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A PENEIRA E A LINGUAGEM

SALA: O “TALVEZ” DA CRIANÇA E SUA LOUCURA A PENEIRA E A LINGUAGEM “O fato de que uma criança diga talvez, ainda não, antes mesmo de ser capaz de construir verdadeiramente uma frase, prova que há algo nela: uma peneira que se atravessa, por onde a água da linguagem chega a deixar algo na passagem, alguns detritos com os quais ela vai brincar, com os quais, necessariamente, ela terá que lidar.” (Lacan, J. Conferência de Genebra. Opção Lacaniana, n. 23. São Paulo: Eolia, dezembro de 1998, p. 11). Relatores: Aliana Santana (NEL) e Cristiane Barreto (EBP) Participantes: Andressa Luz (São…

O GÉRMEN DO PULSIONAL E A LALENGUA

SALA: LALÍNGUA DESENCADEADA O GÉRMEN DO PULSIONAL E A LALÍNGUA   “O que aconteceu na primeira infância? Nada, mas já havia o germe de um primeiro impulso sexual” (Freud, S. Carta de Freud a Fliess – 3 de janeiro de 1899. A correspondência completa de Freud para Fliess 1887-1904. Rio de Janeiro: Imago, 1986, p. 339). Relatores: Graciela González Horowitz (EOL) e Mônica Hage (EBP) Participantes: Anamáris Pinto (Belo Horizonte), Clara Melo (Salvador), Federico Pozzer (Buenos Aires), Isabel Abreu (São Paulo), Karina Zapata (Santiago de Chile), Letícia Rosa (Campo Grande), María Basile (Mendoza), Mariela Gutiérrez (Buenos Aires), Pilar Santoyo (Culiacán), Robinzon…

TRANSPUSEMOS A LINHA? A DEVASTAÇÃO DA NATUREZA HUMANA

SALA: A DEVASTAÇÃO DA PALAVRA TRANSPUSEMOS A LINHA? A DEVASTAÇÃO DA NATUREZA HUMANA   “A criação do reino psíquico da fantasia encontra sua perfeita contrapartida na instituição de “áreas de proteção” e “reservas naturais”, onde as demandas da agricultura, do trânsito e da indústria ameaçam modificar rapidamente o semblante original da Terra e torná-lo irreconhecível. A reserva natural conserva o velho estado que em geral, lamentavelmente, foi sacrificado à necessidade. Nela, tudo pode vicejar e crescer como bem entende, até o que é inútil, mesmo o que é daninho. Uma tal “área de proteção”, subtraída ao princípio da realidade, é…

A DESEROTIZAÇÃO DO MUNDO – PAIXÕES TRISTES DE TODOS OS GÊNEROS

 SALA: O SEXUAL DO INFANTIL  A DESEROTIZAÇÃO DO MUNDO PAIXÕES TRISTES DE TODOS OS GÊNEROS   “Não há uma condição universal de escolha de objeto. Por isso sempre surge uma peculiaridade contingente quando alguém toca a dimensão dessas condições, e o Outro zomba desses pobres sujeitos, um a um, com suas condições particulares de amor” (Miller, J.-A. Convergência e Divergência. Opção Lacaniana online nova serie, n. 2, julho 2010.)   Relatores: Lorena Greñas (NEL); Heloisa Telles (EBP); Gisela Smania (EOL) Participantes: Agustín Farré (San Juan), Andrés Amariles (Medellín), Bruna Albuquerque (Belo Horizonte) Camila Ventura (Rio de Janeiro), Dalia Virgilí (Buenos…

COMO SE DEPOSITAM AS MARCAS DE GOZO?

SALA: LER O INSUPORTÁVEL DA INFÂNCIA COMO SE DEPOSITAM AS MARCAS DE GOZO?   “(…) seria necessário que o analista possa ler sobre o corpo da criança como se depositam as marcas de gozo que elas receberam, que encontraram, que as atravessaram, que foram escritas” (Laurent, E. Lo insoportable de la infancia. Entrevista  realizada por Raquel Cors Ulloa. Bitácora Lacaniana. Revista de la Nueva Escuela Lacaniana No. 9, julio 2021, p. 297)   Relatores: María Teresa Russi (Membro NEL) e Liliana Aguilar (Membro EOL) Participantes: Álvaro Rendón (Guayaquil), Aurora Valladares (Ciudad de Guatemala), Caroline Quixabeira (Goiânia), Eugenia Destéfanis (Córdoba), Fernando…

COMO A CRIANÇA INTERROGA O AMOR DE TRANSFERÊNCIA?

SALA: LER O INSUPORTÁVEL DA INFÂNCIA COMO A CRIANÇA INTERROGA O AMOR DE TRANSFERÊNCIA?    “‘Diga que me ama’ equivale a  um ‘me dá um ser, uma espessura de ser’. O acesso ao Outro é uma maneira de ter  acesso a si mesmo. Amamos aquele que responde a nossa pergunta: Quem sou eu? O  outro revela-se a si mesmo, nele há mais do que ele”. a nuestra pregunta: ‘¿Quién soy?’. Se revela el otro a sí mismo, en él hay más que él”. (Alberti, C. Los fundamentos de la orientación lacaniana: clínica y lectura. Conferencia dictada en la clase de…

O INCONSCIENTE FORA DO TEMPO

SALA: O ETERNO DO INFANTIL O INCONSCIENTE FORA DO TEMPO   “Encontramo-nos aqui no coração do problema do que Freud avança quando diz que o inconsciente se coloca fora do tempo. É e não é verdade. Ele se coloca fora do tempo exatamente como o conceito, porque é o tempo de si mesmo, o tempo puro da coisa, e pode como tal reproduzir a coisa numa certa modulação, de que qualquer coisa pode ser o suporte material (…). Essa observação nos levará muito longe, até os problemas de tempo que a prática analítica comporta”. (Lacan, J. O seminário, livro 1,…

MODALIDADES DO MORRER NO SÉCULO XXI

SALA: O ETERNO DO INFANTIL MODALIDADES DO MORRER NO SÉCULO XXI  “Um pouquinho de seriedade. A morte é do domínio da fé. Vocês têm razão de acreditar que vão morrer, claro – isto lhes serve de apoio. Se não acreditassem nisso, será que poderiam suportar a vida que têm?” (Lacan, J. “Conferência de Lovaina”. Opção Lacaniana, n. 78. São Paulo: Eolia, fevereiro de 2018, p. 12).   Relatores: Elena Levy Yeyati (EOL); Paula del Cioppo (NEL); Cristiane Grilo (EBP) Participantes: Alejandra Guerra (Buenos Aires), Ana Beatriz Zimmerman (Rio de Janeiro), Ana María Valle (Ciudad de Guatemala), Barbara Afonso (Belo Horizonte),Carla…

CITAÇÕES E REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1 de agosto de 2025

FREUD  “Não interessa de modo algum com que material se comece – a biografia, o histórico clínico ou as recordações de infância do paciente –, desde que se deixe o próprio paciente fazer seu relato e escolher seu ponto de partida.” FREUD, S. “O início do tratamento”. In: Obras Completas, vol. 10. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 135. LACAN  “A análise se distingue, entre tudo que foi produzido até agora de discurso, por enunciar isto, que constitui o osso do meu ensino: que eu falo sem saber. Falo com o meu corpo, e isto sem saber. Digo, portanto, sempre mais…

CURAR A CRIANÇA? – UMA CONEXÃO COM O LIVRO “CONTRA MIM”, DE VALTER HUGO MÃE

1 de agosto de 2025

Cristina Frederico Daiane Ribeiro Élida Biasoli Lenci Niraldo de Oliveira Santos[1] Nascido em Angola e radicado em Portugal desde a infância, Valter Hugo Mãe é um dos escritores mais destacados da literatura contemporânea em língua portuguesa. É também artista plástico e cantor. Sua obra literária é marcada por uma linguagem poética e profundamente sensível, abordando temas como a infância, a solidão, a marginalidade e a complexidade da existência humana. É autor de romances premiados como “O remorso de Baltazar Serapião” (prêmio José Saramago, em 2007, um dos mais prestigiados da literatura lusófona) e “A máquina de fazer espanhóis” (Grande Prêmio…