A linguagem, em sua elucubração sobre o que afeta os corpos, segue escrevendo o novo no amor. Esta seção receberá contribuições da comunidade para nutrir um dicionário que apresente as novas palavras ou frases que concernem ao amor e às novas modalidades de seus laços. Letras que entrarão no turbilhão dos modos de dizer o amor em cada localidade e que ressoarão, no final, na polifonia do país da psicanálise.
Todos convidados a ler, escrever, pesquisar, se deixar atravessar pela flecha do cupido, concernir… amar!
Também é utilizado o termo «arroba» nessas ocasiões, uma vez que em redes sociais como Twitter, Instagram e TikTok os usuários são cadastrados como @. Mas também pode se referir a qualquer pessoa que se prefere não nomear. O uso é mais presente em textos, mas também aparece nas falas. Exs. 1 – «Tentei puxar papo com o/a @ pelo direct, após ele/ela postar um story». 2 (Interação com seguidores) – «O/A @ parente bolsominion passa vergonha dizendo o quê?» (Vagner Arakawa, Ribeirão Preto, Brasil)
Juntar-se em mancebia com alguém, sem vínculo formal ou legal, sem manter uma relação explícita como a do casamento; amasiar: depois de muito tempo de namoro, resolveram se amancebar. Como no exemplo: Letícia namorava Fernando desde o início da faculdade e pouco antes de se formarem resolveram se amancebar. Eles estão amancebados há três anos. (Gabriella Dupim, João Pessoa, Brasil)
Palavra composta pelo verbo “amar”, do latim amare. Ter amor por alguém, o adjetivo “amante”: de amar e -nte; latim. amans, -antis. Que ama. Amado ou querido, o verbo “amantar”: tr. coloq. Cobrir alguém com manta sem ajustá-la ao corpo e o sufixo: “azgo”: do ant. -adgo. Forma substantivos que designam dignidade, compromisso. Indica condição ou estado. Indica ação e efeito. Usa-se para expressar um estado amoroso entre achado e saciedade. (Laura Petrosino. Buenos Aires, Argentina.)
Tradução: Ruth Jeunon
Revisão: Paola Salinas
Neologismo que nos chega a partir do filme de Emicida, esse compositor e músico brasileiro que vem ao modo acontecimento…! Amar E lo, uma palavra-canção-invenção que faz a articulação entre amor e laço… E que faz ressoar, também, a poesia de Paulo Leminski, onde o poeta nos bem-diz: amar é um elo entre o azul e o amarelo! (Valéria Beatriz Araujo, Curitiba, Brasil).
Esse modismo indica que alguém oficializou um relacionamento amoroso. O amor, amarra?! Pode ser utilizado para se referir a como, ao se amarrar, surge a ilusão de fazer um com o outro, de como o outro pode fazer parte do inconsciente de um sujeito sendo seu sintoma ou lhe causando sintomas. Pode-se ouvir os jovens nas ruas dizendo «me amarrei, não tem mais volta”. (Miguel De la Rosa, asociado à NEL, Guayaquil, Ecuador)
Sentir tristeza, pena ou desânimo por um conflito ou pela ruptura de uma relação amorosa. Por exemplo: «Quando conversamos na semana passada, ela andava com catarro/estava com a cara de choro pela discussão com Marcelo». (José Luis Obaid, associado à NEL-Santiago, Santiago. Chile)
Tradução: Ruscaya Maia
Revisão: Paola Salinas
Diz-se das mulheres que andam “enlouquecidas” por causa dos avatares do amor. Locução recolhida de uma analisante que literalmente diz: «As mulheres na minha família quando se apaixonam andam como galinhas sem cabeça».
Raúl Castañeda-Cerezo, Asociado NEL-Guatemala, Cidade da Guatemala, Guatemala
«Vocês são casados?» «Não, apalomados”. Foi a resposta que uma mulher deu à pergunta sobre seu estado civil. É usado como sinônimo de juntados, de amasiados. Por que a pomba (apalomado vem de “paloma”, “pomba”, em espanhol) é o pássaro usado nessa expressão? Já ouvi “juntados”, de união, como um casal; apalomados se usa para dizer que vivem juntos sem serem casados. Penso na incrível adaptação da pombas para viver nas cidades, na insistência delas em construir um ninho em praticamente qualquer buraco, fenda ou espaço, e mesmo na adaptação de sua alimentação, destacando a sua ousadia para conseguir alimento. Haveria algo disso, da adaptação ao novo, no uso dessa expressão? (Laura Ellese, Córdoba, Argentina)
Tradução: Gabriela Malvezzi
Revisão Paola Salinas
Expressão popular entre adolescentes para definir um modo de relacionamento amoroso a dois. Esta forma se caracteriza por manter proximidade e, ao mesmo tempo, distância no que diz respeito à privacidade. É durável, não é passageiro e é praticado como o oposto à formalidade. Os adolescentes em análise dizem: “Estou tendo um arrime com…”. O foco é a leveza da relação do casal
(Yael Noris Ferri, Córdoba, Argentina).
Na Colômbia, quando uma pessoa está próxima de ter sexo com alguém, diz: tenho um arroz em (fogo) baixo. Esta referência gastronômica faz alusão a que o último passo do cozimento do arroz é colocá-lo em fogo baixo; depois disso, o próximo passo é comê-lo. Portanto, “põe no fogo baixo o arroz, se queres comê-lo”. (Marlon Cortés, associado à NEL-Medellin, Medellin, Colômbia)
Tradução: Cinthia Busato
Revisão: Paola Salinas
Sinônimo de namorada, esquema, ficante, peguete, tinderete, rolo, etc. Qualquer mulher que se esteja tendo relações sexuais ocasionais pode-se chamar de boyzinha. Como no exemplo: Pedro está saindo com uma boyzinha linda! (Gabriella Dupim, João Pessoa, Brasil)
. Relações sexuais sigilosas entre homens que não se consideram homossexuais porque seguem o padrão de masculinidade heteronormativa. Vindo da palavra inglesa Brotherhood (irmandade) a gíria é também usada para debochar da homossexualidade existente no erotismo viril. Por exemplo: “Eu o vi masturbando o amigo que levei no churrasco, só na broderagem. Eu dei pro Ronaldo ontem só na broderagem. A Katia não precisa saber, porque não entenderia nossa amizade. Esses «viados» dizem que são homens, mas vivem na broderagem”.
Paula de Paula, Belo Horizonte, Minas Gerais
Termo empregado na gíria juvenil (mas não somente) para mencionar o parceiro que compartilha com o amante momentos, ocasiões, saídas e alguma outra atividade sem pretensão de se implicar afetivamente com ele/ela. Será essa a nova nomeação que se presume desligada para não se ligar naquilo que implica o amor? São realmente os vínculos de hoje vazios de implicação? Ou será que esta denominação abarca implicitamente uma dialética de pertencimento-não pertencimento evitando o uso de títulos que nos comprometem com o outro? (Luciana Martínez, Cid-Salta, Argentina).
Pessoa(s) conhecida(s) procurada(s) ocasionalmente para flerte virtual e/ou para encontro amoroso sem compromisso. O termo faz menção à lista de contatos na agenda telefônica. Por exemplo: “Vai chamar um de seus contatinhos para sair?”. Costuma-se dizer: “Não trate como mozão, quem te trata como contatinho!”.
Christine Athayde, Montes Claros, Brasil
Termo em inglês para se referir a uma pessoa de quem gosta e com quem gostaria de ter um encontro amoroso (real ou não). Por exemplo: «Ontem, vi meu/minha crush na festa e não consegui fazer nada». (Vagner Arakawa, Ribeirão Preto, Brasil)
Quando a atração sexual só ocorre depois de um laço afetivo. Por exemplo: «Sou demi sexual, preciso primeiro criar uma amizade, um afeto, pra depois sentir tesão ou vontade de beijar» (Tatiana Vidotti, São Paulo, Brasil).
Um encontro contingente de corpos, que ocorre fundamentalmente em função de jogos sexuais ou da ordem do ato, onde o Outro simbólico está apagado e não existem proibições. Em um segundo tempo rompe-se esse encontro, como se ele “não tivesse existido”. O gozo acontece no corpo sem mediação nem ordem simbólica, sem compromisso subjetivo. É um significante interessante usado por adolescentes e jovens em Havana e que parece pura pulsão, em termos de descarga ou catarse. (Maritza Bernia, NEL, Havana, Cuba).
Termo de bailes funk, vem de “embrasar”, botar brasa. 1. Juntar com amigos antes da festa. 2. Deixar a mulher em brasa. 3. O som que te deixa agitado, excitado, com tesão. Por exemplo: «Embrazar é cair na putaria, é só sacanagem». (Musso Greco, EBP, Belo Horizonte, Brasil)
Pessoa que está cegamente apaixonada por outra, como se estivesse enfeitiçada ou dominada por esta. Costuma-se dizer a uma pessoa quando está evidente nela o seu amor pelo outro. (Jader Flórez, Associado NEL-Medelín, Medelín-Antioquia, Colômbia).
Pessoa que está apaixonada e amarrada a outra pelas experiências sexuais que esta lhe oferece. Daí o nome de “encoñado”, tomado do dialeto espanhol: “coño”, que em alguns países de língua espanhola se refere à vulva ou vagina. Exemplo: “vejam como ele está, todo encoñado. Quem sabe o que estão dando a ele”; “fazem isso tão bem que ele fica todo encoñado”, referindo-se a algo sexual. (Jader Flórez, Associado NEL-Medelín, Medelín-Antioquia, Colômbia).
É uma pessoa que está apaixonada e engrupir é enrolar, dizer coisas lindas para que a outra pessoa se apaixone ou se deixe tapear pelo apaixonado. Pode ser um verbo ou substantivo. (Martha Idrovo Vanegas. Asociada a la NEL-Santiago, Santiago de Chile).
Tradução: Gabriela Malvezzi
Revisão: Paola Salinas
A expressão «estar enguayabado» é usada na Venezuela quando uma pessoa está com dor-de-cotovelo, sofrendo por um desamor, pelo rompimento de um relacionamento ou por um amor não-correspondido. A origem desta palavra remonta à lenda de um prisioneiro da Rotunda (prisão na Venezuela), em 1923, que se recolhia à sombra de uma goiabeira para ruminar sobre sua tristeza, sentindo saudade de seus entes queridos e de sua liberdade. Os demais presos comentavam que ele «estava Enguayabado».
Carolina Carrillo, Associada Nel-Caracas, Caracas, Venezuela
Tradução: Gabriela Malvezzi
Revisão: Paola Salinas
Termo de bailes funk. Aquilo que te solta e cria clima. Por exemplo: «Você está no baile, na envolvência, e você está até comandando a bunda das meninas». (Musso Greco, EBP, Belo Horizonte, Brasil)
Estar em uma (“estar na bad” ou “estar na pior”): expressão que implica estar muito tomado por alguma questão que, certamente, não inclui outra pessoa, e que impossibilita ou limita nos encontrarmos com ela. Em geral, trata-se de uma situação pessoal introspectiva, próxima a uma crise. Muitas vezes também se diz: “estou meio em uma”. Exemplos: “não tenho muita vontade de te ver hoje, estou em uma”, ou: “eu queria muito te ver hoje, mas estou meio em uma”. (Julia Zack, Buenos Aires , Argentina)
Tradução: Cristiana Gallo
Revisão: Paola Salinas
Estado de relacionamento que não acarreta a entrega e o compromisso esperado por um namoro, entretanto, é mais sério que somente uma ficada, na qual existem regras não claras sobre fidelidade. Exemplo: “Eu estava ficando com a Clara, mas acabei beijando a Tereza que conheci no Tinder, acredita que a Clara ficou brava? Disse que estamos ficando e não posso beijar ninguém, mas a gente nem namora!”.
Caroline Cabral Quixabeira, Goiânia, Brasil
1. Quando a pessoa está descompromissada, solteira, sem estar “ficando”, namorando ou casada com ninguém. 2. Sentir-se pronto para arranjar alguém. Por exemplo: «Estou na pista, à caça de alguém para ficar». (Musso Greco, EBP, Belo Horizonte, Brasil)
Verbo que indica a ação de imaginar, criar coisas que não existem ou, em outros termos, fantasiando, “tá na Disney” (criou uma historia). Em relação ao amor, trata-se de um amor não muito correspondido. Quando flasheamos com alguém, muitas vezes, trata -se, em geral, de um contexto no qual não se está vivendo uma relação séria.
Ex.: “Creio que flasheaste amor…e voce era outro entre varios”- Canción “Flasheaste Amor”. AMPLIAR
Natacha Collino, Córdoba, Argentina
Tradução: Ruth Jeunon
Revisão: Paola Salinas
Ato de deixar alguém na zona de amizade. Remete a certos desencontros no amor: quando alguém tem um interesse amoroso e o outro vê essa pessoa somente como amigo. “Te deixo na friendzone” foi a frase que “V” disse ao garoto que queria algo sério com ela, esclarecendo, ao me contar, que em alguns momentos, este é um recurso para sair da situação incômoda de ter que dizer que não gosta de determinada pessoa. Os retoquezinhos de lalíngua fazem borda entre aquilo que não se escreve da relação sexual e algum dizer amigável. (Adriana Soto, Buenos Aires, Argentina)
Na Colômbia, chamam de “gado” pessoas com quem alguém se encontra apenas para fazer sexo. Eles não são amigos. Apenas sexo. Faz referência às espécies bovinas que ficam no curral, prontas para o abate e para servirem de alimento. Assim, alguém pode perguntar a você: “Quantas você tem no seu gado?”
Marlon Cortés, associado ao NEL-Medellín, Medellín, Colômbia
Uma jovem analisante conta, em meio a encontros e desencontros amorosos, que acaba de ghostear em seu último relacionamento. O termo ghosting é o ato de terminar uma relação amorosa sem muita explicação, simplesmente desaparecendo da vida da outra pessoa. Bloqueando e removendo esse contato das redes sociais. (Gabriela Cuomo, EOL, Buenos Aires, Argentina).
É uma condensação que busca expressar uma modalidade de governo orientada pelo respeito às diversidades do amor. Em alemão soa melhor pelas ressonâncias que a palavra Liebe (amor) tem com Libido e Leben (vida). Certa vez utilizei esse termo para destacar a diferença com os regimes que promovem o vínculo supremacista, racial, machista, que buscam anular as diferenças.
(Claudio Steinmeyer. Membro da Lacansche Orientierung Berlín, grupo adscrito a NLS).
Tradução: Eduardo Vallejos
Significa o encontro entre dois, de forma virtual. Quando, coincidentemente, dão “like” um no outro em um aplicativo como, por exemplo, o Tinder. “Deram match”, significa que começaram uma eventual relação, a princípio virtual, que pode vir a se tornar um encontro entre os corpos.
Mónica Biaggio – EOL, Buenos Aires, Argentina
Tradução: Gabriela Malvezzi
Revisão: Paola Salinas
É uma forma de usar as palavras para ludibriar ou conquistar alguém que você goste muito. Não se diz “falar coisas bonitas”, diz-se “meter lábia”. (Martha Idrovo Vanegas. Associada da NEL-Santiago, Santiago do Chile).
Tradução: Eduardo Vallejos
Revisão: Marcia Zucchi
“Dizer namorada ou parceiro já se tornou vintage”. Entre os adolescentes, o novo no amor se apresenta sob a forma lógica do “meu vínculo”, expressão que serve para nomear o laço amoroso que se sustenta com uma pessoa. A ilusão que o Outro é e se o tem, se imiscui a partir do substantivo “vínculo” para assinalar o encadeamento ou a amarra em retroação com o pronome possesivo “meu”. (Martina Gonzalez Arufe, Buenos Aires, Argentina)
Tradução: Flávia M. S. Leibovitz
Revisão: Renata Martinez
Grupo destinado a pessoas que buscam encontros amorosos, a partir de um viés político do espectro à esquerda. Referência direta ao aplicativo Tinder e ao Partido dos Trabalhadores (PT), no Brasil. Criado em 2019, após grande polarização política e eleição de candidato da extrema direita. Ex. «Estou conversando com uma pessoa que conheci pelo PTinder». (Vagner Arakawa, Ribeirão Preto, Brasil)
Conhecidas como bonecas do amor, surgiram no Japão em 1981. Feitas de silicone e equipadas com cabeça e vagina desmontáveis, possuem aparência extremamente realista, tamanho natural e textura de pele humana. Adquiridas especialmente por deficientes físicos e viúvos, elas são tomadas não apenas como meros objetos sexuais, mas também como próteses afetivas.
Angélica Tironi, Rio de Janeiro, Brasil
Palavra que se usa atualmente não para referir-se a um acidente geográfico, como em espanhol. Nem é a/o que está de saída, nem a/o ex do vínculo recentemente finalizado. Trata-se de uma maneira de nomear o/a que ‘sai com’. Está vinculado à ideia de não usar possessivos do tipo: “meu namorado”. Mas não evita o “de”. Parece que somente muda o lugar onde se enreda, mas ninguém se livra dos enredos do amor. Numa conversa com alguém que tratava de me explicar quem era uma moça para outro rapaz, me disse “Mariana é a sainte de Marcelo”. (Paula Pederiva, Buenos Aires, Argentina)
Tradução: Ruscaya Maia
Revisão: Marcia Zucchi
Usa-se tanto para aludir a uma briga ou discussão com alguém, como para descrever uma situação que transborda; faz referência a um aumento inesperado da tensão agressiva em uma conversa. É usado quando alguém comenta uma situação em terceira pessoa: “fulano se esquentou (se picó)” ou “a coisa ferveu (re picó)” quando a troca entre interlocutores ficou “quente”. (Roxana Vogler, EOL, Buenos Aires, Argentina)
Tradução: Flávia M. S. Leibovitz
Revisão: Renata Martinez
Vem do inglês to ship e faz referência ao desejo romântico, às vezes utópico, de unir duas pessoas ou personagens em um romance. Costuma ser utilizado pelos adolescentes para indicar que lhes parece atrativa a possibilidade de que dois possam fazer um casal porque gostam de como se veriam juntos. Poderíamos dizer que é a versão millennial da la cestina. Um exemplo é: “eu shippo a Ana e o João porque eles ficam bem juntos”.
Mariana Li Fraini. Buenos Aires, Argentina
Tradução: Eduardo Vallejos
Revisão: Paola Salinas
Vem do inglês stalker que significa perseguidor. Refere-se à ação de investigar as redes sociais de uma pessoa para obter informações ou descobrir atividades às quais esta dedica seu tempo. Exemplo: “Ela deu um like na foto de perfil do meu namorado (a), então entrei no seu perfil para stalkearla, mas era a sua prima.”
(Zindy Valencia, associada a APL- Arequipa, Grupo Associado NEL, Arequipa, Perú).
Tradução: Bruna Guaraná
Revisão: Marcia Zucchi
Pessoa que se ama às escondidas. É uma maneira de nomear um amante. Exemplo: “estavas com o tinieblo”; “e o tinieblo, como está¿”. Tinieblas en espanhol quer dizer Trevas.
(Jader Flórez, Asociado Nel-Medellín, Medellín-Antioquia, Colombia).
Tradução: Ruth Jeunon
Revisão: Paola Salinas
Nomeia uma forma de “laço” e se usa na linguagem cotidiana. No Peru, diz-se daquela que ama com loucura, é controladora, ciumenta, possessiva etc. Também se pode aplicar para o homem (tóxico) ou nas parcerias atuais (relação tóxica). Há muitos ‘memes’ sobre esse tema. (Mónica Vásquez. Lima, Peru)
Usa-se cotidianamente na Colômbia quando uma pessoa faz referência a seu interesse amoroso por alguém em expressões como “Estou tragado(a) por (fulano)…” ou “Traguei (sicrano)…”. Ao surgimento desse interesse nomeia-se tragar. Por sua vez, “a traga” se diz da pessoa por quem se fica apaixonado/a: “Aí vem minha “traga” ou “Aí vem “a traga” (de beltrano)…”. A expressão “Que traga tão louca!” denota especial intensidade, insistência ou excesso desse sentir amoroso; à maneira que se usa a palavra tragar no sentido coloquial aludindo a um “comer” excessivo.
(Claudia Patricia Santos Galeano, Ibagué, Colômbia, Grupo Gestor de Psicanálise – Ibagué GEPSI)
ZOOM (aplicativo de reuniões virtuais) + dumping (jogar no lixo). Romper o namoro por videochamada. Por exemplo: «O cara me chamou para conversar e era para me dar um zumping». (Musso Greco, EBP, Belo Horizonte, Brasil)
Você está zurdeao”, expressão intraduzível popularizada por amigos de Tartagal, cidade ao norte de Salta. Faz alusão àquele espécime humano que se tornou vítima do amor e comete algum deslize (lembra-se de uma música, envia mensagens pelo WhatsApp ou stalkea através do Instagram). “Zurdo” substitui coração e a segunda letra «d» é suprimida na pronúncia oral («zurdeado» seria a maneira errada de pronunciar a expressão).
Javier Mondada, Participante del CID Salta, Argentina
Tradução: Gabriela Malvezzi
Revisão: Paola Salinas