Natalia Sofía Rodríguez (GLM)
No site da web mujeresymusica.com, “A Outra” aparece catalogada dentro do seguinte gênero musical: canção de autora, reivindicativa e feminista.
Se falamos de gêneros, o que é dito neste site se refere à mensagem transmitida em suas letras. No caso da música “Contigo”, encontro um tipo de canção romântica, onde a melodia de um só ou eventualmente dois instrumentos serve de apoio para a voz da cantautora[1]. O conteúdo poético da letra é essencial e, desse modo, impacta, fundindo melodia, voz e poética.
Dificilmente catalogável como balada romântica, gênero cujas letras se destacavam por ressaltar o sofrimento na ausência ou ruptura amorosa, e a necessidade do partenaire para viver, respirar, existir e outras coisas nesse estilo… Esse ar de dor que contrasta com o arranjo desta música, entre amor e liberdade.
No entanto, trata-se de uma balada acústica, na qual ressoam frases como: te quero livre, e me quero livre, que se dobram ao “contigo” do refrão que recria situações cotidianas de luta e liberação em camadas sucessivas…
É possível uma balada de amor romântico e feminista que fale de bruxas e liberdades amalgamando o novo e o não tão novo no amor? Aparentemente, pelo menos uma consegue existir.
Tradução: Ruscaya Maia
Revisão: Marcia Zucchi
[1] Expressão utilizada em espanhol para referir-se a cantores, que são também compositores.