Giovanna Lima (G.L. ) é uma poeta brasileira, que transforma em livros as paredes e muros da cidade de Curitiba

Num lugar depredado, evidenciando o abandono, há uma parede que substitui o papel, torna-se tela e recebe tinta sobre tinta. Sem pedir permissão, esta “poesia sazonal” ganha espaço, pelo tempo que for possível durar um registro de amor. Numa manifestação que fisga olhares atentos ao que se passa na cidade, que impactos decorrem do encontro com esta frase curta, assinada, que deixa marcas no privado, mas atinge a dimensão do público? A poeta picha e, contingencialmente, faz alguém se questionar: o que é possível subverter ao se propor falar de amor, a ponto de reverberar um novo que chama atenção?

Marcia Stival (EBP)