar-se nos caminhos do desejo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A inven\u00e7\u00e3o do amor na experi\u00eancia anal\u00edtica tem incid\u00eancia sobre o real pulsional e leva \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da transfer\u00eancia, ao desvelar-se a inconsist\u00eancia do S(A\/) conduzindo \u00e0 inven\u00e7\u00e3o maior que surge para bordear o furo no real: o passe.<\/p>\n<p>Por <strong>Ronald Portillo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tradu\u00e7\u00e3o: Cinthia Busato<br \/>\nRevis\u00e3o: Glacy Gonzales Gorski<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> MILLER, J-A. O amor entre repeti\u00e7\u00e3o e inven\u00e7\u00e3o, In Op\u00e7\u00e3o Lacaniana on line, nova s\u00e9rie Ano 1, n\u00famero 2, Julho de 2010, p.15.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> LACAN, J. O Semin\u00e1rio livro 11, os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise, Rio de Janeiro: Zahar editores, 1979, p. 137.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> LACAN, J. O Semin\u00e1rio livro 20, mais, ainda, Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor, 1985, p.62.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> LACAN, J.\u00a0 O Semin\u00e1rio 21, in\u00e9dito, <em>Os n\u00e3o tolos erram<\/em>, aula de 19 de fevereiro de 1972.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> MILLER, J-A. Entrevista en \u201cFrance-Culture\u201d, 16.06.2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> LACAN, J. O Semin\u00e1rio Livro 10, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2005, p.197.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> MILLER, J-A., El partenaire-s\u00edntoma, Cap. VII, Paid\u00f3s, p. 159.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> \u00a0Ibidem, p. 167.<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":745,"menu_order":64,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"portfolio_category":[27],"portfolio_skills":[],"portfolio_tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xpt\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/744"}],"collection":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xpt\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio"}],"about":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xpt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/avada_portfolio"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xpt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xpt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=744"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/enapol.com\/xpt\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/744\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":752,"href":"https:\/\/enapol.com\/xpt\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/744\/revisions\/752"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xpt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/745"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/enapol.com\/xpt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=744"}],"wp:term":[{"taxonomy":"portfolio_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xpt\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_category?post=744"},{"taxonomy":"portfolio_skills","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xpt\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_skills?post=744"},{"taxonomy":"portfolio_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/enapol.com\/xpt\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_tags?post=744"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}